<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933</id><updated>2012-02-16T08:52:43.959Z</updated><title type='text'>BREVE VIÁRIO</title><subtitle type='html'>pegadas de Emma Larbos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://breveviario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>87</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1489267393797865875</id><published>2010-03-13T17:35:00.000Z</published><updated>2010-03-13T17:37:23.215Z</updated><title type='text'>Sim ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S5vNB9tb_2I/AAAAAAAABZ0/R7QNcs60IN0/s1600-h/17.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 260px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448173607863451490" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S5vNB9tb_2I/AAAAAAAABZ0/R7QNcs60IN0/s400/17.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Talvez...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1489267393797865875?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1489267393797865875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1489267393797865875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2010/03/sim.html' title='Sim ?'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S5vNB9tb_2I/AAAAAAAABZ0/R7QNcs60IN0/s72-c/17.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-8555810720919119889</id><published>2010-01-29T15:26:00.006Z</published><updated>2010-01-29T17:57:30.451Z</updated><title type='text'>Hamsa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-5fjvG2I/AAAAAAAABZs/5HY-Zeei-es/s1600-h/batente.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432184364239625058" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-5fjvG2I/AAAAAAAABZs/5HY-Zeei-es/s400/batente.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta é a mão de Fátima. Fátima Zahra (a luminosa), a filha preferida do profeta Maomé e da sua primeira esposa, Khadija. Não sei o que pensavam as outras filhas e as outras esposas desta preferência e acredito que ao pai e esposo tal coisa não tiraria o sono. Um homem deve ter várias esposas e tantos filhos quantos puder. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No entanto, há talvez sentimentos profundos, comuns a todos os homens, que nem as mais severas revelações de Deus conseguem apagar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fátima foi casada pelo pai com Ali ibn Abi Talib, que se tornou o quarto califa. Houve dois outros rapazes, Abu Bakr e Omar, que foram recusados por Maomé quando a pediram em casamento. Estariam todos três apaixonados por ela ou cobiçariam apenas a honra de serem genros do profeta? E ela? Qual dos três teria escolhido, se tal liberdade lhe tivesse sido dada?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De entre as irmãs, só Fátima teve filhos e isso foi, certamente, uma bênção de Alá. Mas o seu casamento com Ali foi profundamente infeliz. Parece que Fátima tinha as suas próprias opiniões e às vezes discutia com o marido. O pai profeta intervinha sempre em favor da filha e esforçava-se por reconciliá-los. Talvez Ali sentisse que precisava de uma mulher mais dócil, por isso pensou em procurar uma segunda esposa, como o seu sogro recomendava. Curiosamente, apesar de ele próprio ter várias, Maomé impediu o genro de usufruir dos prazeres da variedade nocturna, dizendo-lhe:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Fátima é parte de mim e quem a ofende ofende-me a mim.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Ali deixou-se de ideias. Nesta parte da história acho o Maomé mesmo simpático. O que me custa a perceber são as suas contradições. Afinal as mulheres muçulmanas sentem-se ofendidas por terem de partilhar os maridos? Afinal os pais muçulmanos também têm vontade de defender os sentimentos das filhas? E porque é que esse privilégio só foi concedido à filha do profeta?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fátima é vista pelos muçulmanos como Maria pelos cristãos. Mulher, mãe e filha perfeita, ela é o modelo do comportamento feminino. Herdou também muitos dos atributos das antigas divindades femininas semitas (daí o ser luminosa) e por isso a sua mão (hamsa) protege contra o mau-olhado e é usada como talismã, tal como a mão de Miryam (irmã de Moisés) entre os judeus.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando passeamos pelas nossas terras (sobretudo a sul) encontramos muitas vezes portas com batentes em forma de mão, às vezes delicada como a do post anterior, às vezes mais normalizada:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-1u9bttI/AAAAAAAABZk/i0yF2fyI99M/s1600-h/Aldraba2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; DISPLAY: block; HEIGHT: 227px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432184299654461138" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-1u9bttI/AAAAAAAABZk/i0yF2fyI99M/s400/Aldraba2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Encontramos também muitas aldrabas, em forma de mão estilizada, como esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-uDcMWLI/AAAAAAAABZc/U1IAC6u0KAc/s1600-h/aldraba-2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432184167713233074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-uDcMWLI/AAAAAAAABZc/U1IAC6u0KAc/s400/aldraba-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pensamos provavelmente que a forma de mão alude ao facto de serem objectos onde pomos a nossa mão ou que substituem a nossa própria mão a bater à porta. Nada mais falso. Os batentes em forma de mão e as aldrabas foram trazidos pelos mouros e não são mais do que hamsas com que pretendemos afastar o mau-olhado das nossas casas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No norte de África há portas onde se vêem duas aldrabas, embora seja óbvio que só uma chegava bem para bater à porta:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-WB2iX8I/AAAAAAAABZU/cvc5rr7zidc/s1600-h/aldraba-dupla"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 308px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432183754969997250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-WB2iX8I/AAAAAAAABZU/cvc5rr7zidc/s400/aldraba-dupla" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A espessura de cada uma é diferente e por isso produzem sons diferentes. A da esquerda é para as mulheres e a da direita para os homens. Assim, quando alguém bate à porta, sabe-se logo se é um homem ou uma mulher e evitam-se os graves inconvenientes que podem resultar de uma mulher da casa ir abrir a porta a um homem de fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espero que haja por lá muitos jovens apaixonados que tenham suficiente imaginação para usarem a aldraba da esquerda quando querem ver as suas amadas. Aposto que Fátima, onde quer que esteja, os compreenderá e lhes enviará a sua benção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-P5VzG9I/AAAAAAAABZM/ZsCr1fAIf_Y/s1600-h/aldraba-3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 80px; DISPLAY: block; HEIGHT: 80px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432183649605983186" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-P5VzG9I/AAAAAAAABZM/ZsCr1fAIf_Y/s400/aldraba-3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-8555810720919119889?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8555810720919119889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8555810720919119889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2010/01/hamsa.html' title='Hamsa'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S2L-5fjvG2I/AAAAAAAABZs/5HY-Zeei-es/s72-c/batente.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1056603274002854428</id><published>2010-01-24T00:24:00.000Z</published><updated>2010-01-24T00:30:01.936Z</updated><title type='text'>Sem palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S1uUKc3nXWI/AAAAAAAABZE/h20BvRREaU4/s1600-h/batente-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430096682994326882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S1uUKc3nXWI/AAAAAAAABZE/h20BvRREaU4/s400/batente-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1056603274002854428?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1056603274002854428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1056603274002854428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2010/01/sem-palavras.html' title='Sem palavras'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/S1uUKc3nXWI/AAAAAAAABZE/h20BvRREaU4/s72-c/batente-3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-7697711785623862027</id><published>2009-12-19T21:26:00.010Z</published><updated>2009-12-20T17:17:32.229Z</updated><title type='text'>Crónica de boas intenções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesta quadra de paz e amor, juro que queria mesmo escrever sobre coisas bonitas que não suscitassem polémica. Imaginar os meus amigos visitantes a lerem-me de lágrima ao canto do olho e a incluirem-me nos seus votos benévolos de felicidade para os próximos 365 dias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1HOQ_LomI/AAAAAAAABY8/qfSjCnM6YdQ/s1600-h/750px-Arkansas_365.svg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417064237200286306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1HOQ_LomI/AAAAAAAABY8/qfSjCnM6YdQ/s400/750px-Arkansas_365.svg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para facilitar a inspiração, instalei-me na esplanada da minha rua, cheia de sol e de folhas de plátano cor de mel, onde as pombas vêm colher as migalhas sobre as mesa. Cenário propício. Mas não consegui ficar mais do que o tempo de beber um café. O termómetro do outro lado da rua marcava 6º e comecei a tremer de frio. Lembrei-me de que tenho de ir às compras. Não tenho camisolas suficientemente quentes para estas temperaturas inusitadas. Estava habituada a invernos mais amáveis. Parece que a culpa é da poluição humana, que está a desequilibrar o termómetro. Mas também leio nalguma imprensa que não é verdade e que há cientistas que têm dados que contrariam as "teorias catastrofistas”. Gostava de saber quem são esses cientistas e quais são esses dados mas isso não dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1GNXEBsZI/AAAAAAAABYs/drF2STkeOa0/s1600-h/gelo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417063122139722130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1GNXEBsZI/AAAAAAAABYs/drF2STkeOa0/s400/gelo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Felizmente os políticos estão lá em Copenhaga – pensei, animada – enquanto subia as escadas a correr (para aquecer) e um deles até ganhou o Nobel da Paz, por isso as coisas vão-se resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1F7QLCEWI/AAAAAAAABYk/3LBL2LBrHDs/s1600-h/Obama+Nobel+da+Paz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417062811052413282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 387px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1F7QLCEWI/AAAAAAAABYk/3LBL2LBrHDs/s400/Obama+Nobel+da+Paz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Liguei a televisão e estava a dar uma reportagem na Noruega, onde um agricultor dizia que por ele tudo bem, o aquecimento global dava-lhe jeito, estava farto de tanto frio e já podia cultivar alfaces e laranjas, coisa que o gelo norueguês não lhe tem permitido. Acha até que o aquecimento vai trazer mais turistas à Noruega. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1Fx-oQSgI/AAAAAAAABYc/htfEIn8C7MY/s1600-h/noruega01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417062651724319234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 325px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1Fx-oQSgI/AAAAAAAABYc/htfEIn8C7MY/s400/noruega01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por essa altura já tinha ligado o aquecimento e as mãos começavam a desentorpecer. Mudei de canal para ver qual ia ser a temperatura máxima. A pivot das Notícias estava com cara de caso e contou que afinal não havia avanço nenhum nas negociações de Copenhaga e que ficava tudo adiado por mais um ano porque a China e os Estados Unidos estavam de acordo em não assinar nenhum acordo. Para chegarem a essa conclusão – pensei eu com os meus botões – escusavam de ter gasto tanto dinheiro e emissões poluentes a irem lá. Não podiam ter mandado um email? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1FlIUHC0I/AAAAAAAABYU/nVNih4GOJQA/s1600-h/china-e-estados-unidos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417062430985882434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1FlIUHC0I/AAAAAAAABYU/nVNih4GOJQA/s400/china-e-estados-unidos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudei outra vez de canal mas as notícias não eram melhores. Fiquei a saber que, no próximo ano, vão subir-nos o preço da electricidade. Paciência, suspirei, é a crise... teremos de gastar menos... Mas logo a seguir fui surpreendida pela explicação: parece que, como este ano consumimos menos electricidade, a EDP perdeu receitas e assim vê-se na necessidade de subir os preços. Então não é o que nos pedem, que gastemos menos?  Quer dizer, portanto, que, quanto mais pouparmos e menos recursos gastarmos ao planeta mais caro nos fica?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem lá... a tal escrita, sobre coisas bonitas e comoventes, vai ter de ser adiada... talvez no próximo ano, quem sabe?...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1FEKQRrpI/AAAAAAAABYM/ac8uAx_G2JA/s1600-h/quino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417061864570990226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 118px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1FEKQRrpI/AAAAAAAABYM/ac8uAx_G2JA/s400/quino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-7697711785623862027?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7697711785623862027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7697711785623862027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/12/cronica-de-boas-intencoes.html' title='Crónica de boas intenções'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sy1HOQ_LomI/AAAAAAAABY8/qfSjCnM6YdQ/s72-c/750px-Arkansas_365.svg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-7325794090264609074</id><published>2009-12-13T13:34:00.009Z</published><updated>2009-12-13T19:37:51.980Z</updated><title type='text'>Manifesto Europeu</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vem este manifesto a propósito de uma conversa de amigos onde se discutiam diferenças civilizacionais e se declaravam as maravilhas alheias que nós, europeus, admiramos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTuQkxO_0I/AAAAAAAABYE/qdkn8SEho6A/s1600-h/darwin-alterado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414714620521676610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 334px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTuQkxO_0I/AAAAAAAABYE/qdkn8SEho6A/s400/darwin-alterado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Muito a propósito, acaba de ser divulgado um estudo de cientistas da Universidade de Berkeley (&lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1443174"&gt;http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1443174&lt;/a&gt;) sobre o factor determinante na evolução da espécie humana: a generosidade. Não a lei do mais forte, como deduziram os seguidores de Darwin, não a competição nem a eliminação dos mais fracos mas, pelo contrário, a capacidade de proteger os mais frágeis. A guerra não é, portanto, uma contingência natural do homem, à qual temos de nos conformar mesmo que não gostemos dela. Foi, portanto, a cooperação (das mulheres na recolha de alimentos e na criação das proles e dos homens na caça dos mamutes) que garantiu a sobrevivência dos grupos e a transmissão dos genes daqueles que, tendo menos músculos, sabiam como voltar a acender o fogo quando ele se apagava ou sabiam contar histórias ao serão para afastar o medo dos animais selvagens. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTuHSoHy0I/AAAAAAAABX8/ICYjTrpeQJM/s1600-h/fogueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414714461032794946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTuHSoHy0I/AAAAAAAABX8/ICYjTrpeQJM/s400/fogueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ideia de que há civilizações mais evoluídas do que outras e que, por serem mais evoluídas, têm alguma coisa a ensinar às outras, é uma ideia que a velha Europa ocidental ainda alimenta em segredo, cheia de vergonha de o proclamar em voz alta. Compreende-se. Por causa dessa ideia, justificada por razões que assentavam na lei do mais forte, praticou a Europa muitos males: conquistou, explorou, sujeitou à força, destruíu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTt_UZMc0I/AAAAAAAABX0/nvovM30HbCE/s1600-h/mapa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414714324068102978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTt_UZMc0I/AAAAAAAABX0/nvovM30HbCE/s400/mapa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas voltemos os projectores para o novo factor determinante da evolução. Qual é a civilização que hoje mais protege os não musculados? Onde nasceu a declaração dos direitos do Homem e os da criança? Onde se reconhece às mulheres igualdade de direitos? Quem está mais à frente na protecção dos deficientes, dos animais, no reconhecimento dos direitos dos homossexuais? Onde se elege como valores fundamentais a igualdade de oportunidades, o direito a pensar e falar livremente, a igualdade do cidadão perante a lei? A resposta é clara: na Europa ocidental e nos seus filhos mais legítimos (Estados Unidos, Canadá, Austrália, Israel).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTt1xkxxLI/AAAAAAAABXs/ROO74KDlvn4/s1600-h/fragilidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414714160102622386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTt1xkxxLI/AAAAAAAABXs/ROO74KDlvn4/s400/fragilidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Outras civilizações fascinam hoje a velha Europa, pela sofisticação da sua arte, pelo exotismo das suas culturas, pela emergência do seu poder económico... E os europeus estão naturalmente cansados da sua velha casa, que lhes parece monótona e fora de moda. E sempre gostaram de viajar (doutro modo não teriam tantos filhos) e de ver paisagens diferentes. Por isso encantam-se com as modas da manga japonesa, do budismo indiano ou da dança do ventre árabe. Muito bem. Tudo isso são distracções divertidas. Mas nada me levaria a render-me de admiração por terras onde faltam os valores fundamentais que fizeram da civilização ocidental a mais evoluída e admirável do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTtsdefFqI/AAAAAAAABXk/nnXnHqt2zIg/s1600-h/viajante.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414714000088700578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTtsdefFqI/AAAAAAAABXk/nnXnHqt2zIg/s400/viajante.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos longe da perfeição? Estamos. Mas também estamos na linha da frente para lá chegarmos. Temos um passado cheio de atrocidades? Temos. Mas enquanto elas são o passado de que nos envergonhamos, para as outras civilizações são o presente de que se orgulham. Nem sempre pomos em prática os ideais que proclamamos? Nem sempre. Mas não desistimos deles como ideais e lá vamos tentando. Temos muito de que nos orgulhar e as outras civilizações muito que aprender connosco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTthRK_MKI/AAAAAAAABXc/AJsJO0m0bbc/s1600-h/Ãºltima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414713807807131810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 349px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTthRK_MKI/AAAAAAAABXc/AJsJO0m0bbc/s400/%C3%BAltima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-7325794090264609074?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7325794090264609074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7325794090264609074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/12/manifesto-europeu.html' title='Manifesto Europeu'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SyTuQkxO_0I/AAAAAAAABYE/qdkn8SEho6A/s72-c/darwin-alterado.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-8443006765670976235</id><published>2009-11-25T14:03:00.005Z</published><updated>2009-11-25T14:20:58.014Z</updated><title type='text'>Condição amorosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw050WNCDOI/AAAAAAAABXU/LowGHVbqm7Y/s1600/labirinto-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408042299018054882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw050WNCDOI/AAAAAAAABXU/LowGHVbqm7Y/s400/labirinto-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;           O amor, para ser amor, é incondicional. Dizem-me. Não acredito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas se o digo, dizem-me que o digo porque nunca amei a sério. Lá está: para ser amor... tem de ser, senão não é amor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois, mas quem o diz fala do amor dos outros e não se pode falar do amor dos outros, porque o amor não é uma célula no microscópio, que se possa observar à distância, vendo os outros padecê-lo, e nós, objectivos, a injectar-lhe reagentes cá de longe. O amor, para se falar dele, tem de ser daquele que se sente por dentro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw05vR8yrUI/AAAAAAAABXM/Y1l7vtl70z0/s1600/labirinto-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408042211976850754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw05vR8yrUI/AAAAAAAABXM/Y1l7vtl70z0/s400/labirinto-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor – dizem-me também – não é paixão, nem sexo, nem nenhuma dessas afecções dos sentidos com reacções químicas e feromonas e alterações do ritmo cardíaco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor – insistem em dizer – é outra coisa, que vem depois, quando as coisas correm bem, e que pode nascer de onde antes não o havia e que se rega, como uma flor. Disso a ciência não consegue dizer coisa que se aproveite, embora tentem uns senhores que se apresentam como psicólogos – dos quais desconfio muito. Mas esses, para manterem o crédito e poderem continuar a dar-se com a gente “séria” da ciência, preferem não falar de amor. Falam de afectos, que têm um ar mais rigoroso e distante, apesar de o seu ascendente, o &lt;em&gt;affectus&lt;/em&gt; latino, significar estado de alma, disposição de espírito, sentimento, paixão ou vontade, tudo coisas vagas e objectivamente inapreensíveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltamos, portanto, ao amor. E de amor mesmo, com a palavra e tudo, só falam os poetas e os romancistas. E os heróis do cimena e do palco. Tudo ficção, tudo mentira. Não sei como fazem os actores para tão facilmente dizerem “Amo-te”, porque é uma palavra que ninguém diz facilmente, olhos nos olhos com alguém e sem se rir. Dizemos “Gosto de ti”. Alguns miúdos dizem “Curto-te bué”. Tudo eufemismos para fugir à palavra, pesada, que temos de dizer arredondando os lábios como se chupássemos um refresco por uma palhinha. Deve ser por isso que não a dizemos, para não parecermos ridículos. Não parece coisa de gente crescida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw05ouaGCRI/AAAAAAAABXE/mcoPmjVCvCE/s1600/labirinto-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408042099356862738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw05ouaGCRI/AAAAAAAABXE/mcoPmjVCvCE/s400/labirinto-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas quando se trata de falar do amor generalizando, é fácil. Temos muitas frases prontas: “o amor não escolhe idades”, “o amor é cego”, “não há amor como o primeiro”, “quem ama perdoa”, “quem o feio ama bonito lhe parece”. Ah! E “o amor é incondicional”! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também temos uma moral do amor. Dizem-me que “o amor é para toda a vida”. Mas também me dizem que devemos desamar quem não nos retribui o amor. Por aqui já se vê que o amor também está sujeito a ambiguidades éticas e que, se calhar, quem tinha razão era o Luís, que dizia que o amor é paradoxal (lembram-se?... o contentamento descontente, ferida que dói e não se sente e por aí fora...). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda uma ciência sobre o amor, afinal. Guardada no bolso, embalada a vácuo, pronta a usar como um lenço de papel perfumado com alfazema, em qualquer ocasião. Basta que o amor apareça. Sem condições. Amamos um mentiroso. Para toda a vida ou apenas se ele nos retibuir o amor? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw05hVrGZgI/AAAAAAAABW8/Kxbs3jl_hv4/s1600/labirinto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408041972458219010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw05hVrGZgI/AAAAAAAABW8/Kxbs3jl_hv4/s400/labirinto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-8443006765670976235?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8443006765670976235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8443006765670976235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/11/condicao-amorosa.html' title='Condição amorosa'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sw050WNCDOI/AAAAAAAABXU/LowGHVbqm7Y/s72-c/labirinto-2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4972073396635662916</id><published>2009-11-14T16:31:00.005Z</published><updated>2009-11-14T16:55:15.350Z</updated><title type='text'>Teias da memória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7fMgnePqI/AAAAAAAABW0/O86CoSSsHrE/s1600-h/img015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404002008898092706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7fMgnePqI/AAAAAAAABW0/O86CoSSsHrE/s400/img015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de um longa tarde de espanador e esfregona epicamente em punho, sentei-me no meu sofá, confortavelmente, e puxei para mim o último romance barato publicado pela Sábado: Susan Sontag, &lt;em&gt;O Amante do Vulcão&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Belo fim de tarde, sem ponta de pó à minha volta. Ah! que merecido descanso! Relanceei os olhos pelos cantos do rodapé e pelas sancas do tecto, satisfeita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas... o que seria aquilo, ali no esconso vértice da parede mesmo à minha frente, junto à janela? Uma teia de aranha?! Como é possível, depois de tanta batalha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que me embala a voz da minha avó, por entre as chamas da lareira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7cdMv0xtI/AAAAAAAABWs/9D14YfZtF30/s1600-h/paula_rego.-786519"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403998997087307474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 330px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7cdMv0xtI/AAAAAAAABWs/9D14YfZtF30/s400/paula_rego.-786519" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma vez uma mulher que tinha duas filhas, e criou-as no asseio e na poupança para que não lhes faltassem bons partidos nem boas casas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando elas casaram, a mãe disse-lhes:&lt;br /&gt;– Daqui a um ano vou visitar-vos e quero ver todas as varreduras do chão e todas as lavaduras da loiça de um ano inteiro!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As moças lá foram, cada uma para o seu destino. Ao fim de um ano, a mãe foi visitar a primeira filha. Encontrou-a com o seu marido e uma criança ao peito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Onde estão as varreduras do chão e as lavaduras da loiça? – perguntou.&lt;br /&gt;– Venha, minha mãe!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E mostrou-lhe um belo par de galinhas, que tinha alimentado com as migalhas que tinham caído no chão, e um porco engordado com os restos deixados na loiça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Muito bem, minha filha! – disse a mãe – vejo que és uma rapariga esperta e trabalhadora!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguir foi visitar a outra filha. Bateu à porta chamando por ela.&lt;br /&gt;– Minha mãe? – gritou a filha lá de dentro – venha de pedrinha em pedrinha, não se atasque!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A casa estava submersa em lixo e a filha sentada num canto a chorar sozinha porque o marido a tinha abandonado. Quando a mãe entrou, disse-lhe ela:&lt;br /&gt;– Vê, minha mãe, como fiz tudo como me disse?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7cSA3ol7I/AAAAAAAABWk/exKMrRZyhzA/s1600-h/abandonada.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403998804920276914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7cSA3ol7I/AAAAAAAABWk/exKMrRZyhzA/s400/abandonada.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os contos populares são umas coisas perversas e cruéis. Porque contavam estas coisas  às crianças? Abanei a cabeça suspirando, instalei-me melhor no sofá e abri o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Espera lá ...  para que poderá servir uma teia de aranha? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7b1YFGiLI/AAAAAAAABWc/zaNS0qBOAdE/s1600-h/teia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403998312934574258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7b1YFGiLI/AAAAAAAABWc/zaNS0qBOAdE/s400/teia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4972073396635662916?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4972073396635662916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4972073396635662916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/11/teias-da-memoria.html' title='Teias da memória'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sv7fMgnePqI/AAAAAAAABW0/O86CoSSsHrE/s72-c/img015.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-5787523439527950327</id><published>2009-10-29T09:52:00.008Z</published><updated>2009-10-29T11:38:27.788Z</updated><title type='text'>São flores...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;- Onde vais, Maria, com esse ar tão contente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;- Ora, vou ali adiante, porquê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SulneG6dlhI/AAAAAAAABWU/J7lkSrhjzx8/s1600-h/DSCF3835.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397959395329807890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SulneG6dlhI/AAAAAAAABWU/J7lkSrhjzx8/s400/DSCF3835.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;- E o que levas no regaço, que parece tão cheio e pesado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;- Levo umas flores mortas, porquê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sulm-uH31OI/AAAAAAAABWM/hvStrLfeC38/s1600-h/DSCF5101.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397958856099222754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sulm-uH31OI/AAAAAAAABWM/hvStrLfeC38/s400/DSCF5101.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;- Flores mortas? Assim tão pesadas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;- Se não fossem tão pesadas não tinham caído da árvore!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SulmrpZT6AI/AAAAAAAABWE/iV0DkLeOLLE/s1600-h/DSCF3834.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397958528412674050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SulmrpZT6AI/AAAAAAAABWE/iV0DkLeOLLE/s400/DSCF3834.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;- Hum... Parece-me que me enganas, Maria. Não será ferro o que aí levas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;- São flores que muito me custaram a criar. Vou fazer com elas um tapete para descansar os meus pés. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SulmLs00qWI/AAAAAAAABV8/ZY_IZKRDOBY/s1600-h/DSCF5102.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397957979577559394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SulmLs00qWI/AAAAAAAABV8/ZY_IZKRDOBY/s400/DSCF5102.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-5787523439527950327?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5787523439527950327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5787523439527950327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/10/onde-vais-maria-com-esse-ar-tao.html' title='São flores...'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SulneG6dlhI/AAAAAAAABWU/J7lkSrhjzx8/s72-c/DSCF3835.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-8048374616028626833</id><published>2009-09-12T23:03:00.009+01:00</published><updated>2009-10-04T21:42:22.701+01:00</updated><title type='text'>A VIAGEM. 4. Olhos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SqwbP4JZd9I/AAAAAAAABV0/wjainVDJjuw/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380705614384691154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SqwbP4JZd9I/AAAAAAAABV0/wjainVDJjuw/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Túndalo não saberia dizer quanto tempo levou na subida. Esqueceu-se de quase tudo enquanto caminhava. Nem da presença do anjo se dava conta, a menos que ele o tivesse abandonado finalmente, o que não o inquietava nada. Quanto mais subia maior era a claridade que o iluminava e o único desejo que sentia era o de encontrar não sabia o quê, qualquer coisa que parecia faltar mas não se podia definir. Como uma sede que não era de água ou uma fome que não era de pão ou uma paixão que não era de braços. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SqwbFNZFnoI/AAAAAAAABVs/mjXNI8Qt78Q/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380705431109082754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 393px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SqwbFNZFnoI/AAAAAAAABVs/mjXNI8Qt78Q/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Por fim vislumbrou claramente uma alta muralha que circundava o topo da montanha, encerrando o cume como um colar que debruasse o colo de uma virgem. Mas não eram pedras comuns, as que formavam a muralha, eram peças de jaspe intenso. Não ficou surpreendido ao encontrar na muralha uma porta nem que a porta não estivesse fechada como se estivessem à sua espera. Era de ouro maciço mas leve como uma pena, deixou-o passar sem nenhum entrave e Túndalo achou-se do lado de dentro. Abriu os olhos e viu. Era e não era um jardim. Era e não era primavera. Era e não era feliz. As flores que se estendiam por campos sem fim tinham cores estranhas e formas que nunca vira. Os lagos tinham os mais puros reflexos de cristal e o céu um azul praticamente impossível. Mas quando estendeu as mãos para colher algumas pétalas, elas atravessaram-lhe os dedos e não se deixaram cair. Mergulhou a mão em concha na água mas ela nem o molhou. Sorriu porque não tinha sede e não fazia mal. Não sentia a alegria que deveria sentir, porque não se lembrava de nenhuma tristeza. Começou a andar e em breve encontrou muitos como ele, mas vestidos de branco, sentados no chão.Escutavam uma música parecida com o assobio do anjo e nada mais lhes despertava a atenção. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sqwa-_y2qiI/AAAAAAAABVk/7qe4F1HQ6ZM/s1600-h/+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380705324379843106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 369px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sqwa-_y2qiI/AAAAAAAABVk/7qe4F1HQ6ZM/s400/%2B2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Avançou até encontrar um bom lugar para se sentar, amparado no tronco de uma árvore. Sentou-se. Aquele parecia ser o lugar mais alto da montanha, o pico do cume, de onde já não se podia subir mais. Os olhos abriram-se-lhe sozinhos e viu. Viu todas as razões, todas as coisas para ter certeza, todos os modos de ser e de fazer. Soube a resposta a todas as perguntas e todas as histórias do princípio e também as do fim. Viu todas as regras que fazem mover coisas e todos os movimentos que se movem sem regras. Soube todos os quandos e comos e porquês. Os olhos cresceram-lhe até que todo o corpo mais não era do que olhos. E soube que era bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sqwa4cUoibI/AAAAAAAABVc/c7ts3u4wJIA/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380705211778632114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sqwa4cUoibI/AAAAAAAABVc/c7ts3u4wJIA/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- Túndalo... - ouviu chamar, em voz doce. Não respondia. Não tinha boca, só olhos.&lt;br /&gt;- Túndalo... - repetiu a voz. Sem se mover, acabou por perguntar:&lt;br /&gt;- O que é?&lt;br /&gt;- Temos de ir - disse a voz.Os olhos semicerraram-se e subiram-lhe ao rosto de novo, a ocupar o seu lugar. Contrariado, virou-se para ver quem chamava. Era o anjo, claro! Tinha de ser o anjo!&lt;br /&gt;- O que queres? Deixa-me estar! Já cheguei!&lt;br /&gt;- Não - disse o anjo - Tens de voltar, anda!&lt;br /&gt;- Que queres dizer com voltar? - perguntou espantado - Não me trouxeste aqui? Não é aqui o meu lugar? Não estou já cá?&lt;br /&gt;- Não - disse o anjo, estendendo-lhe a mão - Foste trazido mas não é ainda altura de ficares. Tens de voltar à tua casa e refazer tudo o que fizeste até hoje.&lt;br /&gt;- O quê ?! Mas então ...&lt;br /&gt;- Vamos! Voltarás mais tarde, daqui a muito tempo. Ou não...&lt;br /&gt;O anjo obrigou-o a levantar e ainda mal tinha dado dois passos contrafeitos e já via fechar-se-lhe nas costas a porta da muralha. Não pudera dizer mais nada. Já tudo tinha ficado para trás. Ao terceiro passo estava de volta às ruas da sua cidade e amanhecera. Sentiu frio e uma incontrolável necessidade de dormir. As vendedoras do mercado arrastavam penosamente as suas cargas e passavam cavaleiros martelando as pedras das ruas. As casas tinham um tom pardo e húmido, enfileiradas obliquamente até desembocarem na sua casa, lá ao fundo. Dirigiu-se para lá e entrou. Os servos acorreram a recebê-lo e trataram de o conduzir ao leito. Túndalo dormiu sem acordar durante três dias seguidos. Chamaram o físico para que lhe tomasse o pulso mas nesse mesmo dia voltou a abrir os olhos, sorriu, e pediu alguma coisa para cortar o jejum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tive um sonho - comunicou - foi bonito, depois de ter sido muito assustador. Se pudesse saltar a primeira parte, bem gostava de o sonhar outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sqwav21BYbI/AAAAAAAABVU/nR4Oi5i2E6w/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380705064274977202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 396px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Sqwav21BYbI/AAAAAAAABVU/nR4Oi5i2E6w/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-8048374616028626833?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8048374616028626833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8048374616028626833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/09/viagem-4-olhos.html' title='A VIAGEM. 4. Olhos.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SqwbP4JZd9I/AAAAAAAABV0/wjainVDJjuw/s72-c/4.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3037486063353612288</id><published>2009-08-31T08:27:00.016+01:00</published><updated>2009-09-04T22:43:49.412+01:00</updated><title type='text'>Enquanto Túndalo não chega ao cimo da montanha...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt-dbnF6II/AAAAAAAABVE/BLl3JyG6O1s/s1600-h/DSCF6126.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376029624289847426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt-dbnF6II/AAAAAAAABVE/BLl3JyG6O1s/s400/DSCF6126.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt-TeL2hQI/AAAAAAAABU8/XhPIi_WpezE/s1600-h/DSCF6125.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376029453182207234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt-TeL2hQI/AAAAAAAABU8/XhPIi_WpezE/s400/DSCF6125.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt-Ex1GxFI/AAAAAAAABU0/kl7qRCBN42E/s1600-h/DSCF6106.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376029200757474386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt-Ex1GxFI/AAAAAAAABU0/kl7qRCBN42E/s400/DSCF6106.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt95z-x9gI/AAAAAAAABUs/8GIWzIJMVdg/s1600-h/DSCF6103.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376029012356363778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt95z-x9gI/AAAAAAAABUs/8GIWzIJMVdg/s400/DSCF6103.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt9tS-wdQI/AAAAAAAABUk/xlZPAk5F2vU/s1600-h/DSCF6101.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376028797339464962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt9tS-wdQI/AAAAAAAABUk/xlZPAk5F2vU/s400/DSCF6101.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt9aAGhKeI/AAAAAAAABUc/uHWsBfngv_Q/s1600-h/DSCF6055.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376028465854228962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt9aAGhKeI/AAAAAAAABUc/uHWsBfngv_Q/s400/DSCF6055.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt9L7AQL3I/AAAAAAAABUU/UAJGZcNpvhY/s1600-h/DSCF6043.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376028223967604594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt9L7AQL3I/AAAAAAAABUU/UAJGZcNpvhY/s400/DSCF6043.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt84bkGbeI/AAAAAAAABUM/oVl_DlVcv-s/s1600-h/DSCF6040.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376027889110511074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt84bkGbeI/AAAAAAAABUM/oVl_DlVcv-s/s400/DSCF6040.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt8uZbvvKI/AAAAAAAABUE/NV7sZgiQ2jw/s1600-h/DSCF6039.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376027716739906722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt8uZbvvKI/AAAAAAAABUE/NV7sZgiQ2jw/s400/DSCF6039.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt8izmDj9I/AAAAAAAABT8/HlqyuksD0Kw/s1600-h/DSCF6038.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376027517604040658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt8izmDj9I/AAAAAAAABT8/HlqyuksD0Kw/s400/DSCF6038.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="width:300px;"&gt;&lt;object width="300" height="110"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/5KBmwSdCS9/aus=false/"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/5KBmwSdCS9/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="background-color:#E6E6E6;padding:1px;"&gt;&lt;div style="float:left;padding:4px 4px 0 0;"&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/"&gt;&lt;img src="http://www.imeem.com/embedsearch/E6E6E6/" border="0"  /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;form method="post" action="http://www.imeem.com/embedsearch/" style="margin:0;padding:0;"&gt;&lt;input type="text" name="EmbedSearchBox" /&gt;&lt;input type="submit" value="Search" style="font-size:12px;" /&gt;&lt;div style="padding-top:3px;"&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=0&amp;ek=5KBmwSdCS9" rel="nofollow"&gt;&lt;img src="http://www.imeem.com/ads/bannerad/152/10/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=1&amp;ek=5KBmwSdCS9" rel="nofollow"&gt;&lt;img src="http://www.imeem.com/ads/bannerad/153/10/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=2&amp;ek=5KBmwSdCS9" rel="nofollow"&gt;&lt;img src="http://www.imeem.com/ads/bannerad/154/10/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=3&amp;ek=5KBmwSdCS9" rel="nofollow" &gt;&lt;img src="http://www.imeem.com/ads/bannerad/155/10/5KBmwSdCS9/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/form&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3037486063353612288?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3037486063353612288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3037486063353612288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/08/enquanto-tundalo-nao-chega-ao-cimo-da.html' title='Enquanto Túndalo não chega ao cimo da montanha...'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Spt-dbnF6II/AAAAAAAABVE/BLl3JyG6O1s/s72-c/DSCF6126.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-5706700360087514406</id><published>2009-06-27T16:52:00.008+01:00</published><updated>2009-06-28T15:21:17.280+01:00</updated><title type='text'>A VIAGEM. 3. Terra.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZBQMiAkfI/AAAAAAAABTc/JZwbC6ErifE/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352036953673994738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZBQMiAkfI/AAAAAAAABTc/JZwbC6ErifE/s400/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há já várias horas que caminhavam por entre um bosque cerrado. Pelo menos as horas passadas pareciam muitas mas, como Túndalo sentia que o cansaço se lhe aliviava a cada novo passo, pensou para si que talvez ele não soubesse nada acerca de horas ou talvez as horas sempre tivessem sido diferentes do que lhe parecia. A verdade é que a escuridão verdejante em que caminhavam não dava sinais de nascer nem de pôr de sol e todo aquele tempo parecia demasiado para uma só noite. Mas seria a noite, de facto, uma verdade consistente? - pensou Túndalo. Seguiam calados e, sem saber porquê, não lhe apetecia interrogar o anjo sobre todas estas dúvidas que lhe acudiam ao espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZBGkESMgI/AAAAAAAABTU/bubYynHoNbQ/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352036788193079810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZBGkESMgI/AAAAAAAABTU/bubYynHoNbQ/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Por fim, a caminhada desembocou numa ampla clareira. As árvores foram repentinamente substituidas por um chão raso e nu, vermelho e seco, que se estendia até muito longe. Túndalo estacou e, com ele, o anjo. E agora? Que fazia ele ali, naquela imensa eira barrosa que não levava a lado nenhum?&lt;br /&gt;- Onde vamos? - perguntou ao anjo.&lt;br /&gt;- Porque paraste? - perguntou o jovem luminoso.&lt;br /&gt;- Mas onde queres que vá? - ripostou Túndalo, com um gesto enfastiado - afinal o que pretendes com isto?&lt;br /&gt;- Túndalo, Túndalo... - riu-se o companheiro - não aprendeste nada? Julgas que se pode parar a meio do caminho?&lt;br /&gt;- Mas porque não podemos ficar aqui na orla do bosque? Ao menos haverá frutos ou sementes para comermos e talvez a manhã nos traga um pouco de orvalho que nos mate a sede. Aí por onde vais só vejo ermo e secura...&lt;br /&gt;- Tens fome ou sede?&lt;br /&gt;- Não, ainda não, mas vou ter.&lt;br /&gt;- E se não tiveres, porque terás ficado aqui? E de que manhã estás tu a falar?&lt;br /&gt;- Bem, acabará por amanhacer, mais cedo ou mais tarde, não? - atirou-lhe Túndalo.&lt;br /&gt;- Vá lá... - murmurou o rapaz de branco sem sinal de ter entendido a ironia - não queres resposta para as tuas perguntas? Tens de vir...&lt;br /&gt;- Mas porque não me respondes aqui?!&lt;br /&gt;- Não te impacientes. Olha lá ao fundo, por trás daquela nebelina.&lt;br /&gt;Túndalo apurou os olhos na direcção apontada. Muito distante conseguia ver uma nuvem parda que parecia pairar sobre os vapores avermelhados daquele longo e rubro deserto.&lt;br /&gt;- Só vejo uma nuvem. Que tem ela de especial?&lt;br /&gt;- Tens de ir mais perto para saberes. Tens de continuar a andar.&lt;br /&gt;- E que me interessa isso? Quero lá saber do que está por trás da nuvem!&lt;br /&gt;- Como sabes que não queres saber se não sabes o que é ?&lt;br /&gt;- E como sei que quero?&lt;br /&gt;- Chegando mais perto. É a única forma. Vamos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZA6iIhHPI/AAAAAAAABTM/5gc1n3rebEo/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352036581515533554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZA6iIhHPI/AAAAAAAABTM/5gc1n3rebEo/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O anjo parecia determinado. Abandoná-lo-ia se ele se deixasse ficar? Provavelmente. Ficar ali sozinho é que não. Como faria para voltar para casa? Pensar na sua casa fez-lhe de repente chegar as lágrimas aos olhos. A sua boa cama de lençóis de linho, o seu dossel de seda que lhe embalava o sono, os risos dos amigos povoando a mesa, a alegria das canecas girando de mão em mão... Tinha de voltar para casa! Portanto, restava-lhe seguir em frente.&lt;br /&gt;Começou a andar adiante do anjo, que sorria da sua pressa. Começou a contar os passos, para calcular mentalmente quanto faltaria para acabar de atravessar o ermo vermelho. De cabeça baixa, punha metodicamente um pé à frente do outro.&lt;br /&gt;O anjo começou a assobiar, fazendo-o virar a cabeça de espanto. Que bem que ele assobiava! Parecia uma flauta que o seguia e lhe elevava os passos. Nunca antes tinha ouvido uma música assim, tão suave e alegre ao mesmo tempo! Não se atrevia a dizer uma palavra, enlevado na melodia, e acabou por se esquecer de contar os passos. Não sentia fome, nem sede, nem cansaço. Aliás, não sentiu nada além de uma espécie de felicidade que lhe vinha do assobio do seu companheiro, até que, ao longe, por entre a névoa distante, julgou divisar algumas formas. Que seria aquilo? Parecia brilhar no alto de uma colina e clareava como a manhã mais ensolarada que alguma vez vira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZAyBXB4PI/AAAAAAAABTE/WssQ7edTGAs/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352036435279077618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZAyBXB4PI/AAAAAAAABTE/WssQ7edTGAs/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fazia ideia de quantos passos dera afinal mas a verdade é que se abeiravam agora da base da colina e a nuvem que a envolvia ocultava-lhe apenas o topo, deixando ver uma encosta florida de margaridas e lilases. Ou seriam outras flores? A cor estava certa mas nunca vira flores tão grandes e tão viçosas, suavemente dobradas por uma brisa fresca que soprava de leste. Não dera por nascer o sol mas a verdade é que ele se estendia agora por todo o lado, brilhando nos olhos do anjo como pérolas.&lt;br /&gt;Que jardim seria aquele? E o que esconderia a nuvem lá em cima? Seria longa a distância até ao topo? Tinha de ir ver !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZAoIgYuAI/AAAAAAAABS8/vjAS6EhVMpA/s1600-h/2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352036265398679554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZAoIgYuAI/AAAAAAAABS8/vjAS6EhVMpA/s400/2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Queres ficar por aqui ? - perguntou o anjo, sentando-se.&lt;br /&gt;- Aqui?! Nem penses! - respondeu Túndalo - Vamos subir!&lt;br /&gt;- Ah! – exclamou o anjo - pensei que talvez quisesses parar, podíamos descansar um pouco entre estas flores...&lt;br /&gt;- Mas tu estás cansado?! Que anjo me saíste! Eu estou muito bem, vamos lá, levanta-te!&lt;br /&gt;- Está bem... - disse o anjo, estendendo-lhe a mão - ajuda-me aqui! Ainda tenho de procurar o melhor caminho para subirmos.&lt;br /&gt;- Então, então, rapaz... - disse Túndalo, puxando-o pela mão a apontando uma vereda que se escondia sob uma cascata de flores - não estás a ver ali? É o caminho.&lt;br /&gt;- Bom... vamos lá então. &lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZAhj5fMVI/AAAAAAAABS0/bBxbG26g_2o/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352036152492634450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 358px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZAhj5fMVI/AAAAAAAABS0/bBxbG26g_2o/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZAhj5fMVI/AAAAAAAABS0/bBxbG26g_2o/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;span style="color:#66ffff;"&gt;Fotos: Chã, João Silva, João C.S.Ramos, Virgínia Pinhão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#66ffff;"&gt;Pintura: o Salvador.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#66ffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;(Insiste em continuar mas há-de acabar-se-me na próxima, juro! ...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-5706700360087514406?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5706700360087514406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5706700360087514406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/06/viagem-3-terra.html' title='A VIAGEM. 3. Terra.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SkZBQMiAkfI/AAAAAAAABTc/JZwbC6ErifE/s72-c/6.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1332677703497282424</id><published>2009-04-25T19:14:00.007+01:00</published><updated>2009-04-26T21:46:29.934+01:00</updated><title type='text'>A VIAGEM. 2. A ponte.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNT92SpjiI/AAAAAAAABSs/t4sXgBgCVEc/s1600-h/bosch-20.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328695106120289826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 338px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNT92SpjiI/AAAAAAAABSs/t4sXgBgCVEc/s400/bosch-20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estendendo-lhe a mão, o jovem empurrou a pesada porta que se entreabriu com um rangido. Um arrepio percorreu a espinha de Túndalo, porque lhe pareceu aquilo ranger de dentes e porque a luz não inundou a sala como ele esperava. Olhou para trás e viu o seu corpo caído no chão da taberna. Compreendeu que o caminho era em frente e seguiu o jovem.&lt;br /&gt;Lá fora flutuava no ar uma finíssima cinza que obscurecia quase tudo. Subitamente cortou-lhe a visão uma figurinha negra que lhe guinchou aos ouvidos. Atordoado, Túndalo recuou mas por pouco tempo porque atrás do primeiro vinham dezenas de criaturas iguais, negras e insuportavelemente gritantes. Voavam com umas pequenas asas de morcego e em breve o tinham cercado, separando-o do seu guia, e cantando desafinadamente: &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Alma cativa,&lt;br /&gt;cantamos a morte,&lt;br /&gt;de que és filha&lt;br /&gt;e da má sorte!&lt;br /&gt;Amiga das trevas&lt;br /&gt;pasto do fogo!&lt;br /&gt;Ai mesquinha,&lt;br /&gt;eis o teu povo!&lt;br /&gt;E a soberba, onde é que a trazes?&lt;br /&gt;E a discórdia, não a abraças?&lt;br /&gt;Vamos! à peleja, à cobiça, rapazes !&lt;br /&gt;à vanglória, à lama, às armas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTy5m8FqI/AAAAAAAABSk/RJfYaXuzmN0/s1600-h/Bosch-diabos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328694918032135842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTy5m8FqI/AAAAAAAABSk/RJfYaXuzmN0/s400/Bosch-diabos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Túndalo queria afugentá-los mas não podia. A cada momento chegavam mais, vindos de todas as ruas. Então o rapaz de branco gritou-lhes bem alto que se fossem e eles calaram-se imediatamente. Murmurando contrariados, começaram a sair, deixando atrás um zum-zum atordoante. Túndalo sentiu quebrar-se-lhe o ânimo e levou as mãos aos olhos para esconder as lágrimas. Mas o guia, que cortara o ar com uma mão e segurava por uma perna uma daquelas criaturas, mostrou-lha sorrindo e disse-lhe:&lt;br /&gt;- Vamos lá, que é isso? Estou contigo desde que nasceste e nunca deixei que nada de mal te acontecesse!... Olha, não é uma coisa feia este diabinho ? Passava o tempo empoleirado no teu ombro a segredar-te e deu-me muito trabalho estar sempre a enxotá-lo. Agora que já o conheces espero que deixes de lhe dar ouvidos. Vamos, que a viagem é longa!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTo3JVz3I/AAAAAAAABSc/5lyk9a1LY6Q/s1600-h/Bosch-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328694745572429682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTo3JVz3I/AAAAAAAABSc/5lyk9a1LY6Q/s400/Bosch-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A caminho pelas ruas desertas e escuras, Túndalo sentiu-se reconfortado. Do seu companheiro emanava a luz de que necessitavam e em breve o espaço começou a alargar-se à sua frente. Sairam da cidade e caminharam durante muito tempo por uma floresta densa. Chegaram, por fim, ao extremo do caminho, que parecia terminar abruptamente num promontário de onde não podia sair-se sem voltar para trás. Mas o anjo, que o trouxera, apontou para baixo e Túndalo viu estender-se no fundo de uma escarpa um imenso vale. Sentou-se, com o guia, tentando entender o que via. De um túnel chegavam almas em fila, empurradas com forquilhas pelas detestáveis criaturas negras e obrigadas a entrar dentro de uma fornalha acesa. O cheio no ar era nauseabundo. A fornalha tinha uma saída em forma de bico de jarro, de onde as almas saíam derretidas como cera. Eram recolhidas pelas criaturas negras numa espécie de sertãs e depois atiradas num lago gelado, onde nevava continuamente e onde o vento as não deixava paradas. Aí voltavam à sua forma anterior e ficavam capazes de andar. Então eram empurradas por uma escada até à entrada de uma ponte muito comprida, da largura de apenas um pé, que ligava o ponto onde Túndalo estava e o outro lado do vale. Sobre aquela ponte teriam de atravessar o vale, a menos que caíssem no fundo, habitado por uma enorme besta com duas cabeças. Cada cabeça tinha olhos como outeiros acesos e de cada bocas saíam duas serpentes. As almas que caíam eram mastigadas por uma daquelas cabeças e, depois de devidamente trituradas, eram devolvidas à fornalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTem6FvZI/AAAAAAAABSU/VkRuhkRVQ7Q/s1600-h/Bosch--3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328694569414802834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTem6FvZI/AAAAAAAABSU/VkRuhkRVQ7Q/s400/Bosch--3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Temos de chegar ao outro lado – disse o guia.&lt;br /&gt;- Como ?! – exclamou Túndalo, sobressaltado – que queres dizer?&lt;br /&gt;- Que teremos de nos encontrar do outro lado e nem tu podes vir comigo nem eu posso atravessar contigo a ponte.&lt;br /&gt;- Mas não disseste que estarias sempre comigo?!&lt;br /&gt;- Sim, vou estar lá do outro lado à tua espera. Podes ter a certeza disso. Não te abandonarei.&lt;br /&gt;-Mas... – Túndalo estava realmente zangado – muito obrigado! Estás comigo mas não nos piores momentos!&lt;br /&gt;- Então – disse o guia, pondo-lhe a mão no ombro – acalma-te. Se olhares para o final da ponte ver-me-ás à tua espera de mão estendida. Só tens de manter o pensamento na minha mão e dar um passo de cada vez, sem tentares chegar depressa de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizendo isto, desapareceu para reaparecer imediatamente do outro lado do vale. Como não podia voltar sozinho para a floresta, Túndalo levantou-se e aproximou-se do início da ponte tentando ganhar coragem. Só então percebeu que a longa tábua tinha cravos aguçados espetados nalguns pontos e que teria de ter muito cuidado para não espetar os pés. Inspirou profundamente e tentou concentrar-se na mão do anjo, que o esperava do outro lado. Começou a travessia avançando devagar, esforçando-se por não tropeçar nos cravos e pondo cuidadosamente um pé de cada vez sobre a estreita tábua. Apesar de ver distintamente o guia do outro lado, pareceu-lhe que a ponte era maior do que julgara, porque já estava a caminhar há algum tempo e ainda nem a meio tinha chegado. Parecia-lhe mesmo que quase não tinha saído do mesmo sítio, embora continuasse a andar firmemente, com os olhos postos alternadamente no guia e nos cravos espetados na tábua. Doíam-lhe os músculos da tensão e do esforço e sentia-se tão sozinho que a dor se tornava insuportável. Queria pelo menos poder parar um pouco, sentar-se e talvez chorar mas tinha a certeza de que, se parasse, não conseguiria recuperar o equilíbrio que o mantivera até agora a salvo das goelas do monstro das duas cabeças. Para não pensar nisso, começou a trautear uma cantiga muito velha, que costumava cantar em criança, quando brincava com os outros rapazes. Só se lembrava de uma quadra mas repetia-a interminavelmente.&lt;br /&gt;Ah, parecia que já tinha ultrapassado o meio da ponte, quase sem dar por isso. A mão do anjo estava tão perto! As dores desapareceram instantaneamente, e sentiu que a ponte deixava de estar assente no topo das duas montanhas que ligava. Na verdade, a ponte parecia flutuar e o monstro e o negro vale lá em baixo tinham desaparecido. Estava envolto numa névoa rosada e odorífera e saltar da ponte para se enterrar nela como se de um monte de feno se tratasse era precisamente o que lhe apetecia. Afinal não precisava de chegar ao outro lado, podia saltar da ponte porque não havia vale nenhum e não precisava do guia para nada. A euforia enchia-lhe o peito e começou a pensar que talvez tudo aquilo não tivesse passado de um sonho. Anjos, diabos negros, almas derretidas no fogo? Onde fora buscar tanto disparate? Nunca se sentira tão bem na sua vida, tão plenamente flutuante e etéreo! Ah, precisava mesmo era de ralhar com o taberneiro, que andava a dar-lhe não sei o quê que o fazia ter visões!&lt;br /&gt;Começou a rir-se com gosto, estremecendo os ombros a ponto de pôr em risco o seu equilíbrio sobre a ponte.&lt;br /&gt;- Túndalo ! Túndalo ! Estás quase a chegar ! Olha a minha mão !&lt;br /&gt;O riso gelou-se-lhe na garganta. Era a voz do anjo! Mas onde estava o patife? Tentou ver através da névoa suave de odor adocicado e pareceu-lhe divisar a mão do anjo estendida mais à frente.&lt;br /&gt;- Continua, Túndalo, estou aqui!&lt;br /&gt;Afinal o rapaz luminoso era verdadeiro? E porque não se deixava ele ficar naquele pequeno troço da ponte, onde nada lhe doía?&lt;br /&gt;- Essa névoa que te cobre, Túndalo, tem o tamanho de um passo. Se andares trás ou para a frente terás de sair dela. Queres viver para sempre dentro de um só passo?&lt;br /&gt;Túndalo entendeu que não era possível. E se o anjo estava lá, a besta também devia estar. Decidiu-se a caminhar. Faltavam apenas alguns passos. Deu-os corajosamente até agarrar a mão que o esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTPtf-r6I/AAAAAAAABSM/0G95HwFnNZk/s1600-h/ponte-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328694313486299042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNTPtf-r6I/AAAAAAAABSM/0G95HwFnNZk/s400/ponte-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(Continua, claro, está-se mesmo a ver que não podia ficar por aqui. Mas espero que só precisem de mais um capítulo para chegar ao fim. Ah, e as imagens, claro, tirando a última, só podiam ser do meu velho amigo Jerónimo!...) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1332677703497282424?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1332677703497282424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1332677703497282424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/04/viagem-2-ponte.html' title='A VIAGEM. 2. A ponte.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SfNT92SpjiI/AAAAAAAABSs/t4sXgBgCVEc/s72-c/bosch-20.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4571530770238625839</id><published>2009-03-24T14:22:00.008Z</published><updated>2009-04-25T19:26:21.306+01:00</updated><title type='text'>A VIAGEM. 1. Despertar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Scjt628fuxI/AAAAAAAABRg/B19TRiEikIw/s1600-h/tundalo-2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316760955548318482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Scjt628fuxI/AAAAAAAABRg/B19TRiEikIw/s400/tundalo-2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A caneca, finalmente vazia, caíu no chão lajeado e rolou com um estrondo metálico até ser detida por um pé imóvel. Daí a pouco tocariam a matinas em todas as torres e o silêncio cairia finalmente sobre as mesas e os bancos, entregando à força do sono os que tinham bebido e cantado e praguejado durante toda a noite. Desta vez Túndalo não sentia aquele torpor que anunciava a chegada do sono e por onde se deixava escorregar satisfeito. Tinha bebido como nos outros dias, tinha jogado e mentido e feito batota e cometido o pecado da carne e todos os outros que lhe alegravam a vida. Mas em vez da plenitude do prazer habitual, sentia uma dor indecifrável no peito, um aperto angustiante que não conhecia, uma espécie diferente de torpor, sem satisfação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Scjt0c1sZ0I/AAAAAAAABRY/uR1ZvEqGBUI/s1600-h/tundalo-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316760845461251906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Scjt0c1sZ0I/AAAAAAAABRY/uR1ZvEqGBUI/s400/tundalo-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Talvez devesse esforçar-se por ir para casa em vez de se deixar ficar por ali até de manhã. Estendeu o braço esquerdo para se levantar com o auxílio de um pilar da parede mas o braço não quis ajudá-lo porque parecia atacado por um formigueiro.&lt;br /&gt;Túndalo sentiu que alguma coisa não estava bem e alarmou-se. Esforçou-se por se levantar e sentiu uma forte picada no peito, do lado esquerdo. A ideia da morte surgiu-lhe como um relâmpago nos olhos e quis gritar por socorro. Mas todos os que tinham ficado na tarberna estavam completamente bêbados e dormiam profundamente com roncos sonoros que ninguém ouvia senão ele. Mendo, o taberneiro, fechara as portas e encerrara as portadas das janelas. Dormia, também ele, na sua enxerga na câmara ao fundo, e só voltaria a levantar-se perto da hora do meio dia. Não havia, portanto, quem lhe acorresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/ScjtpdtqvcI/AAAAAAAABRQ/flyX8u5HAHI/s1600-h/tundalo-8.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316760656717462978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/ScjtpdtqvcI/AAAAAAAABRQ/flyX8u5HAHI/s400/tundalo-8.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Túndalo quis gritar que não estava ainda na sua hora e que a morte não poderia levá-lo assim tão novo. Tinha vivido com prazer e não se tinha preparado para a morte. Contava fazê-lo quando fosse mais velho e não aceitaria que a morte o traísse desta maneira. Foi com este sentimento de surda revolta por tamanha injustiça que sentiu escurecer tudo à sua volta e deixar-se escorregar suavemente para o chão. Fechou os olhos e entregou-se ao inevitável. O corpo tornou-se leve, os vapores da cerveja despareceram e o pensamento tornou-se-lhe de repente frio e lúcido como nunca fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Scjta90ZiOI/AAAAAAAABRI/n6vutMuT50I/s1600-h/tundalo-9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316760407637592290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Scjta90ZiOI/AAAAAAAABRI/n6vutMuT50I/s400/tundalo-9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Túndalo abriu de novo os olhos, surpreendido por não estar morto. Mais surpreendido ainda ficou quando viu aquele rosto jovem, fresco e sorridente, debruçado sobre ele.&lt;br /&gt;- Como entraste aqui, rapaz? Vai-te embora, isto não é lugar para ti!&lt;br /&gt;O jovem riu com uma gargalhada cristalina como a água a ser soprada pelo vento.&lt;br /&gt;- Enganas-te, Túndalo. Aqui é que é o meu lugar!&lt;br /&gt;- Mas quem és tu? Que me queres?&lt;br /&gt;O moço estendeu-lhe a mão a ajudou-o a levantar-se. E Túndalo foi capaz, porque a dor tinha desaparecido e os músculos estavam perfeitamente afinados e obedientes. Parecia-lhe, aliás, que nunca se sentira tão bem em toda a sua vida. Observou o rapaz, que parecia ter uns 15 ou 16 anos e notou a sua beleza invulgar. O cabelo era claro, a barba ainda não lhe despontara e os olhos pareciam feitos só de luz, sem nenhuma cor. Usava um vestido branco simples, cingido apenas por uma cinta e calçava umas sandálias de tiras como as de alguns monges.&lt;br /&gt;Havia nele uma autoridade estranha e, sem saber porquê, Túndalo sentiu-se obrigado a obedecer-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/ScjtONapXJI/AAAAAAAABRA/bMM4y9oQzSQ/s1600-h/tundalo-10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316760188486245522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/ScjtONapXJI/AAAAAAAABRA/bMM4y9oQzSQ/s400/tundalo-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;(Continua...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4571530770238625839?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4571530770238625839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4571530770238625839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/03/viagem.html' title='A VIAGEM. 1. Despertar'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Scjt628fuxI/AAAAAAAABRg/B19TRiEikIw/s72-c/tundalo-2.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-8154276238383261675</id><published>2009-02-26T15:23:00.015Z</published><updated>2009-02-26T16:03:44.958Z</updated><title type='text'>Interrupção  excessiva</title><content type='html'>Não sou de euforias óbvias ou anonimamente partilhadas.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abomino importações transatlânticas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levámos tradições de atávico significado antropológico, como o valor catártico e purgante do excesso temporariamente admitido. O mundo às avessas. As pernas para o ar. A inspiração profunda que liberta para a aceitação das regras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora vamos buscar os excessos industrializados e despidos de sentido, maquinais, repetitivos, banais.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fugi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Interrompi-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Larguei amarras em busca de outros excessos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa5EnsNwjI/AAAAAAAABQ4/0sAmLSTolP8/s1600-h/DSCF4613.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307132699927757362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa5EnsNwjI/AAAAAAAABQ4/0sAmLSTolP8/s400/DSCF4613.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Excesso de distância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa4xk6K2HI/AAAAAAAABQw/1vGR8kg1Zck/s1600-h/DSCF4614.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307132372763465842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa4xk6K2HI/AAAAAAAABQw/1vGR8kg1Zck/s400/DSCF4614.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Excesso de vento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa4bQnp6DI/AAAAAAAABQo/An_clzP3g8U/s1600-h/DSCF4615.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307131989359978546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa4bQnp6DI/AAAAAAAABQo/An_clzP3g8U/s400/DSCF4615.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Excesso de voo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa4DQZd5SI/AAAAAAAABQg/rYaipnPZl14/s1600-h/DSCF4616.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307131576983610658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa4DQZd5SI/AAAAAAAABQg/rYaipnPZl14/s400/DSCF4616.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Excesso de horizonte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa3mWpbidI/AAAAAAAABQY/hbxPbgtlKgc/s1600-h/DSCF4626.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307131080444971474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa3mWpbidI/AAAAAAAABQY/hbxPbgtlKgc/s400/DSCF4626.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Excesso de luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa3IK9gPDI/AAAAAAAABQQ/CPPfkhZy6qM/s1600-h/DSCF4632.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307130561911864370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa3IK9gPDI/AAAAAAAABQQ/CPPfkhZy6qM/s400/DSCF4632.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa2wJFhniI/AAAAAAAABQI/fLR_Gdwk7bo/s1600-h/DSCF4640.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307130149091778082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa2wJFhniI/AAAAAAAABQI/fLR_Gdwk7bo/s400/DSCF4640.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Excesso de água.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa1_if1WYI/AAAAAAAABP4/vSt2PPPV9Ek/s1600-h/DSCF4644.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307129314099419522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa1_if1WYI/AAAAAAAABP4/vSt2PPPV9Ek/s400/DSCF4644.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa1qefxCOI/AAAAAAAABPw/AfJ-emcBZxI/s1600-h/DSCF4646.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307128952248142050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa1qefxCOI/AAAAAAAABPw/AfJ-emcBZxI/s400/DSCF4646.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa1Ovzv46I/AAAAAAAABPo/e8GKOrruf7c/s1600-h/DSCF4647.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307128475859018658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa1Ovzv46I/AAAAAAAABPo/e8GKOrruf7c/s400/DSCF4647.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Excesso de alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa0x1C_nfI/AAAAAAAABPg/u3VQQ5O2P6k/s1600-h/DSCF4679.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307127979048934898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa0x1C_nfI/AAAAAAAABPg/u3VQQ5O2P6k/s400/DSCF4679.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa0Zwg239I/AAAAAAAABPY/fVWIfQRL35I/s1600-h/DSCF4680.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307127565515153362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa0Zwg239I/AAAAAAAABPY/fVWIfQRL35I/s400/DSCF4680.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-8154276238383261675?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8154276238383261675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8154276238383261675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/02/interrupcao-excessiva.html' title='Interrupção  excessiva'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Saa5EnsNwjI/AAAAAAAABQ4/0sAmLSTolP8/s72-c/DSCF4613.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-8315559351168739091</id><published>2009-01-27T21:37:00.008Z</published><updated>2009-01-27T21:53:15.369Z</updated><title type='text'>A  Partilha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-BVEIHCUI/AAAAAAAABPQ/K_cD5Hk_BCo/s1600-h/8-ii.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296093885695985986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-BVEIHCUI/AAAAAAAABPQ/K_cD5Hk_BCo/s400/8-ii.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde que nos tornámos nautas do ciberespaço e que decidimos comunicar-nos com o mundo perfilhando um username com o qual podemos ser chamados por correio electrónico que nos habituámos a odiar o spam. Felizmente que a maior parte dos servidores já faz o favor de no-lo filtrar, tirando-o da nossa vista e poupando-nos algumas irritações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-AtnlDXqI/AAAAAAAABPI/4oPMfc8zhQ0/s1600-h/7-i.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296093208017854114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 360px; CURSOR: hand; HEIGHT: 308px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-AtnlDXqI/AAAAAAAABPI/4oPMfc8zhQ0/s400/7-i.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Mas, pela parte que me toca, acho que o sistema está longe de ser perfeito porque ainda não consegue poupar-nos ao spam dos estados de alma dos amigos. Todos os dias, quando abro o correio, perco algum tempo a apagar sem ler mensagens reencaminhadas por eles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-AeGxLLCI/AAAAAAAABPA/LFF2idR0ll8/s1600-h/6-.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296092941512289314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 325px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-AeGxLLCI/AAAAAAAABPA/LFF2idR0ll8/s400/6-.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A R., amiga de longa data, é uma adepta dos jornais on line e deve passar algumas horas por dia a consultá-los. Do que por lá encontra, envia-me todas as notícias sobre novas descobertas na área da saúde dos pequenos problemas. Se eu me desse ao trabalho de as ler, teria ficado informada, nos últimos meses, sobre técnicas inovadoras para desencravar unhas com laser, sobre o modo mais eficaz de tratar verrugas substituindo pomadas pelo muito mais barato WCPato, e sobre o nome da proteína cuja falta nos faz não gostar de hortaliças cor-de-laranja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-AJ3L1ZMI/AAAAAAAABO4/8TIG45ftKQw/s1600-h/5-.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296092593731757250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-AJ3L1ZMI/AAAAAAAABO4/8TIG45ftKQw/s400/5-.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Mas aqui eu tive alguma culpa, confesso. Há um ano atrás, a R. andava preocupada com a fome no Terceiro Mundo. Farta de ser confrontada com fotografias de crianças africanas de barriga inchada e olhos esbugalhados a fitar-me cada vez que abria o correio, sugeri-lhe delicadamente que libertasse o espírito dos males da humanidade que não está na sua mão curar e que se preocupasse mais com as soluções simples do dia a dia (a R. chega atrasada a todo o lado, engana-se na estação de metro onde deve sair e não há semana em que não perca alguma coisa importante, como por exemplo as chaves de casa).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9_8B1pGEI/AAAAAAAABOw/SY9n5t48biU/s1600-h/4-.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296092356073297986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9_8B1pGEI/AAAAAAAABOw/SY9n5t48biU/s400/4-.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Depois temos a M., que viveu gloriosos momentos épicos empunhando cartazes nas recentes manifestações contra Maria de Lourdes Rodrigues e que reza o “Perdoa-me, Pai, porque pequei” sempre que se lembra de que um dia votou Sócrates. Já me reencaminhou 123 mensagens com caricaturas da Senhora (numa das quais fazia de bobo da corte socrática), mais 98 mensagens com anetodas que sugerem que Sócrates mais não é do que o nosso Bush. Já tentei explicar-lhe que as anedotas são pueris e que não me fazem rir mas não adiantou. Cada vez que clica no Send para reencaminhar mais uma, eriçam-se-lhe os pêlos dos braços de puro gozo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9_pyoDYrI/AAAAAAAABOo/i49OKacFNVU/s1600-h/3-.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296092042752123570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9_pyoDYrI/AAAAAAAABOo/i49OKacFNVU/s400/3-.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Por fim, temos o F.. Está em crise conjugal, a mulher queixa-se de que ele não lhe deu o devido valor, nem apoio, nem companhia, nem prazer, nem nada e pediu o divórcio. Ofereci-lhe, é claro, o meu ombro amigo para desabafar as mágoas. Mas como os homens não gostam de que os vejamos em momentos de fragilidade e culpa assumidas, opta antes por enviar-me todos os dias daquelas apresentações em powerpoint de auto-ajuda: música de flauta em fundo, sequências de campos de flores ou rios correndos por entre montanhas e texto brasileiro cheio de erros de sintaxe dizendo que todos os dias devemos declarar que amamos os que amamos e que o trabalho nos distrai do que é realmente importante e que não adiemos estender a mão ou fazer uma festa agora, neste preciso momento, antes que seja tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9_WEvKPhI/AAAAAAAABOg/usohZt26et8/s1600-h/2-ii.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296091704016387602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9_WEvKPhI/AAAAAAAABOg/usohZt26et8/s400/2-ii.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom... os amigos, suponho, são para isto mesmo, não é verdade? Para partilhar as dores e as preocupações. E para pacientemente apagar mensagens umas atrás das outras, mesmo que no meio da operação quotidiana se elimine por engano aquela mensagem mesmo importante de que estávamos à espera há três dias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9-5GzgoNI/AAAAAAAABOY/CKBXT_cKb4g/s1600-h/1-.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296091206355296466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX9-5GzgoNI/AAAAAAAABOY/CKBXT_cKb4g/s400/1-.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-8315559351168739091?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8315559351168739091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8315559351168739091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/01/partilha.html' title='A  Partilha'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SX-BVEIHCUI/AAAAAAAABPQ/K_cD5Hk_BCo/s72-c/8-ii.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4087349843007777157</id><published>2009-01-12T22:59:00.011Z</published><updated>2009-01-14T00:20:28.129Z</updated><title type='text'>Back to Africa</title><content type='html'>Nunca gostei de frio. Sou uma alma de paisagens quentes com som de ondas ao fundo e estes dias gelados que nos têm perseguido produzem em mim o efeito de fuga.&lt;br /&gt;Embrulho-me em cachecóis e recolho-me às lembranças de onde não havia frio. Lá longe na infância africana.&lt;br /&gt;Quando os caranguejos ousavam fazer corridinhas pela beira da água, na Baía Fernão Veloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNvye0gMI/AAAAAAAABNc/ntADdKNRxQE/s1600-h/Nacala.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290548408165368002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNvye0gMI/AAAAAAAABNc/ntADdKNRxQE/s400/Nacala.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era a minha praia preferida e, nesses tempos, as distâncias eram muito grandes mas venciam-se com facilidade. Duzentos quilómetros de avião (um pequeno Dakota enfeitado com cortinas de flores às pintinhas) e podia-se chegar ao mar aí pelas sete da manhã (o sol nascia às cinco).&lt;br /&gt;Parecia que ele, o mar, estava lá só porque lhe tínhamos  mandado dizer que íamos, tão perfeito era, tão incapaz de nos desiludir, como um dedo divino pousado sobre as nossas pálpebras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNlndWXxI/AAAAAAAABNU/z21r9YfGzyE/s1600-h/Nacala-2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290548233407717138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNlndWXxI/AAAAAAAABNU/z21r9YfGzyE/s400/Nacala-2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A cidade ficava no interior, de prédios baixos e largas avenidas traçadas a régua e esquadro, como acontece sempre com as cidades novas, construídas de raíz para responderem a necessidades inesperadas. Era uma cidade quente, familiar e ajardinada. Dizem-me que agora já não é tanto, parece que não há muito ânimo para a paciência namoradeira que os jardins exigem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNXp1_rWI/AAAAAAAABNM/NlkoxTxHn4c/s1600-h/Nampula.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290547993529789794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNXp1_rWI/AAAAAAAABNM/NlkoxTxHn4c/s400/Nampula.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era a terceira cidade. Ao domingo, na feira do pau-preto,  vendiam-se por uma "quinhenta" (cinco tostões) caixas, caixinhas, esculturas e cestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNKxunKWI/AAAAAAAABNE/hxI-mQd0ha0/s1600-h/Manpula-paupetro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290547772308007266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNKxunKWI/AAAAAAAABNE/hxI-mQd0ha0/s400/Manpula-paupetro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No horizonte recortava-se a Cabeça-do-Velho, aquela montanha azul ao fundo que se via de todas as janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvM_M2OA9I/AAAAAAAABM8/CLd6mMtJyHU/s1600-h/Nampula-cabe%C3%A7a+do+velho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290547573429240786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvM_M2OA9I/AAAAAAAABM8/CLd6mMtJyHU/s400/Nampula-cabe%C3%A7a+do+velho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Antes tinha eu morado na segunda cidade.  Se fechar os olhos, ainda consigo sentir o cheiro das acácias que bordavam os jardins da Ponta Gea. Também tive um, onde me perdia como se fosse uma floresta. Mas era porque eu era muito pequena então e tudo me parecia demasiado grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMtC4HaXI/AAAAAAAABM0/1HfPzA4f92I/s1600-h/Beira-ac%C3%A1cia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290547261515196786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMtC4HaXI/AAAAAAAABM0/1HfPzA4f92I/s400/Beira-ac%C3%A1cia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; Às vezes viajava para a primeira cidade. Aquele ali, atrás da catedral, é o prédio Funchal, onde costumava ficar, algures numa daquelas janelas do sétimo andar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMhfFJ3lI/AAAAAAAABMs/vZbAubcffFM/s1600-h/Lour-Marques.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290547062927646290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMhfFJ3lI/AAAAAAAABMs/vZbAubcffFM/s400/Lour-Marques.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta era uma cidade grande, a maior que eu conhecia nesses tempos, muito diferente da pequena Lisboa, onde tudo me pareceu estreito e velho, quando cheguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMX18p9PI/AAAAAAAABMk/IcbizNNK-eg/s1600-h/Louren%C3%A7o-Marques.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290546897267324146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMX18p9PI/AAAAAAAABMk/IcbizNNK-eg/s400/Louren%C3%A7o-Marques.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o sítio mais bonito de todos era a Ilha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMFCFxmkI/AAAAAAAABMc/-cSttAtT138/s1600-h/Ilha-M.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290546574109284930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvMFCFxmkI/AAAAAAAABMc/-cSttAtT138/s400/Ilha-M.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; De antigas casas portuguesas inesperadamente acomodadas em ruas tropicais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvL0lVqBII/AAAAAAAABMU/CFKxaa10q6Q/s1600-h/Ilha-2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290546291513361538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvL0lVqBII/AAAAAAAABMU/CFKxaa10q6Q/s400/Ilha-2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E de candeeiros de esquina indiferentes ao sol, como se ali tivesse pousado um eterno Gama acabado de chegar do Bairro Alto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvLkgDSy_I/AAAAAAAABMM/kTAOBv1U-as/s1600-h/Ilha-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290546015216258034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvLkgDSy_I/AAAAAAAABMM/kTAOBv1U-as/s400/Ilha-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4087349843007777157?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4087349843007777157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4087349843007777157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/01/back-to-africa.html' title='Back to Africa'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWvNvye0gMI/AAAAAAAABNc/ntADdKNRxQE/s72-c/Nacala.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4349536627756396565</id><published>2009-01-04T20:10:00.008Z</published><updated>2009-01-05T14:27:27.863Z</updated><title type='text'>Uma pedra politicamente incorrecta...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEYxY-le7I/AAAAAAAABME/ksBirIAwCnw/s1600-h/pedras-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287534674307283890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEYxY-le7I/AAAAAAAABME/ksBirIAwCnw/s400/pedras-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde que me conheço que me conheço pacifista. Vi de muito perto a guerra, conheço muito bem os guerreiros e nunca lhes vi senão sangue na espada, e o gosto do sangue e um olhar que atravessa a carne e o espírito em busca duma glória ferrugenta e baça. Nos últimos dias, sempre que ligo a televisão vejo um carrocel de cidades ocidentais onde multidões se manifestam contra a ofensiva hebraica sobre a faixa de Gaza. Os jornalistas vão enumerando as cidades e o número estimado de manifestantes. Não fazem comentários adicionais porque os jornalistas têm medo de serem acusados de muitas coisas que na Escola Superior de Comunicação Social lhes disseram que não podiam ser. Se não olharmos para as imagens, ficamos, portanto, com a ideia de que as populações anónimas, os cidadãos comuns (os políticos são outra raça, que joga o seu próprio jogo) de todo o ocidente democrático e cristão condenam a atitude bélica dos israelitas. Mas se olharmos para o écran não podemos deixar de notar que todos os manifestantes usam véu ou lenço islâmico e que as feições não são nada ocidentais. É evidente que os emigrantes islâmicos espalhados pela Europa têm todo o direito de se manifestar contra uma ofensiva militar contra o seu irmão palestiniano. Deus me livre de os censurar por isso! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oiço dizer que o objectivo dos israelitas é destruir as estruturas militares que têm servido de base para o lançamento de mísseis palestinianos sobre Israel. E pergunto-me: porque não vi noticiado na televisão cada míssil que os palestinianos lançaram sobre Israel? Porque não vi, então, manifestações dos judeus espalhados por todo o ocidente contra os ataques militares dos seus irmãos israelitas? Pergunto-me também, a mim que sou pacifista, o que faria eu se o meu vizinho do lado todos os dias me atirasse pedras pela janela da sala e soubesse que a polícia não consegue fazê-lo parar com isso? Sim, o que faria eu? Talvez pensasse em quem terá atirado a primeira pedra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEYoBi9kjI/AAAAAAAABL8/62Ygq0-kqt4/s1600-h/pedras-3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287534513398583858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 390px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEYoBi9kjI/AAAAAAAABL8/62Ygq0-kqt4/s400/pedras-3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; E lá ia eu pela Antiguidade fora até ao quarto milénio antes de Cristo, quando a Palestina não era habitada nem por árabes nem por hebreus. Os donos da terra, seus primeiros habitantes, eram os cananeus, toda a gente sabe. Não que fossem muito diferentes, eram semitas como os árabes e os hebreus. Mas extinguiram-se depois da conquista da Palestina pelos hebreus. Já cá não estão para reivindicar nada e, se tivermos de procurar a primeira pedra, talvez ela seja a que serviu de fundação às primeiras casas dos reinos de Israel e depois à que começou a construção do templo de Salomão. A vida nunca lhes foi fácil. Foram dominados por assírios, caldeus, macedónios, egípcios e sírios. Os últimos foram os romanos e toda gente sabe como a história acabou: a destruição do Templo e a expulsão forçada dos judeus da terra que ocupavam há milhares anos, a sua Terra Prometida, rumo à diáspora, à existência envergonhada e perseguida no mundo dos cristãos que os marcaram para sempre com a culpa pela morte de Jesus. Com a terra aberta, foram chegando os árabes, que se instalaram. Salto por cima de muitos séculos, de bizantinos, turcos e cruzados. Durante a Primeira Guerra Mundial, o império britânico tentou captar as simpatias dos chefes árabes do Médio Oriente prometendo-lhes a independência em troca de ajuda na luta contra os turcos. Ao mesmo tempo, porém, os ingleses assinam a Declaração de Balfur, em que garantem aos judeus o seu regresso a casa: a criação de um estado hebraico na Palestina. Judeus de todo o mundo convergiram para a Palestina e começaram a juntar as pedras para a sua nova futura casa. No fim da Segunda Guerra, os Aliados estavam aborrecidos com os árabes, que tinham simpatizado demais com o Eixo, e estavam compungidos com o que se revelava do Holocausto. Ajudaram no que puderam os judeus a emigrarem para a Palestina e a edificarem o seu próprio país. Ficou combinado: em 1948 seriam criados dois estados autónomos, o da Palestina e o de Israel. Na data marcada, as tropas britânicas (que administravam o território) fizeram as malas e vieram-se embora. Os dois novos estados declararam ambos a sua independência e, para comemorar devidamente o evento, os países árabes desencadearam um ataque em massa contra Israel. Olha, será que encontrei a primeira pedra? É que depois disto nunca mais parou o «Bato-te porque tu me bateste!», vindo dos dois lados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEYf4RvVMI/AAAAAAAABL0/ChXKJOIJrOY/s1600-h/pedras-2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287534373471474882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEYf4RvVMI/AAAAAAAABL0/ChXKJOIJrOY/s400/pedras-2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À partida, não gosto nem desgosto de nenhum povo em especial. Mas quando olho para o Médio Oriente, vejo um povo que construiu um país democrático e economicamente progressista das areias do deserto, sob a chuva de pedras do vizinho. E vejo outro povo que, apesar de ajudado por poderosos amigos árabes, imola os seus filhos sobre o altar das vítimas, monta o espectáculo da lamentação televisiva como se tivesse as mãos limpas e idolatra chefes corruptos cujas esposas e filhos vivem nos melhores hotéis de luxo do ocidente e se vestem de Chanel, como a senhora Arafat (paz à alma do seu corrupto marido!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não gosto de pedras que não deixam passar a luz, definitivamente não gosto. E não consigo deixar de pensar em todas estas coisas, sempre que assisto à abertura dos telejornais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEXzdhIOaI/AAAAAAAABLk/RbhOvvVF79M/s1600-h/pedra-1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287533610374019490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 325px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEXzdhIOaI/AAAAAAAABLk/RbhOvvVF79M/s400/pedra-1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4349536627756396565?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4349536627756396565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4349536627756396565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2009/01/uma-pedra-politicamente-incorrecta.html' title='Uma pedra politicamente incorrecta...'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SWEYxY-le7I/AAAAAAAABME/ksBirIAwCnw/s72-c/pedras-4.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-2197990737552949816</id><published>2008-12-28T15:26:00.008Z</published><updated>2008-12-28T15:58:01.194Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVegYaNyctI/AAAAAAAABLc/y-NgRpzChhw/s1600-h/tempo-6.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVegYaNyctI/AAAAAAAABLc/y-NgRpzChhw/s1600-h/tempo-6.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284869028957024978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVegYaNyctI/AAAAAAAABLc/y-NgRpzChhw/s400/tempo-6.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há alturas em que celebramos a passagem do tempo, no esquecimento propositado de que o ano que passa nos conduz ao último a passar, aquele que nos conduzirá à outra passagem, para quem assim espera, ou a coisa nenhuma, para quem nada espera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVeeZ3-TSqI/AAAAAAAABLU/tqdZFQcen5A/s1600-h/voucher-5.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284866855101745826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVeeZ3-TSqI/AAAAAAAABLU/tqdZFQcen5A/s400/voucher-5.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nos olhar de outro planeta, com a objectividade que a estranheza permite, perguntará o que festejamos nós e porque nos rimos, entre abraços e foguetes, perante o facto inelutável de nos termos aproximado mais 12 meses do total de meses que nos são dados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVeeNOowj3I/AAAAAAAABLM/nxIT2bszKuc/s1600-h/estrelas-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284866637847105394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVeeNOowj3I/AAAAAAAABLM/nxIT2bszKuc/s400/estrelas-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;Quando olhos para os adolescentes ‒ os que tenho em casa e os outros ‒ recordo como a vida naquela altura parece um daqueles pães que milagrosamente se multiplicam, apesar de se irem comendo com gosto. E se a ânfora do vinho também se renovar, à mesma medida do pão, então aproveite-se a boda, enquanto nos é dada a ilusão dos lábios molhados e dos dedos enfarinhados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVedtK-ZeoI/AAAAAAAABLE/NMZInIM5xic/s1600-h/c%C3%A3es+nadadores-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284866087108311682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVedtK-ZeoI/AAAAAAAABLE/NMZInIM5xic/s400/c%C3%A3es+nadadores-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando olho para os velhos ‒ os meus, que me dão a mão no sentido inverso ao que antes davam, e os outros, com as mãos mais vazias do que as dos meus ‒ e vejo os olhos que se aclaram por entre o cálice das rugas, pergunto-me como será olhar para o copo depois de bebido o licor quase até à última gota. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVec5eA6ifI/AAAAAAAABK8/xkzOQSY4z7E/s1600-h/velhos-2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284865198865943026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 357px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVec5eA6ifI/AAAAAAAABK8/xkzOQSY4z7E/s400/velhos-2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;Com a taça a meio, molho o dedo no champanhe e vejo-o filtrar a luz, em travos amargos e doces. Faço-me surda aos foguetes, com a sua perturbada explosão de flores efémeras. Sento-me na areia e espero a próxima maré cheia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVea9rj26gI/AAAAAAAABKs/u4CdhAVSXOE/s1600-h/mar%C3%A9+cheia-1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284863072198388226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVea9rj26gI/AAAAAAAABKs/u4CdhAVSXOE/s400/mar%C3%A9+cheia-1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-2197990737552949816?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2197990737552949816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2197990737552949816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/12/h-alturas-em-que-celebramos-passagem-do.html' title=''/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SVegYaNyctI/AAAAAAAABLc/y-NgRpzChhw/s72-c/tempo-6.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1047421616895972317</id><published>2008-12-07T23:00:00.000Z</published><updated>2008-12-07T23:00:23.923Z</updated><title type='text'>A insustentável leveza da fé</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6XwP-B8teI/AAAAAAAAAag/OW3vo7YRCec/s1600-h/DSCF2968.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162796704990016994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6XwP-B8teI/AAAAAAAAAag/OW3vo7YRCec/s400/DSCF2968.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Anita, sete anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, a Maria, lá na escola, disse-me que não é o Pai Natal que traz os presentes, que são os pais que os compram. Mas tu não me mentias, pois não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, veemente: - Claro que não, filha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anita, confusa: - Mas então? A Maria disse que os presentes dela foram comprados pelos pais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, engenhosa: - Bem, é assim: o Pai Natal só traz presentes para os meninos que acreditam nele. Quando os meninos deixam de acreditar, os pais passam a comprar os presentes para os meninos não ficarem tristes por não os terem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anita, esclarecida: - Aahh!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento de reflexão profunda. Depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, eu vou acreditar sempre no Pai Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, atrapalhada: - Ai sim, filha?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anita, pragmática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, assim vamos ter sempre brinquedos de borla e tu poupas um dinheirão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6XvyuB8tdI/AAAAAAAAAaY/CKtZ3C3Jq0I/s1600-h/DSCF2973.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162796202478843346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6XvyuB8tdI/AAAAAAAAAaY/CKtZ3C3Jq0I/s400/DSCF2973.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6XvW-B8tcI/AAAAAAAAAaQ/Fy_wKDrvImE/s1600-h/DSCF2968.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1047421616895972317?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1047421616895972317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1047421616895972317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/02/insustentvel-leveza-da-f.html' title='A insustentável leveza da fé'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6XwP-B8teI/AAAAAAAAAag/OW3vo7YRCec/s72-c/DSCF2968.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-2800931139733645187</id><published>2008-10-25T15:22:00.006+01:00</published><updated>2008-10-25T15:32:48.925+01:00</updated><title type='text'>Outubro</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;O Outono à minha porta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;Saudades dos rios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMtF2xqmrI/AAAAAAAABKk/aajxjmECfd0/s1600-h/DSCF2930.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261098368325294770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMtF2xqmrI/AAAAAAAABKk/aajxjmECfd0/s400/DSCF2930.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Lembranças dos espelhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMstE-YshI/AAAAAAAABKc/b40JBOI9jCM/s1600-h/DSCF2949.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261097942640013842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMstE-YshI/AAAAAAAABKc/b40JBOI9jCM/s400/DSCF2949.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Nostalgia dos voos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMsXmujNmI/AAAAAAAABKU/ZOw0qkGGIss/s1600-h/DSCF2950.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261097573743277666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMsXmujNmI/AAAAAAAABKU/ZOw0qkGGIss/s400/DSCF2950.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E dos horizontes mais largos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMsA46m2zI/AAAAAAAABKM/EfqdqJSnqOE/s1600-h/DSCF2954.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261097183488695090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMsA46m2zI/AAAAAAAABKM/EfqdqJSnqOE/s400/DSCF2954.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-2800931139733645187?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2800931139733645187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2800931139733645187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/10/outubro.html' title='Outubro'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SQMtF2xqmrI/AAAAAAAABKk/aajxjmECfd0/s72-c/DSCF2930.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-6725768538157212923</id><published>2008-10-12T22:03:00.008+01:00</published><updated>2008-10-13T11:57:19.596+01:00</updated><title type='text'>A CASA DE HÉRCULES. 6. OMAR.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJpjWjC5dI/AAAAAAAABKE/sh9gTU2e2fk/s1600-h/isl%C3%A3o-2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256379771163698642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJpjWjC5dI/AAAAAAAABKE/sh9gTU2e2fk/s400/isl%C3%A3o-2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Omar abriu os olhos lentamente, primeiro sem se recordar de onde estava. Mas logo que olhou em volta não pôde fugir à memória do que aquele campo lhe mostrava. A erva já não era verde mas tinta do vermelho do sangue. As colinas ao longe escondiam-se sob os montes coloridos de corpos. As plumas dos elmos e o brilho feérico das armaduras compunham um desastroso quadro, de mistura com os panos claros dos seus companheiros caídos. O silêncio pesado que Alá fizera cair sobre todo o campo era cortado por vezes por gemidos difusos e pelo abafado estertor dos cavalos em agonia. Sobre as suas pernas, que ainda não movera, Omar viu caído um corpo sem cabeça. Libertou-se do peso morto e tentou pôr-se de pé. Nada lhe doía, embora sentisse um cansaço tão grande que cuidou que era a morte a puxá-lo devagarinho pelas pernas. Olhou em volta para avaliar a dimensão do festim que ela fizera nos campos de Guadalete. Teve forças para dar um passo atrás quando deparou com aqueles olhos abertos e fixos nos seus. A cabeça, cortada pelo pescoço, perdera o elmo e olhava-o de faces sujas de terra e boca pintada de sangue. Parecia lançar-lhe uma interrogação muda e aflita. Omar ajoelhou e teve vontade de chorar. Sem palavras, dirigiu a Alá os seus gestos de oração antes de fechar os olhos à cabeça. Não sabia bem que dizer na sua oração. Fora sempre um homem simples, que levava a vida por entre a incerteza da fome e do trabalho duro e deixara a sua casa e família para vir acorrer à batalha de Tarique, seu senhor. Levavam à Hispânia a palavra e a fé de Alá, sabia isso. E ali estavam todos aqueles cristãos mortos, juntamente com alguns dos seus irmãos muslims, esperando sob um silêncio de pedra a palavra e a fé de Alá. Devia portanto sentir-se feliz. Ou vitorioso, com o júbilo da glória conquistada. Porque não lhe dava então Alá essa alegria ? Começou a caminhar pelo campo, avançando com dificuldade por entre os destroços, evitando tropeçar nas mãos que se erguiam do chão como garras, enregeladas no último gesto antes da morte. De repente estacou. Alguma coisa no chão brilhava de forma diferente. Baixou-se para a apanhar. Era uma calçadura de veludo púrpura e o brilho vinha das muitas pedras que o bordavam a fio de ouro. Nunca Omar vira tantas pedras juntas na sua mão ! Quanto valeria aquela calçadura e que pé poderia tê-la possuído? Olhou em volta à procura do cadáver mas nenhum condizia com tal riqueza. Viu então a espora que se partira e, vendo-a bem, reconheceu nela gravadas as armas de Rodrigo, o Godo. Guardou o seu presente e continuou o caminho em busca do seu exército. Omar sorria. Agora sim, sabia porque o tinha Alá conduzido àquele campo de morte. Levava consigo, escondido debaixo das vestes, o futuro da sua família. Não mais passaria fome, não mais precisaria de trabalhar. Talvez até tomasse uma segunda esposa... e uma terceira... Alá é grande!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJpXbsISXI/AAAAAAAABJ8/Zezr7Pvpq2M/s1600-h/isl%C3%A3o-1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256379566385547634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJpXbsISXI/AAAAAAAABJ8/Zezr7Pvpq2M/s400/isl%C3%A3o-1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Padre Gil, porque estás a arrumar a pena? Ainda não acabámos esta história! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- É verdade, Mohamed. Além naquelas tabuinhas está apontado o que contou aquele velho cavaleiro de Viseu. Chega-mas cá e ajuda-me, que já estou cansado e os meus olhos já não são o que eram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Mohamed levantou-se do banco e trouxe as tabuinhas de cera. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJo119rYEI/AAAAAAAABJ0/oOyAymhpay0/s1600-h/tabuinhas+cera.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256378989322920002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJo119rYEI/AAAAAAAABJ0/oOyAymhpay0/s400/tabuinhas+cera.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Este cavaleiro... pensas que é verdade o que contou? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Porque não seria ? – disse Gil Peres afiando o aparo da sua pena de ganso - Deus, que dá os dons, também sabe dar os castigos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Mas este castigo... Viver durante sete anos numa cova com uma serpente para cumprir penitência?... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- E quantos males fez Rodrigo ? Cuidas tu que a penitência foi pesada de mais ? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Se o povo assim o conta, lá pelas terras de Viseu, e se a cova ainda lá está e os velhos garantem que o ouviram aos seus avós e estes aos seus e assim até ao tempo dos mouros, talvez seja verdade. Bom, escreve, que vou ditar-te a penitência de Rodrigo tal como o cavaleiro a contou e eu apontei na cera. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Gil Peres pegou na sovela para não deixar fugir o pergaminho da estante e preparou-se para recomeçar a escrever. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Padre Gil... – interrompeu Mohamed. - O que foi agora, homem de Deus? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- E Lataba? Porque é que Al-Razi não nos conta mais nada dela? Qual terá sido o seu destino? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Dizes bem – observou Gil Peres voltando a fechar o tinteiro para que a tinta não secasse – é verdade que o cronista nada mais nos conta dela. Penso que, se queremos ouvi-la, teremos de perguntar aos trovadores e aos jograis e não aos cronistas. Porque estes só nos contam o que conduz os povos ao seu destino e, nessa história, Lataba já teve o seu papel. São os trovadores que nos falam das coitas de amor e de saudade ou da alegria dos encontros dos amantes. Perguntemos aos trovadores que esta noite vêm jantar ao paço d’el rei D.Dinis de que fala Lataba, se da coita de amor por Rodrigo, que a não mereceu, se dos ledos encontros com Ricardo, que a esperou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;- Nunca sabemos bem, não é verdade, Padre, o que vai no coração das mulheres? Mas devíamos, lá isso devíamos, porque por elas deixam os homens perder o seu reino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJoiPSlboI/AAAAAAAABJs/K78MBnK7kwk/s1600-h/Omar-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256378652524113538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJoiPSlboI/AAAAAAAABJs/K78MBnK7kwk/s400/Omar-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A lenda do Rei Rodrigo, último rei dos Godos, começou a formar-se logo que os cristãos, refugiados nas Astúrias, iniciaram a Reconquista. A história foi-se transformando e evoluindo ao longo dos séculos. Tanto os cronistas árabes como os cristãos peninsulares contaram-na e cada um deu-lhe o seu próprio toque. No reinado de D.Dinis, rei que mandou traduzir para português quase todas as crónicas hispânicas de que teve conhecimento, ela andava contada também na de Mohamed Al-Razi, mais conhecido por Mouro Razis, cronista hispânico dos sécs. IX-X. D.Dinis encarregou a tradução da crónica ao clérigo Gil Peres e ao Mouro Mohamed. Tinham de fazer equipa porque o clérigo não sabia árabe e o mouro não sabia escrever bem português. Mas Gil Peres tinha alma de romancista e deu o seu próprio jeito à história de Rodrigo, inventando algumas coisas e dando a outras o toque necessário para interessar os leitores. Pela minha parte, confesso que também lhe dei uns toquezinhos aqui e ali, porque as necessidades do romance também mudam com os tempos. Foi pouca coisa. É quase tudo do Gil Peres. De qualquer modo, quem quiser lê-la no português do séc.XIV, é favor procurá-la no segundo volume da edição de Lindley Cintra da Crónica Geral de Espanha de 1344 (INCM).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJoR6PPgkI/AAAAAAAABJk/t16yrttl3YY/s1600-h/Omar-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256378371995042370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJoR6PPgkI/AAAAAAAABJk/t16yrttl3YY/s400/Omar-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-6725768538157212923?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6725768538157212923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6725768538157212923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/10/casaa-de-hrcules-6-omar.html' title='A CASA DE HÉRCULES. 6. OMAR.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SPJpjWjC5dI/AAAAAAAABKE/sh9gTU2e2fk/s72-c/isl%C3%A3o-2.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-7252244974082028073</id><published>2008-09-28T22:48:00.005+01:00</published><updated>2008-09-28T22:54:20.247+01:00</updated><title type='text'>A CASA DE HÉRCULES. 5. A CONDESSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8PscNLlI/AAAAAAAABJc/-EDlICdC4_4/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251193037094989394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8PscNLlI/AAAAAAAABJc/-EDlICdC4_4/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Lataba adormecera. Fazendo sinal às outras donzelas para que velassem o seu sono, a Condessa retirou-se silenciosamente para os seus aposentos. Escondeu o rosto nas mãos. A dor que sentia pela história que a filha lhe contara entre lágrimas tornava-se, no seu peito, numa espécie de novelo feito de raiva e pena que se desenrolava até à garganta.- Onde está Julião, meu marido? – perguntou às damas que a acompanhavam.- Senhora, chamou todos os de seu conselho e está reunido com eles. Pede-lhes ajuda para decidir o que fazer.A Condessa levantou-se, decidindo num momento participar naquele conselho. Em corte de homens não seria esperada a sua ida mas, sem pensar nisso mais do que um momento, a Condessa tirou o toucado florido que trazia e substituíu-o por outro, de veludo negro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8LpeCE1I/AAAAAAAABJU/o3dK9LHpaK0/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251192967577867090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8LpeCE1I/AAAAAAAABJU/o3dK9LHpaK0/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Entrou na sala onde o Conde estava reunido com os seus vassalos. Encontrou-o de rosto desfeito, entre o silêncio total que se fizera depois de terem os vassalos escutado a verdadeira razão por que Lataba regressara a Ceuta. Vendo-a chegar, o Conde ergueu os olhos e perguntou-lhe:&lt;br /&gt;- E pois, Senhora, porque vindes cá?&lt;br /&gt;A Condessa deu dois passos em frente, colocou-se ao lado do marido e disse:&lt;br /&gt;- Eu venho como a mais desaventurada mulher que nasceu em Ceuta, desonrada pelo maior traidor que o mundo conheceu! E, amigos, por Deus e por mesura, rogo-vos que me ouçais um pouco!&lt;br /&gt;E todos os vassalos acenando com a cabeça, mostraram vontade de a ouvir. E disse ela:&lt;br /&gt;- Amigos, a desonra pesa menos a quem tem modos de a cobrar! E por isso digo ao Conde D.Julião que tudo faça para cobrar esta desonra que nos foi feita! E se ele for homem de tal natureza que tenha em pouco este feito, eu digo chãmente que daí lhe virá muito mal, pois que logo me despedirei dele e direi a todos que não sou sua mulher, e ir-me-ei para Cospi, que é minha herdade, e para outros castelos que tenho, que foram do meu pai, e de lá lhe farei tal guerra que, antes de um ano, todos vós serão obrigados a fugir de Ceuta para não morrerem! Rogo-vos que não tomeis em pouco este assunto. E vede, Conde, quanto bem fez Deus a vossa filha, que tudo deitou a perder aquele traidor ! Porque ela era a mulher mais bela e de melhores dons que havia, e a mais filha d’algo que há em Ceuta até Marrocos. E mesmo que não tivesse todas estas qualidades e que fosse a pior do mundo! Senhor Conde, é vossa filha! Deveis doer-vos do seu mal que tanto lhe pesa como todos vimos que lhe pesava! E, amigos, não sei que mais vos diga senão que a dor que tenho desta filha, que assim vejo destruída, me fará morrer antes do meu dia!&lt;br /&gt;E dizendo isto, um soluço lhe atravessou a garganta e a fez fraquejar e apoiar-se à cadeira do marido. Os vassalos baixaram os olhos e o Conde, amparando-a, disse-lhe:&lt;br /&gt;- Senhora, quando aqui chamei estes bons cavaleiros não foi por outra coisa senão para lhes dizer isso mesmo que vós dissestes. E agora só lhes peço que me digam o que devo fazer, porque a dor que me atravessa o coração não me deixa ver com a razão o caminho a tomar.&lt;br /&gt;Os vassalos olharam uns para os outros e não se decidiam a quebrar o silêncio. Foi então que se levantou Ricardo, que se despedira à varanda de Lataba quando ela partira para Toledo:&lt;br /&gt;- Pois todos vós vos calais, quero eu falar, ainda que por minha juventude mo leveis a mal! Aqui juro eu a Deus e sobre minha lei que se eu fosse senhor poderoso e houvesse tal filha e ma desonrasse um homem a quem eu tanto serviço fizesse como havedes feito a Rodrigo, que não deixaria de cobrar dele justiça de tal modo que nunca o mundo o esqueceria! E se com ele quiserdes haver guerra, Senhor D. Julião, aqui me tendes para isso, com a lealdade que sempre vos tive e com duzentos cavaleiros filhos d’algo que farei trazer de Brapaquedo.&lt;br /&gt;Dizendo ele isto, calou-se. Ergueu-se então um bom cavaleiro, homem de muita coragem e experiência de guerra, tido por todos como de bom aviso e comprovada sisudez. Chamava-se D.Simão e para ele se voltaram todas as cabeças:&lt;br /&gt;- Senhor, Deus, que sabe todas as coisas, sabe bem que, desde que eu fui teu vassalo sempre te dei aquele melhor conselho que eu entendi. E bem te digo que nunca te vi em tempo que te mais mester fizesse bom conselho que agora. E por isso te digo que eu seria aleivoso se não te dissesse agora o que é de razão. Não me parece bem que vás contra el rei D.Rodrigo para lhe fazer guerra. E por estas razões. Primeiro, porque Rodrigo é teu senhor e juraste-lhe lealdade, apesar de não teres dele recebido a tua terra. Segundo, porque bem sabes como  Deus o tem protegido em tudo o que faz e o tornou o homem mais poderoso de Espanha. E nós sabemos bem que até hoje nunca tu fizeste nada contra o direito, de que te possam acusar. E, se tu travares com ele guerra e o venceres, todos te desprezarão por teres destruído o teu Senhor e, se vores vencido, ninguém te lamentará, antes todos dirão que foi justiça de Deus, porque o desafiaste contra o direito. E, Senhor, o meu conselho é que não faças nada e que deixes isto nas mãos de Deus, que te dará a justiça que procuras. Porque, Senhor, quando o homem alguma coisa faz por que o possam censurarm, de todo o mundo deve ter medo. E não penses que te digo isto por meu bem ou por receio da guerra, que tu bem sabes como o meu braço empunhará a espada, se tu quiseres, enquanto o fôlego no corpo me durar!&lt;br /&gt;Ainda as palavras de D.Simão não estavam terminadas e já se erguia a Condessa. As lágrimas tinham secado e os olhos faiscavam-lhe.&lt;br /&gt;- Ouvi, D.Simão! Nunca Deus mande que vós sejais desonrado, porque, se o fôsseis, muito daríeis o conselho doutro modo! Mas Deus não permitirá que estes cavaleiros vos creiam. Ó homem bom ! E não haveis vergonha do que dissestes, que guardasse lealdade a um homem que tanta deslealdade lhe fez, sendo-lhe ele sempre tão leal e amigo ?!  Ó varão! E não sabeis vós quanto afam e trabalho haveis tomado e quantas espadadas e setadas haveis levado para nunca el rei Rodrigo haver dano por estes lados? E digo-vos mais: que antes eu queria ser tão pobre de quanto no mundo houvesse e antes queria andar pelas ruas pedindo do que não fazer tudo para me vingar! Senhor D. Julião, por Deus e por mercê, se não quereis fazer a guerra, deixai que a farei eu, pois eu tenho tal confiança na Virgem Maria, pela qual eu troquei a fé em que nasci e deixei o meu pai e a minha mãe e os meus irmãos e a grande fortuna e todos os bens que eu tinha na minha terra, que ela não quererá que eu morra sem primeiro ver a morte daquele que tão vilmente escarneceu da minha boa filha, que era espelho de bondade e a que havia de maior valor sobre todas as mulheres dalém e daquém mar!&lt;br /&gt;Parecia que a Condessa diria mais palavras mas a voz faltou-lhe com a dor e a indignação. Viram-na calar-se mas não fraquejar. De cabeça erguida e olhos secos, continuava em pé, no meio do conselho dos cavaleiros, e não recuou para dar a palavra a ninguém. Cortou o silêncio um cavaleiro de nome Henrique, primo da Condessa, e de muito preço junto do Conde:&lt;br /&gt;-  Senhor, ouvi tudo o que aqui foi dito e a mim parece que te devo dar conselho que seja em teu benefício. E o que eu vejo é que tu não poderás de nenhum modo fazer nada que nem Deus nem o mundo te censure porque não deves a Rodrigo vassalagem, pois que não foi dele que recebeste a tua terra. Mas ainda que lhe devesses lealdade como a senhor teu: direito terias de lhe fazer guerra, pois havia entre vós um acordo de entreajuda que ele quebrou quando assim fez a tua desonra. E ponhamos que, fazendo-lhe guerra, não o pudesses vencer. Enquanto estiveres em Ceuta nada te pode fazer. E tu tens aqui mais de dois mil cavaleiros que são forte hoste para enfrentar o rei da Espanha. E demais que ele não está prevenido contra ti e tu és senhor de todos os portos daquém e dalém mar de Ceuta e podes, se quiseres, fazer entrar em Espanha quem tu entenderes, de tal modo escondido que ninguém o perceberá. E esta é a tua força, que Rodrigo não poderá vencer! Por isso, prepara-te para a guerra, que eu mandarei avisar os reis mouros que estejam prestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8HsdkZdI/AAAAAAAABJM/ASC80Cfc54I/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251192899661751762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8HsdkZdI/AAAAAAAABJM/ASC80Cfc54I/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E estas foram as notícias que receberam Muça, filho de Nocaide, e Miramolim e Tarique. E não passaram muitos dias sobre as areias de Ceuta a estarem prontas muitas galés, onde embarcaram escondidamente guerreiros mouros, que aportaram a Aljazira. E aí reuniu Tarique o seu exército e daí partiu para uma guerra feroz contra as terras de Espanha. E que vos direi da guerra, senão que a sua história é sempre a mesma em todas as partes e todos os tempos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8D1zGxlI/AAAAAAAABJE/1_oF98k7KBs/s1600-h/2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251192833448527442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8D1zGxlI/AAAAAAAABJE/1_oF98k7KBs/s400/2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando Rodrigo teve notícias da queda das suas cidades do sul, aparelhou o seu exército e fez-se transportar à batalha. Ia em cima de um carro puxado por dois cavalos e feito de tal modo de marfim, ouro e prata e pedras preciosas que era maravilha nunca vista. E em cima do carro ia uma tenda e na tenda ia uma cadeira tão rica e trabalhada de pedras preciosas  que nunca fora vista outra igual. E nessa cadeira ia Rodrigo, vestido e calçado de panos de ouro e pedras preciosas.&lt;br /&gt;A Guadalete chegou o rei da Espanha. Ainda perguntava a si mesmo como fora que tudo aquilo acontecera mas sabia que não havia tempo de procurar respostas. Ao longe, os guerreiros mouros povoavam os montes, montados em cavalos de guerra, com seus arções, com as mãos nas lanças e nas espadas e nas béstas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_784J_3QI/AAAAAAAABI8/balluPHB6gE/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251192713822330114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_784J_3QI/AAAAAAAABI8/balluPHB6gE/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(termina no próximo post...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-7252244974082028073?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7252244974082028073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7252244974082028073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/09/casa-de-hrcules-5-condessa.html' title='A CASA DE HÉRCULES. 5. A CONDESSA'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SN_8PscNLlI/AAAAAAAABJc/-EDlICdC4_4/s72-c/5.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-5419836755335410586</id><published>2008-09-14T23:42:00.005+01:00</published><updated>2008-09-14T23:50:07.501+01:00</updated><title type='text'>A CASA DE HÉRCULES. 4. A CARTA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2UpwJFOmI/AAAAAAAAA1A/6_1YwVt_LV8/s1600-h/flor+azul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246012585975036514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2UpwJFOmI/AAAAAAAAA1A/6_1YwVt_LV8/s400/flor+azul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos sabem que, quando lhes falta o sol, as flores escurecem. Misteriosas são aquelas que perdem as cores sem que a ninguém seja dado ver o que lhes falta. Assim foi Lataba. Era a mesma e não era. Demudava-se-lhe a cor ou o brilho, não se poderia dizer. Calava-se quando as outras riam, escusava-se com um pálido sorriso quando lhe pediam que dançasse. Encostava o ombro à janela e ficava a mirar as águas do Tejo, que passavam. E tão grande pesar lhe crescia no coração que começou de perder sua formusura mui desmesuradamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2UiQVIk6I/AAAAAAAAA04/R4FLqLx-ifQ/s1600-h/flo+murcha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246012457176568738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2UiQVIk6I/AAAAAAAAA04/R4FLqLx-ifQ/s400/flo+murcha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alquifa via-a assim e esperava o dia em que lhe dissesse as suas razões. Mas Lataba nada dizia porque muito se envergonhava do que lhe escurecia o coração e sabia que nada de bom depois daquilo lhe poderia vir. E disse-lhe Alquifa:&lt;br /&gt;- Amiga, tu bem sabes que desde que eu nasci nunca fiz coisa que te não dissesse e de te falar sempre me veio consolo e ajuda. E o mesmo cuidava eu de ti e agora vejo que algum mal te atormenta e pesa-me que não mo queiras dizer. Se é coisa em que eu te possa aconselhar, peço-te que mo contes e ajudar-te-ei.&lt;br /&gt;Então lhe contou Lataba tudo o que se passara com el rei Rodrigo. E disse-lhe a prudente Alquifa:&lt;br /&gt;- Amiga, digo-te que se tal coisa me acontecesse, o melhor que eu faria seria contar tudo a um homem em quem confiasse e de tal maneira que eu soubesse que me defenderia.&lt;br /&gt;Respondeu Lataba:&lt;br /&gt;- Se aqueles que ouvissem o que se passou julgassem o caso tal como aconteceu, eu não hesitaria em contá-lo a meu pai. Mas eu sei bem que o meu pai é homem de bom siso e eu bem vejo que todos os homens sisudos julgam as mulheres por más e por isso não ouso mandar dizê-lo ao meu pai, porque tenho medo que não acredite na minha inocência e julgue que o fiz por malícia e me abandone.&lt;br /&gt;E disse Alquifa:&lt;br /&gt;- Não tem sentido isso que dizes, pois os homens julgam sempre como lhes dermos a julgar. E sabe por certo que, se nada fizeres e el rei continuar a demandar-te, não pode estar que não emprenhes e, depois depois que fores prenhe, não poderás mais esconder o que aconteceu. E a rainha, que te quer como a uma filha, se o souber difamar-te-á e aí, sim, serás a mais infeliz mulher que pode haver. Por isso, se te calares não poderás evitar que seja sabido, com grande dano e vergonha tua. Mas se o contares com sabedoria e a quem deves, nunca te poderão acusar de nada. O melhor que podes fazer é escrever ao teu pai uma tal carta que o faça julgar o caso como a ti convém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2UOZmDAFI/AAAAAAAAA0w/T4c3O5xMvEU/s1600-h/Lataba.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246012116066041938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2UOZmDAFI/AAAAAAAAA0w/T4c3O5xMvEU/s400/Lataba.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim sentaram-se ambas a escrever a carta, que uma ditava e a outra escrevia:&lt;br /&gt;«Ó mui honrado e discreto, sisudo, prezado e temido senhor de Ceuta, Conde D. Julião, pai senhor, eu, Lataba, vossa desonrada filha, me mando encomendar a vós e beijar vossas mãos. A desonra da filha ofensa é do bom pai. Quero que saibais que vós, cuidando fazer vossa honra e meu bom futuro mandando-me para casa d’el rei D. Rodrigo, sucedeu o contrário, porque fizestes vossa desonra e minha grande perda, porque el rei Rodrigo, muito sem meu grado e contra minha vontade, deitou-se comigo. E por isso vos rogo, senhor, por Deus e por piedade, que me mandeis buscar, senão crede que eu me matarei com as minhas próprias mãos, pois eu antes queria cem vezes morrer do que viver mais um dia em casa d’el rei D.Rodrigo. Se quereis minha vida, mandai-me buscar para que veja ainda uma vez a minha mãe, senão despeço-me de vós.»&lt;br /&gt;Entregue a carta a um escudeiro, com instruções para não parar no caminho até que chegasse a Ceuta, juntaram-se ambas às outras donzelas, fazendo por não dar sinais de nenhuma estranheza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2T9_CsT3I/AAAAAAAAA0o/cSPkB5QPpxI/s1600-h/carta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246011834060525426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2T9_CsT3I/AAAAAAAAA0o/cSPkB5QPpxI/s400/carta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando Julião leu a carta da sua filha, o desgosto que sentiu foi tão grande que abalou aquele homem tão experimentado na guerra. Sem nada dizer a ninguém, mandou aparelhar uma galé e meteu-se ao mar. E andou tanto e com tão bons ventos que depressa chegou a Toledo. Ouvindo anúncio da sua chegada, Rodrigo, que o prezava como a nenhum outro cavaleiro, apressou-se a ir recebê-lo. E logo que fizeram as saudações que a tais grandes senhores pertenciam, perguntou-lhe:&lt;br /&gt;- Pois D.Julião, que vos fez vir a Toledo tão inesperadamente? Algum mal porventura vos veio?&lt;br /&gt;- Senhor – disse Julião – não queira Deus que a mim venha senão bem, enquanto vós fordes vivo, porque a vossa fortuna me dá tanto ânimo que nunca homem se cruzou comigo na guerra que o eu não vencesse. E, se vos apraz, contar-vos-ei como se passou a batalha que tive com Moluca, senhor de Calçom.&lt;br /&gt;E Rodrigo disse que lhe prazia. E o Conde descreveu-lhe com que esforço, seu e de seus parentes e vassalos, conseguira mais uma vez suster o desejo dos mouros de se aproximarem do mar e como defendera o senhorio cristão de Ceuta. E como, chegado da batalha, fora achar muito doente a condessa sua esposa, e como lhe pesara tal coisa porque por aquela esposa era ele muito respeitado e temido em Ceuta, pelos parentes poderosos que ela tinha entre os mouros. E como ela lhe pedira que visse ao menos uma vez a sua filha, que muito amava, antes de morrer.&lt;br /&gt;Ouvindo isto os vassalos que com o Conde vinham, e sabendo que era verdade a história da batalha mas não a da doença da esposa, cuidaram que fortes razões teria o Conde para levar embora a sua filha.&lt;br /&gt;E disse-lhe Rodrigo:&lt;br /&gt;- Por boa fé, D. Julião, muito me apraz de como vos haveis saído bem na batalha! E se vencestes Moluca, que é o mais forte, não há mouro nenhum de além-mar de que eu haja de temer-me. Mas o que dizeis da Condessa é coisa triste para mim, que a tenho por mui boa dona, a quem Deus logo dê saúde! Por ela vos entrego vossa filha mas tomai nota: não para que fique sempre convosco! Logo que sua mãe for curada, quero que ma envieis de novo, na companhia de todo o seu séquito como agora está, porque muita honra e alegria traz à minha casa.&lt;br /&gt;O Conde hesitou por momentos, como se algumas palavras lhe quisessem romper os lábios mas ele as prendesse com uma corrente de ferro. Deu um passo em frente e olhando Rodrigo no olhos, disse-lhe apenas:&lt;br /&gt;- Senhor, quando Deus quiser que ela venha, eu vo-la farei vir com tal companhia e séquito como nunca outra donzela entrou em Espanha!&lt;br /&gt;E dito isto, recolheu à galé, onde lhe trouxeram a sua filha, com suas donzelas e servidores, e fizeram-se depressa ao mar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2Td4SeDUI/AAAAAAAAA0g/JLpTnXWVIb0/s1600-h/partida+de+Lataba.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246011282491837762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2Td4SeDUI/AAAAAAAAA0g/JLpTnXWVIb0/s400/partida+de+Lataba.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; (continua...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-5419836755335410586?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5419836755335410586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5419836755335410586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/09/casa-de-hrcules-4-carta.html' title='A CASA DE HÉRCULES. 4. A CARTA.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SM2UpwJFOmI/AAAAAAAAA1A/6_1YwVt_LV8/s72-c/flor+azul.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-7855241521946604859</id><published>2008-08-30T23:40:00.007+01:00</published><updated>2008-08-31T20:39:40.837+01:00</updated><title type='text'>A CASA DE HÉRCULES. 3. Branco e preto, cristal e esmeralda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNW_h_hMI/AAAAAAAAA0Y/KqiV1mAAwt8/s1600-h/5-lÃ&amp;shy;rio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240445436317107394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNW_h_hMI/AAAAAAAAA0Y/KqiV1mAAwt8/s400/5-l%C3%ADrio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; «Dizem que os poetas cantam mais com a arte do que com verdade» pensou Rodrigo quando viu Lataba pela primeira vez «mas os que cantam a formusura desta donzela nunca a língua lhes chegou para a dizer».&lt;br /&gt;Recebida na corte por Eylata, a menina de Ceuta encantou a rainha com os seus bons modos e todos quantos a conheciam louvavam o conde que tal filha trouxera a Toledo. Como uma flor que nunca perde as cores, Lataba fez suas amigas todas as filhas de algo que acompanhavam a esposa do rei. Nenhuma negava que em Lataba se via como num espelho e até os mais sisudos cavaleiros não escondiam os olhos quando lhes ficavam presos na alegria de Lataba, quando a viam entrar na sala ou dançando como uma pétala na brisa.&lt;br /&gt;«Em boa hora a mandei vir», pensava Rodrigo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNSirZbmI/AAAAAAAAA0Q/mFraHTdcHAM/s1600-h/4-espelho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240445359852449378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNSirZbmI/AAAAAAAAA0Q/mFraHTdcHAM/s400/4-espelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A história dos doze guardiões não esquecia ao rei, por isso não demorou muitos dias a anunciar aos seus cavaleiros a prometida visita. Junto da casa, o rei não evitou a surpresa quando avistou a obra de Hércules. Era tal qual lhe tinha sido contada e de mais maravilha ainda do que a boca dos guardadores pudera dizer.&lt;br /&gt;- Senhor, aqui tens a tua chave – disse o mais velho dos doze, apontando a pequena porta carregada de cadeados.&lt;br /&gt;Sem a tomar na mão, Rodrigo avançou, deixando entender que a sua disposição não era de fechar mas de abrir, para ver o que estava dentro. E todos lhe disseram que o não fizesse, pois não tinha que fazer o que os outros reis da Espanha não acharam bom que se fizesse. E disse Rodrigo:&lt;br /&gt;- O lugar dos tesouros é no meu paço e aos encantamentos não receio, pois que não tenho que temer.&lt;br /&gt;- Fá-lo por tua conta – disseram os cavaleiros -, sem o nosso conselho e só por tua vontade.&lt;br /&gt;Mandou então trazer as chaves dos cadeados e abriu todos os que prendiam a porta. Depois que foi aberta, entrou, seguido dos principais do seu conselho. E a casa, que de fora era redonda, mostrou-se uma sala quadrada, iluminada por uma fresta pequena no tecto. E cada parede da quadra, toda feita de uma pedra só, era de sua cor. Uma era branca de neve, que mais branca não podia ser, e na frente dela a outra era negra como a coisa mais negra que pudesse ser; e outra parede era verde como a mais verde esmeralda poderia ser, e na frente dela a outra era de cristal, tão clara como o cristal poderia ser. Não havia em toda a sala mais nada senão um esteio no meio dela, da altura de um homem, e com uma porta assaz pequena. Sobre a porta, gravada em letras gregas a ouro, lia-se: «Esta é uma das maravilhas de Hércules». Aberta a porta, viu-se lá dentro uma casa e dentro da casa uma arca de prata e na arca lia-se: «O rei em cujo tempo esta arca for aberta não pode estar que não veja maravilhas antes que morra». E Rodrigo exclamou:&lt;br /&gt;- Ah! Eu bem dizia. Aqui dentro está o que procuro e que tanto defendeu Hércules!&lt;br /&gt;E então quebrou com a sua própria mão o cadeado que fechava a arca. Dentro da arca estava um véu branco fechado e muito bem encerrado por tábuas. De uma só vez, Rodrigo puxou-o, rasgando-o nos pregos que o detinham. Estendido o véu, viram nele pintadas figuras de cavaleiros árabes, montados em cavalos de guerra, com seus arções, com as mãos nas lanças e nas espadas e nas béstas. Por cima da pintura, lia-se: «Quando este pano for aberto, homens que andam assim armados conquistarão a Espanha e serão dela senhores».&lt;br /&gt;Emudecido, Rodrigo deixou cair o pano. Mas vendo os olhares severos dos seus cavaleiros, levantou a cabeça e disse-lhes:&lt;br /&gt;- Deus não quer que seja verdade o que aqui diz! E julgam vocês que eu não adivinhava que alguma coisa de fazer temor podia aqui estar? Agora está feito e não devemos pensar mais nisso. Quanto a este perigo, não temos que nos preocupar, que tenho meus cuidados bem tomados!&lt;br /&gt;Fez prometer a todos os presentes que nada diriam do que haviam visto, mandou voltar a encerrar a casa e regressou ao paço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNOaAhTqI/AAAAAAAAA0I/z9HFV1X7DNQ/s1600-h/3-verde.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240445288805650082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNOaAhTqI/AAAAAAAAA0I/z9HFV1X7DNQ/s400/3-verde.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para esquecer as preocupações, dispensou Rodrigo os cavaleiros e foi-se a passear nos jardins do palácio. Ao longe ouviu risos e vozes que cantarolavam. Curioso, aproximou-se. As donzelas da rainha haviam tomado um momento de lazer. Junto a uma fonte, brincavam com a água e tinham tirado os toucados. No meio delas, Lataba era a mais bonita. Rodrigo ficou parado, escondido atrás das sebes, com os olhos presos nela. E eis que, nas danças da brincadeira, o vestido lhe voou e Rodrigo lhe viu o travadoiro da perna. E era tão branco e bem feito que não podia haver outro tornozelo mais belo no mundo!... E logo que a assim viu, começou de lhe querer mui grande bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNJgCwSWI/AAAAAAAAA0A/28CbHXS88ng/s1600-h/2-tornozelo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240445204526287202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNJgCwSWI/AAAAAAAAA0A/28CbHXS88ng/s400/2-tornozelo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde esse dia, Rodrigo não mais pensou noutra coisa senão na brancura do tornozelo de Lataba. De tal maneira que um dia ousou segredar-lhe ao ouvido promessas e desafios. Espantada, ela defendeu-se com boas palavras, escusando-se a querer ouvir tais coisas. Mas depois percebeu que ele não iria desistir porque insistia em cada corredor ou salão em que a encontrava.&lt;br /&gt;Logo que de manhã descia à sala da rainha, cruzava-se com Rodrigo que saía. Se de tarde fazia um passeio com a sua amiga Alquifa, Rodrigo estava por onde ela havia de passar. Se ao serão era obrigatório dançar, Rodrigo havia de primeiro a convidar para a roda. E de todas essas vezes a olhava com olhares intensos e lhe dizia palavras estranhas que mais ninguém ouvia.&lt;br /&gt;Tanto a perseguiu, que a defesa que ela de si fazia uma noite não lhe prestou e houve-se de vencer, porque era mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNFED4kqI/AAAAAAAAAz4/iI5O2IFRSrc/s1600-h/1-violaÃ§Ã£o.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240445128295355042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNFED4kqI/AAAAAAAAAz4/iI5O2IFRSrc/s400/1-viola%C3%A7%C3%A3o.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;- Porque era mulher ? ! – exlamou Mohamed, levantando-se do banco – Que quereis dizer com isso, Padre Gil ?&lt;br /&gt;Gil Peres levantou-se igualmente. Precisava de esticar as pernas. Afinal, ele e Mohamed estavam ali, de volta das tabuinhas de cera desde que nascera o sol e já iam sendo horas de almoçar.&lt;br /&gt;- Não sei bem, se quereis que vos diga, amigo Mohamed. Teria Lataba sucumbido à força de Rodrigo, que a violou? Sabeis que mulher nenhuma resiste ao braço mais forte de um homem... Ou teria ela sucumbido à paixão, como quase sempre sucede às mulheres às quais os homens sabem dizer as palavras certas?&lt;br /&gt;Mohamed fez um gesto de impaciência, enquanto acabava de esticar uma folha de pergaminho sobre a estante:&lt;br /&gt;- Mas afinal que sabeis vós disso? Não sois clérigo ? Que sabeis vós da paixão das mulheres?&lt;br /&gt;- Ah, caro Mohamed ! – disse Gil Peres, pousando o estilete – não vos enfadeis, nem julgueis facilmente as sabedorias alheias... conheço o coração das mulheres. E o dos homens também. Foi por isso que vos pedi paciência para esta nossa missão.&lt;br /&gt;- É bem certo, Padre, que quando el rei D. Dinis me mandou que convosco trasladasse a crónica do grande Al-Razi, não encontrei lá muito do que vejo que aqui escrevestes e digo-vos que me parece mui mal mudar assim a história do cronista.&lt;br /&gt;- A história não mudou nada, amigo. Só lhe fiz crescer umas coisas para melhor dar que pensar a quem a ler. Bem vedes: o que eles não vão ter de pensar para entender este “porque era mulher”!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNBDWDo2I/AAAAAAAAAzw/QMbz7CqSNhk/s1600-h/0-codex.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240445059383665506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNBDWDo2I/AAAAAAAAAzw/QMbz7CqSNhk/s400/0-codex.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-7855241521946604859?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7855241521946604859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7855241521946604859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/08/casa-de-hrcules-3-branco-e-preto.html' title='A CASA DE HÉRCULES. 3. Branco e preto, cristal e esmeralda'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SLnNW_h_hMI/AAAAAAAAA0Y/KqiV1mAAwt8/s72-c/5-l%C3%ADrio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3062151770753805652</id><published>2008-08-17T22:00:00.004+01:00</published><updated>2008-08-17T22:12:51.238+01:00</updated><title type='text'>Pedimos desculpa pela interrupção...</title><content type='html'>Convencida de que a publicidade neste caso não seria enganosa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;convencida - sim ! - de que seria possível vir de férias trazendo o Rodrigo debaixo do braço só porque tinha expendido 50 euros numa daquelas plaquinhas que dizem que nos põem a navegar na net num instante mesmo que estejamos no meio do Saara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;confesso a minha ingenuidade pela confiança nos anúncios da TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mentira! Aquela coisa não nos liga à net sempre que queremos e como queremos! Deixo o conselho: não comprem aquelas placas qualquer que seja o dono da loja que as vende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo esta mensagem num momento de Wi-Fi proporcionado pelo presidente do oásis do meu Saara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço todos os comentários ao último post (sobretudo os da Maria Papoila e do Gonçalinho). Vou ter de fazer uma interrupção na história do Rodrigo mas prometo os restantes episódios logo que regresse à civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas férias !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3062151770753805652?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3062151770753805652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3062151770753805652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/08/pedimos-desculpa-pela-interrupo.html' title='Pedimos desculpa pela interrupção...'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-5828720747838884303</id><published>2008-07-31T20:19:00.007+01:00</published><updated>2008-07-31T20:29:55.810+01:00</updated><title type='text'>A Casa de Hércules. 2. «Não entrarás!»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQsqwNuYI/AAAAAAAAAzo/ggewRqFLSPk/s1600-h/amor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229260476907370882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQsqwNuYI/AAAAAAAAAzo/ggewRqFLSPk/s400/amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Quando o Conde anunciou a sua filha a decisão de a enviar à corte, Lataba quisera dizer porque não. Mas não podia expor as suas razões. Não chegara a hora por que Ricardo esperava. Viera ele a Ceuta trazendo nos ouvidos as notícias da sua beleza, deixara ele o seu pequeno reino de Brapaquedo, onde o rei seu pai lhe consentira que partisse à aventura, em busca de fortes aliados. Ricardo chegara havia ainda poucos meses, servira Julião na guerra contra os mouros e a ninguém deixara saber a que varanda se encostava ao fim da tarde, quando Lataba se recolhia a repousar acompanhada apenas pela sua leal amiga Alquifa. Só ela testemunhara as promessas do jovem cavaleiro, que jurara servir o pai até que a recompensa merecesse ser a mão da filha.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQpoYiLUI/AAAAAAAAAzg/yq9j_HIRwDw/s1600-h/cavaleiro+andante-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229260424731569474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQpoYiLUI/AAAAAAAAAzg/yq9j_HIRwDw/s400/cavaleiro+andante-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Donzela sagaz, Alquifa! Cumprida da boa sensatez Deus deu às mulheres, coube-lhe nessa tarde tomar as mãos da amiga e mostrar-lhe como um pouco de espera em nada diminuiria os planos dos dois namorados. Foi ela que se encarregou de transmitir a Ricardo a notícia da partida da sua amada, esforçando-o a que preseverasse no serviço do Conde para que tão depressa quanto uma donzela leva a aprender a dançar pudesse oferecer-se-lhe como o esposo poderoso e nobre que dispensaria Lataba de permanecer em Toledo. Animada por esta esperança, a filha do Conde consentiu na partida, disposta a tudo fazer para ser à rainha Eylata a mais doce e agradável donzela da sua corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQkgwwSGI/AAAAAAAAAzY/MGNWHLZ3jmc/s1600-h/donzelas+na+corte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229260336786327650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQkgwwSGI/AAAAAAAAAzY/MGNWHLZ3jmc/s400/donzelas+na+corte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Senhor – disse o primeiro dos anciãos, aproximando-se do trono – nós aqui somos vindos trazer-te esta chave, com que deves cumprir o teu dever de rei da Hispânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que chave ? – inquiriu Rodrigo, olhando-a sem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta – disse o ancião – é a chave do cadeado que te cumpre na casa de Hércules.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vendo que o rei o não entendia, dispôs-se a contar-lhe como Hércules, Senhor da Grécia, conquistara e povoara, em tempos muito antigos, a Hispânia. Expulsanado os maus inimigos da terra, trouxera-lhe ele o nome de terra de bem, povoara-a de gentes calorosas e inclinadas à verdade. Depois, em grande segredo, construira sozinho uma casa em Toledo, fechando-a com um cadeado, e entregara a chave aos doze homens mais sábios do povo, dizendo: «Que ninguém abra nunca a porta desta casa!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... e todos os reis depois juntaram a este cada um o seu cadeado. E partiu para a Grécia! E sabe, Senhor, que esta casa é tão subtil que não há quem saiba dizer-te como foi feita, porque é toda redonda como uma bola e de tal tamanho que se sobre ela atirares uma pedra não a verás cair do outro lado. E assenta somente em quatro grandes leões de ouro, de tal maravilha que não saberíamos hoje fazer outros iguais. E é toda coberta por pedras mármores cada uma de sua cor, tão pequenas que nenhuma é maior do que o punho de um homem e de tal feição ajuntadas que ninguém pode dizer onde começa uma e acaba a outra. Todas juntas figuram as mais nobres cavalarias de que ouviste falar. Não que lá tenham sido pintadas com tinta mas porque as próprias pedras nos contam as histórias. Não tem janela nenhuma mas tão só uma porta pequena, com letras entalhadas que dizem assim: «Eu proíbo que alguém, por muito ousado que seja, hoje ou amanhã, abra esta porta e mando a todos os reis que a defendam como eu defendi».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQgnAda-I/AAAAAAAAAzQ/EhjQA0laFBs/s1600-h/mosaico-3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229260269743336418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQgnAda-I/AAAAAAAAAzQ/EhjQA0laFBs/s400/mosaico-3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- E o que tem dentro essa casa? – perguntou Rodrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém sabe – disseram os anciãos – Porque todos os reis antes de ti cumpriram o mandado de Hércules. E hoje é a tua vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo olhou pensativamente a chave acabada de forjar que lhe ofereciam. Por fim disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amanhã lá irei vê-la e logo saberei se é coisa em que haja de pôr o meu cadeado. Pois que casa tão bem guardada não pode ter dentro senão um grande tesouro ou um grande segredo. E se segredo é, eu o desvendarei e, se é tesouro, a mim pertence, que sou o rei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os velhos bem lhe disseram que não fizesse tal coisa mas antes seguisse o exemplo dos bons reis de Espanha. Rodrigo, porém, despediu-os com um gesto, sem mais conversa.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229260199275784690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQcgfr6fI/AAAAAAAAAzI/A2Dui3mI5Ho/s400/cadeado.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, a visita teve, porém, de ser retardada, porque ao palácio chegou notícia da vinda de uma frota de Ceuta subindo o Tejo. Era Julião, que, com grande séquito de vassalos, trazia sua filha Lataba, que se fazia acompanhar da sua amiga Alquifa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQY_5sr7I/AAAAAAAAAzA/-ni9zJUPt74/s1600-h/chegada+de+Lataba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229260138986909618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQY_5sr7I/AAAAAAAAAzA/-ni9zJUPt74/s400/chegada+de+Lataba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(Continua...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-5828720747838884303?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5828720747838884303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5828720747838884303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/07/quando-o-conde-anunciou-sua-filha.html' title='A Casa de Hércules. 2. «Não entrarás!»'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SJIQsqwNuYI/AAAAAAAAAzo/ggewRqFLSPk/s72-c/amor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-2244650219481815199</id><published>2008-07-27T19:52:00.021+01:00</published><updated>2008-07-28T09:55:19.745+01:00</updated><title type='text'>A Casa de Hércules. 1. Rodrigo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzGTMgHsWI/AAAAAAAAAy4/3HH3_UTsL2I/s1600-h/toledo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227771300546064738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzGTMgHsWI/AAAAAAAAAy4/3HH3_UTsL2I/s400/toledo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Depois de mais de um século de paz e progresso, o reino de Vitiza o Godo, começou a dar sinais de grande inquietação. Ficavam na memória dourada dos mitos as gloriosas batalhas com que os visigodos haviam avançado pela Hispânia, lançando dela fora os irmãos germânicos que os haviam precedido na conquista do mais apetecido extremo ocidental do império romano, rico de minério, de longas costas abundantes de peixe e de misteriosos e sagrados promontórios sobre o mar, a avistar terras que se estendiam para lá das águas do Mar do Meio da Terra e das do Mar Oceano, que Estrabão o Grego e Plínio o Velho descreviam como uma circular cintura de água em volta da Terra.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzGNlGkrFI/AAAAAAAAAyw/YG7cZfdzl2M/s1600-h/mapa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227771204070583378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzGNlGkrFI/AAAAAAAAAyw/YG7cZfdzl2M/s400/mapa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O poder e a riqueza sempre despertam múltiplas cobiças. Havia apenas 79 anos que nas areias escaldantes da Arábia morrera um novo Profeta, deixando aos seus descendentes a missão de conduzir todos os homens à veneração de Alá. Estendidos até aos limites da orla marítima, os muslims interromperam o seu ímpeto não por vontade mas pela lança de Julião, Conde visigodo, vassalo de Vitiza, por ele estabelecido como Senhor dos Portos de Ceuta com a missão de estancar para ocidente o fluxo da moirama. Julião cumpria com lealdade e valor a tarefa entregue, para a qual contava com a aliança dos berberes ribeirinhos aonde fora buscar a sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzF8Osx_cI/AAAAAAAAAyo/K2vxjE_m3-s/s1600-h/Ceuta.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227770905999048130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzF8Osx_cI/AAAAAAAAAyo/K2vxjE_m3-s/s400/Ceuta.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No reino de Vitiza, onde os seus dois filhos ainda crianças cresciam à espera da cadeira imperial paterna, creciam também os murmúrios clandestinos da ambição. Nas ruas estreitas de Toledo, os grandes senhores espreitavam-se uns aos outros, dividindo-se em dois bandos hostis e arranjando cada um modos doces de chamar à aba das suas capas os pequenos príncipes, quando soasse a hora da sucessão. E ainda mal Vitiza acabara de agonizar quando o mais velho dos meninos se viu resgatado por um dos bandos, que para ele reclamava o trono, e o mais novo foi encaminhado para o outro bando, que lhe reclamava igual direito. E sobre isto houve grande contenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzF0li3MFI/AAAAAAAAAyg/Wbl3BNVflg4/s1600-h/imperador-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227770774692507730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzF0li3MFI/AAAAAAAAAyg/Wbl3BNVflg4/s400/imperador-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O que então se seguiu de disputas e ameaças de guerra é história de todos os tempos, sempre que os homens desejam poder mais do que a sorte lhes destinou. E alguns nobres godos, que ainda traziam nas épicas lembranças do seu passado guerreiro o gosto das soluções justas, reuniram cortes e acordaram escolher de entre si aquele que, por boa fama de cavalaria e justiça e honra, tomasse o regimento do reino, criasse os filhos de Vitiza como pertencia à sua condição e lhes devolvesse o trono e a coroa logo que a sua maturidade despontasse.&lt;br /&gt;E acharam que havia um homem que, nobre e esforçado cavaleiro de muitas batalhas, de límpidos olhos, coração forte e destemida vontade, seria o melhor regedor que o reino poderia achar. O seu nome era Rodrigo. Unanimemente eleito, saíu Rodrigo do conselho investido da regência e conduziu-se ao palácio real, onde entrou levando pelo braço a sua esposa Eylata e aconchegando no seio os dois príncipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzFuKG7lYI/AAAAAAAAAyY/c1dURMmBAk4/s1600-h/perseguiÃ§Ã£o-Rodrigo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227770664248382850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzFuKG7lYI/AAAAAAAAAyY/c1dURMmBAk4/s400/persegui%C3%A7%C3%A3o-Rodrigo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Confiantes, os Godos serenaram e depuseram as armas, que Rodrigo fez recolher e guardar numa sala fechada do palácio, proibindo terminantemente que outras novas fossem construídas. Decisão sensata, julgaram os cavaleiros, de senhor que ama a paz acima de todos os desamores. Na noite seguinte ao recolher das armas, Rodrigo enviou a casa dos anteriores partidos discordantes um corpo de cavaleiros armados, que silenciosamente mataram os pais e os filhos varões. De manhã, fez correr pregão nas ruas de Toledo, anunciando que os punidos haviam recusado entregar as armas e que, com a dureza necessária, se alcançara a pacificação do reino. Nos meses em frente, assistiu a Hispânia à mais firme onda de paz que se poderia esperar de um homem prudente. Todos os vassalos de Vitiza leais a seus filhos foram mortos ou desterrados. As suas esposas, filhas e filhos pequenos foram chamados à corte e recebidos condignamente, com as honras e bem-fazer devidos a quem nascera de alta condição. Os castelos que os vassalos de Vitiza assim deixavam desguarnecidos foram entregues a leais servidores de Rodrigo, até que nenhum homem ficou na Hispânia que de alta condição fosse que a não devesse à grada mercê do novo senhor.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzEWV5w54I/AAAAAAAAAxw/Lz7LwT0L-28/s1600-h/eleiÃ§Ã£o-Rodrigo.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227769155585894274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzEWV5w54I/AAAAAAAAAxw/Lz7LwT0L-28/s400/elei%C3%A7%C3%A3o-Rodrigo.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; À distante Ceuta as notícias chegavam tarde e levadas por mensageiros de Rodrigo, que garantiam estar o reino entregue à paz, depois de tomadas as medidas necessárias. Julião nada temia. Não podia ser substituído. Nenhum como ele alcançaria as mesmas alianças, devidas a laços de parentesco, que tinham até então garantido o entrave aos filhos de Ismael. Outro recado levavam ainda os mensageiros: Rodrigo chamava à corte a filha única do Conde Julião, Lataba, donzela de que por todo o lado se ouvia cantar maravilhas de graça e entendimento. Na corte – dizia Rodrigo – entre as nobres donzelas da sua esposa Eylata, a filha do Conde seria educada como princesa e ser-lhe-ia achado o esposo condigno, cristão e nobre, como ela não poderia achar em Ceuta, entre berberes e mouros. Julião apreciou o oferecimento. Coisa boa e proveitosa seria para a sua única filha, que sua esposa, a Condessa, criara com os desvelos de mãe mas longe da requintada cortesia que só em Toledo se poderia achar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzEOGCY-eI/AAAAAAAAAxg/i1etGfzPlBQ/s1600-h/donzela.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227769013888154082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzEOGCY-eI/AAAAAAAAAxg/i1etGfzPlBQ/s400/donzela.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em Toledo, Rodrigo alcançava o domínio da cidade. Não se ouvia uma voz que murmurasse , não se encontravam olhares sinuosos entre as torres do castelo. Serenamente, como pertence a homem seguro de si, Rodrigo mandou preparar a sua coroação e aclamação como rei. A festa que durante uma semana fez correr por todas as vilas e cidades do reino deixou grata lembrança entre os novos súbditos. Nunca tal rei, tão generoso e feliz, se vira! E, como todos sabem, a felicidade do rei atrai a benevolência divina sobre o seu povo. Correu o ouro pelas ruas, distribuído aos pobres, os bois assavam-se nas praças e as mesas franqueavam-se a todos os que se acercassem. Tão exquisitas iguarias nunca haviam sido provadas e os jograis e bailarinas cantavam e bailavam pela noite dentro, numa alegria que parecia não ter fim! Os filhos de Vitiza acompanhavam o novo rei e sorriam a seu lado, como meninos a quem Deus dera um novo pai. Que felizes os Godos, por tal rei lhes ter sido enviado por Deus!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzEJbZRdHI/AAAAAAAAAxY/gDrW2pF68RE/s1600-h/jograis.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227768933721928818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzEJbZRdHI/AAAAAAAAAxY/gDrW2pF68RE/s400/jograis.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Terminados os festejos, chegou ao palácio pedindo para ser recebido um inesperado grupo de visitantes. Foram anunciados ao rei como os doze anciãos guardadores da casa de Hércules. Surpreendido, Rodrigo recebeu-os.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzD7ZrvVKI/AAAAAAAAAxQ/LmSrDj6ZRqU/s1600-h/anciÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227768692744344738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzD7ZrvVKI/AAAAAAAAAxQ/LmSrDj6ZRqU/s400/anci%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(Continua...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-2244650219481815199?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2244650219481815199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2244650219481815199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/07/casa-de-hrcules-1-rodrigo.html' title='A Casa de Hércules. 1. Rodrigo.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SIzGTMgHsWI/AAAAAAAAAy4/3HH3_UTsL2I/s72-c/toledo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3146905463692476501</id><published>2008-07-12T21:27:00.013+01:00</published><updated>2008-07-12T21:49:23.490+01:00</updated><title type='text'>Ponto pé-de-flor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXj4UbUCI/AAAAAAAAAxI/kxur7-TAAkc/s1600-h/bordado-8.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222231148093722658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXj4UbUCI/AAAAAAAAAxI/kxur7-TAAkc/s400/bordado-8.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No início da adolescência foi aprender a bordar para casa de uma senhora de respeito. Não sei se então as mestras de bordados exerciam também um magistério espiritual mas a verdade é que foi essa senhora que lhe ensinou que os homens são de outra espécie, respeitável porque é deles que vem o sustento, o futuro e o bom nome, mas fracos na cobiça da carne. Às mulheres cabe a sabedoria da espera: garantir-lhes a confiança necessária ao progresso da família mas também fugir-lhes comedidamente, para que resistam aos seus próprios fulgores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXe0uNUZI/AAAAAAAAAxA/UeNB6XjvD3Y/s1600-h/bordado-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222231061228769682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXe0uNUZI/AAAAAAAAAxA/UeNB6XjvD3Y/s400/bordado-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Entre o ponto Richelieu (a mestra dizia richelié) e o ponto cruz, ligaram-se-lhe no espírito as linhas que a levaram a prometer à mestra que não consentiria a homem nenhum, salvo ao marido, quando ele viesse, mais do que a cordial distância, amigável e de temperado convívio. Teria então perto de 13 anos e a costura daquela promessa fez-se-lhe com os pontos certinhos e apertados de quem já bordava até ponto de pérola. Era, portanto, preciso esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXaFuPxSI/AAAAAAAAAw4/L1jJQd4UNpU/s1600-h/bordados-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222230979892987170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXaFuPxSI/AAAAAAAAAw4/L1jJQd4UNpU/s400/bordados-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nas noites quentes de Julho, enquanto lavava a loiça do jantar, depois de os irmãos pequenos terem saído para brincar na rua com os miúdos da vizinhança, dava uma curta licença à fantasia. As mãos cheias de espuma enluvavam-se-lhe e estendia-as a um rapaz de capa escura que assomava à porta da cozinha. Lá fora, entre os risos dos miúdos, escutava o relinchar do cavalo que ele prendera à entrada. Não era bonito mas tinha o queixo quadrado e os cabelos negros e um olhar difícil de entender mas onde ela se revia como num espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXVLaa8gI/AAAAAAAAAww/pHHH355IEXI/s1600-h/bordado-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222230895521100290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXVLaa8gI/AAAAAAAAAww/pHHH355IEXI/s400/bordado-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Despertava com o pigarro do pai, sentado ao canto da cozinha. Já então ele sofria as fragilidades de uma angina de peito que se iria desenvolver com o tempo. A sua bronquite, agravada pelo maço de Definitivos diário, vinha desde a sua mais remota infância encher-lhe as noites de tosses distantes e cavas, ouvidas no quarto ao lado. O cheiro da linhaça quente embrulhada em pano de linho e os unguentos de enxúndia de galinha com que a mãe tratava o catarro e a debilidade do pai haviam de ficar para sempre na sua memória com uma lembrança enjoativa, vagamente lamentável, que embrulhava a memória do pai. Às vezes imaginava-o como ele se descrevia nas suas histórias de juventude aventurosa de contrabandista. Vindo da raia do Guadiana para o litoral, contava-lhe histórias luminosas de contrabandistas heróicos e de estúpidos guardas-fiscais, que acabavam sempre enganados no desenlace. Aos contos de bruxas e meninos perdidos que contava a avó ao serão, ela preferia estas odisseias picarescas, vividas enquanto as brasas do lar se iam consumindo lentamente e a sombra do pai se agigantava na parede de cal amarelada da lareira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkUAPXID1I/AAAAAAAAAwQ/vYAAJVDAz9k/s1600-h/bordado-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222227237268885330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkUAPXID1I/AAAAAAAAAwQ/vYAAJVDAz9k/s400/bordado-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lavada a loiça, enchia o pesado ferro de brasas e dava início à última tarefa do dia, vincando milimetricamente os calções dos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkT3hF58pI/AAAAAAAAAwA/UyLePexH0gw/s1600-h/bordado-5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222227087409672850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkT3hF58pI/AAAAAAAAAwA/UyLePexH0gw/s400/bordado-5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em breve eles iriam sair a cavalo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A ela ficava-lhe a lenta e difícil tarefa da espera... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkTyyRFLUI/AAAAAAAAAv4/bb2xHAVkbOA/s1600-h/bordado-6.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222227006120602946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkTyyRFLUI/AAAAAAAAAv4/bb2xHAVkbOA/s400/bordado-6.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3146905463692476501?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3146905463692476501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3146905463692476501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/07/ponto-p-de-flor.html' title='Ponto pé-de-flor'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SHkXj4UbUCI/AAAAAAAAAxI/kxur7-TAAkc/s72-c/bordado-8.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4481015484805894492</id><published>2008-06-22T15:03:00.008+01:00</published><updated>2008-06-22T15:17:04.676+01:00</updated><title type='text'>Figos depois da queda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5c9RhWiDI/AAAAAAAAAvw/NiM38pD_hZw/s1600-h/figo-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214707626286680114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5c9RhWiDI/AAAAAAAAAvw/NiM38pD_hZw/s400/figo-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O pai de Luciana era caçador de rios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Clarissa explicava: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nosso Senhor fez Adão e Eva e queria pô-los no jardim mais bonito do mundo. Então mandou nascer numa eira um jardim de laranjeiras todo rodeado de estevas e mimosas e urze e recheado de rosmaninho que era um regalo para quem passava a aspirar a fresca da tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5cXnqIR2I/AAAAAAAAAvo/fPH3hQOneyU/s1600-h/figo-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214706979394045794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5cXnqIR2I/AAAAAAAAAvo/fPH3hQOneyU/s400/figo-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No meio do jardim havia uma figueira de S.João mas que dava figos todo o ano, gordos e roxos, a deitar mel em fio pelo olho quando caíam ao chão de maduros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nesses, disse Nosso Senhor, não podem tocar, só numas laranjas e um ou outro morango que nasça e, vá lá, uns medronhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para não terem sede, que é uma míngua bem pior que a fome, Nosso Senhor fez quatro rios a nascer de um poço que havia no jardim. Antes de chegar aos muros do jardim, os rios metiam-se pela terra dentro e depois, cá fora, saíam outra vez e voltavam a entrar e assim iam pela terra toda os quatro rios, ora por cima da terra ora por baixo, de maneira que parecia que havia muitos rios mas a verdade era que só havia aqueles quatro que às vezes se escondiam. Por isso era preciso caçá-los, quando andavam escondidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que primeiro Adão e Eva não sabiam nada disto porque estavam lá fechados no jardim e não podiam sair. Passavam as manhãs a comer laranjas, as tardes a comer morangos e medronhos e as noites a ver cair no chão os figos lampos madurinhos, a esborracharem-se cá em baixo num fio de mel desperdiçado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só depois é que vieram a descobrir esta história dos rios que era preciso caçar quando eles não andavam cá em cima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5cJAa3UII/AAAAAAAAAvY/1fWiXsI0doY/s1600-h/figo-1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214706728342868098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5cJAa3UII/AAAAAAAAAvY/1fWiXsI0doY/s400/figo-1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As varinhas dos vedores, caçadores de rios, são ramos daquela figueira, que Eva trouxe do jardim quando teve de abalar por ter decidido acabar de uma vez com aquele desperdício dos figos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor não gostou que os tivessem comido e disse ao Adão e à Eva que, já que era assim, que fossem comer todos os figos que quisessem mas fora do jardim onde os tinham à mão de semear. Tinham que ir à procura deles numa terra onde os rios se escondessem e fosse preciso caçá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5cDqYF3dI/AAAAAAAAAvQ/19Qpmy-6q94/s1600-h/figo-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214706636526312914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5cDqYF3dI/AAAAAAAAAvQ/19Qpmy-6q94/s400/figo-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sentados no poial, Maria e Luciana ouviam a história de Clarissa, os punhos e os cotovelos escorrendo sumo de melancia comida às talhadas e os olhos muito abertos: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&amp;shy;- E depois...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5b--sghHI/AAAAAAAAAvI/tZvPJZoEHYs/s1600-h/figo-5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214706556081308786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5b--sghHI/AAAAAAAAAvI/tZvPJZoEHYs/s400/figo-5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4481015484805894492?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4481015484805894492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4481015484805894492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/06/figos-depois-da-queda.html' title='Figos depois da queda'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SF5c9RhWiDI/AAAAAAAAAvw/NiM38pD_hZw/s72-c/figo-4.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-6223820815847341966</id><published>2008-06-09T22:15:00.012+01:00</published><updated>2008-06-09T22:47:13.559+01:00</updated><title type='text'>10 de Junho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;PRANTO DE DONA TERESA&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2fQG8bYZI/AAAAAAAAAu4/6jf6mBYFRns/s1600-h/DSCF0277.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209995443028320658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2fQG8bYZI/AAAAAAAAAu4/6jf6mBYFRns/s400/DSCF0277.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo vir dalém branca luz doutro dia. Santa Maria val, que pior do que estar em prisão é do cárcere nos darem a ver a luz do dia! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Que se de escuridão fosse todo o tempo que aqui temos, memória da vida não nos seria consentida, por esquecer que havíamos a luz do sol . Assim esta quadra branca que entra nestas pedras negras faz mais negro o meu vestido, traz aos meus olhos estas mãos apodrecendo como rosas murchas e lentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, minhas mãos presas de cadeias! Ai mesquinha, minhas mãos que já doutras foram tomadas !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2e2V701CI/AAAAAAAAAuw/N9Qk01g_-Bs/s1600-h/Teresa-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209995000375727138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2e2V701CI/AAAAAAAAAuw/N9Qk01g_-Bs/s400/Teresa-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ai, Fernão, que de ti me aparta esta luz que vejo coada sem ter pecado para tal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinhas tu ao meu castelo nas noites em que o luar se levantava nos meus lençóis e o canto do rouxinol anunciava o trote da tua montada... D.Anrique não tomava do meu sono mais cuidado que eu tomava de suas idas a Astorga. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E ele, o que aqui me tem, me teve de aleivosa por teus beijos!&lt;br /&gt;Ah, Fernão, que pouco ele sabe doutras coisas que não sejam lides e poderes! Eu juro, juro que lhe dei com estas mãos que ele amarra outras lições mais doces!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2elU_O50I/AAAAAAAAAuo/dMjd57Lsp0A/s1600-h/Teresa-3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209994708063807298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2elU_O50I/AAAAAAAAAuo/dMjd57Lsp0A/s400/Teresa-3.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A minha mãe me dizia «as carnes do filho se britam em tempo que se britarem as da que as fez».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filho, eu te trouxe a esta luz com que me castigas!&lt;br /&gt;Este seio vazio te deu sangue para verteres com mouros, este sangue seco nos ferros te deu o peito esforçado nas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho, néscio e rude, queres matar a tua carne?&lt;br /&gt;Cuidas tu, Afonso, que levas da vida mor cousa em teres tua a terra de meu pai? Também eu cuidava que tê-la minha era como ter do meu nome a lembrança do que foi antes. Não queria roubar-ta, que após de minha tua seria, mas te digo que esta vida é curta, neste reino longe do Senhor, e noutra teremos mor bem que ora não é logrado. E se para o que inda vive não for toda a honra do que inda é seu, como saberemos nós qual é a hora da morte? E logo que temos os filhos senhores de cavalo montar, logo querem que o cavalo seja o nosso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Afonso, o teu reino será grande, os teus castelos lançarão estandarte por outros mundos fora! Crê no que os meus olhos quase cegos estão vendo, que eles enxergam melhor a tua cegueira.&lt;br /&gt;Terras terão os teus filhos que ora não foram inda inventadas. E o Senhor lhes dará benção de largada e lhes dará missão de alargar.&lt;br /&gt;Por isso que há-de vir, Afonso, os que virão hão-de perdoar o teu orgulho e bendizer a tua ambição. Mas eu, que ora me vou morrendo por elas, as maldigo como é maldito todo o acto de força!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2eb5FKyEI/AAAAAAAAAuY/qbZ_LevGtRU/s1600-h/Teresa-7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209994545953687618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2eb5FKyEI/AAAAAAAAAuY/qbZ_LevGtRU/s400/Teresa-7.jpg" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fernão, meu amado, estou eu falando com ele não sei porquê.&lt;br /&gt;Bem sei eu que inda que aqui estivesse me não escutaria. Mas me parece a mim que lhe falo quando o tinha no regaço e com meus braços o trazia defendido dos males do mundo. E cuido eu, sandia, que o sangue que se me vai dos pulsos ferrados inda é o que o tinha preso a mim!... Esqueço que tal corda a arrancou ele com suas mãos, que mais fortes são que as minhas e nenhuma protecção mais buscam senão no escudo de guerra que lhe deu seu pai.&lt;br /&gt;D.Anrique lhe deu tudo. A terra que meu pai me dera de arras lha deu como se sua fosse, a espada com que ora fere os mouros lha deu Anrique e também o ódio com que os fere. Lhe deu seu pai o cálice da guerra, o cheiro do sangue e o estrondo do ferro nas lides, porque al não tinha para dar.&lt;br /&gt;Não o amei eu. Como poderia, Fernão, amar homem a quem fora dada por feitos de guerra? Bem sonhara meus sonhos de donzela quando Anrique me levou de manhã no seu cavalo e me deixou de manhã deitada em sangue, antes que se fosse à caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que grão pecado fiz eu, Senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2eXmtHioI/AAAAAAAAAuQ/U3Kt0l-nKiM/s1600-h/Teresa-8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209994472301496962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2eXmtHioI/AAAAAAAAAuQ/U3Kt0l-nKiM/s400/Teresa-8.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Ergueu-se o sol, estará chegando a Primavera, oiço cantar cotovias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram-me a água das fontes do castelo de meu pai, que nunca mais verei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malditas águas que te geraram, maldita luz que te mostrei, Afonso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tua lei é de sangue e a tua mão é de força e a tua lembrança mais curta do que te ensinei, eu te maldigo e te digo que como a minha carne quebraste com ferros, tu saberás que a carne do filho é a mesma de sua mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pois com ferro me tens, o ferro te quebrará antes que cumpras teus dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim te maldigo, Afonso, meu filho e meu amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2eDVVHvHI/AAAAAAAAAuA/uMpLuBo_5s8/s1600-h/Teresa-9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209994124040060018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2eDVVHvHI/AAAAAAAAAuA/uMpLuBo_5s8/s400/Teresa-9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-6223820815847341966?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6223820815847341966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6223820815847341966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/06/10-de-junho.html' title='10 de Junho'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SE2fQG8bYZI/AAAAAAAAAu4/6jf6mBYFRns/s72-c/DSCF0277.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1865828656539756557</id><published>2008-06-07T16:06:00.004+01:00</published><updated>2008-06-07T16:18:04.196+01:00</updated><title type='text'>Esperar agarrada ao chão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqlV_-QEZI/AAAAAAAAAt4/15MF4wo4FSs/s1600-h/DSCF3516.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209157716375769490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqlV_-QEZI/AAAAAAAAAt4/15MF4wo4FSs/s400/DSCF3516.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Muito alto para subir...&lt;br /&gt;Firmo-me nas raízes tenras e deito os olhos lá para cima.&lt;br /&gt;Que bem me ficavam as folhas lá no alto, onde dá o vento ao fim da tarde!&lt;br /&gt;Levanto os ramos, à espera do sol.&lt;br /&gt;Não pode demorar, que eu já fiz a minha parte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqlF3WOxiI/AAAAAAAAAtw/KBtgolx7-7U/s1600-h/DSCF3518.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209157439182521890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqlF3WOxiI/AAAAAAAAAtw/KBtgolx7-7U/s400/DSCF3518.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Um dedo aqui, outro ali.&lt;br /&gt;Já se respira melhor.&lt;br /&gt;Estica-se o olhar ao longe.&lt;br /&gt;Parece mais fácil chegar.&lt;br /&gt;Pé ante pé, lanço as pernas pelo mapa dos muros.&lt;br /&gt;Apetece tirar as raízes da terra e atirá-las para cima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqkvOXn9EI/AAAAAAAAAto/Jmk14aAn0LM/s1600-h/DSCF3519.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209157050225390658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqkvOXn9EI/AAAAAAAAAto/Jmk14aAn0LM/s400/DSCF3519.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Talvez consiga voar...&lt;br /&gt;Ou talvez passe um corvo feio e me leve para fazer o ninho!&lt;br /&gt;É melhor ficar agarrada ao chão.&lt;br /&gt;Ah, lá está! O meu lugarzinho ao sol!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqkefqDVEI/AAAAAAAAAtg/MnPnEho2a80/s1600-h/DSCF3517.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209156762808308802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqkefqDVEI/AAAAAAAAAtg/MnPnEho2a80/s400/DSCF3517.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1865828656539756557?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1865828656539756557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1865828656539756557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/06/esperar-agarrada-ao-cho.html' title='Esperar agarrada ao chão'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SEqlV_-QEZI/AAAAAAAAAt4/15MF4wo4FSs/s72-c/DSCF3516.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1134121288658354510</id><published>2008-05-23T23:11:00.010+01:00</published><updated>2008-05-23T23:29:40.605+01:00</updated><title type='text'>A boneca</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBmpALmQI/AAAAAAAAAtY/y44z79nhO3A/s1600-h/7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203700026547345666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBmpALmQI/AAAAAAAAAtY/y44z79nhO3A/s400/7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só quando ouviu a porta fechar-se se deixou escorregar pela parede. Como uma mão que ampara, foi ela que a depositou devagar no chão, onde se sentou de pernas encolhidas. Gostaria de chorar para molhar as mãos mas tudo o que tinha dentro parecia estar cosido com linha e agulha, em pesponto apertado. Um zumbido nos ouvidos fazia-a sentir-se muito distante. Talvez fosse aquilo que sentiam os doentes em coma. Uma morte no corpo em estado de aguda consciência. As ideias corriam-lhe com toda a clareza mas o corpo não lhe obedecia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBipALmPI/AAAAAAAAAtQ/nasku6pseaA/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203699957827868914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBipALmPI/AAAAAAAAAtQ/nasku6pseaA/s400/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na parede em frente, cortada a meio por um raio de sol de fim de tarde que entrava por uma nesga de janela, viu-se como num filme de película amarelada. Era lá pelos seus 6 anos. A sua melhor amiga, com quem passeava de mão dada e com quem partilhava todos os chocolates e desgostos, num acesso de fúria arrebatava-lhe das mãos a boneca e arrancava-lhe os cabelos violentamente. Ficara assim, encostada à parede, paralisada pela surpresa e incapaz de se defender por não esperar nenhum ataque de alguém com quem sujava os dedos na mesma bola de Berlim. Durante o resto do dia mantivera-se hirta na carteira que partilhavam na sala de aula, com receio que a ponta da bata da outra lhe tocasse. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBepALmOI/AAAAAAAAAtI/Qn-Bm4Ug7GY/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203699889108392162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBepALmOI/AAAAAAAAAtI/Qn-Bm4Ug7GY/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não se queixara à professora e dissera à mãe que tinha ela própria estragado a boneca. Ficara três dias de castigo mas mantivera-se firme. Não queria admitir que se enganara ao entregar à Nani todo o seu afecto. Preferia levantar a cabeça orgulhosamente. E não queria ouvir «Não sabes escolher as companhias!» porque a mãe e o pai davam muita importância a essa coisa das companhias. Ela percebia que o assunto tinha regras mas ainda não tinha percebido quais eram e sentia que esperavam dela uma competência inata para escolher companhias. Competência que ela pelo visto não tinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBapALmNI/AAAAAAAAAtA/c1IDRk-E7dE/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203699820388915410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBapALmNI/AAAAAAAAAtA/c1IDRk-E7dE/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a culpa do que a Nani fizera à boneca fosse, de facto, um pouco sua. A mãe dizia-lhe que não levasse as bonecas para a escola para não se estragarem. Naquela época as bonecas guardavam-se em cima do guarda-fatos e havia algumas com que só se podia brincar em dias especiais. Para não se estragarem. Mas ela insistira em trazer uma das bonecas e agora a pobrezinha tinha o aspecto bizarro de um senhor careca com bochechas rosadas. Culpa sua, sem dúvida. E porque se lembrara de contrariar a Nani nessa manhã? Porque cedera à tentação de ir brincar com as irmãs Mendonça em vez de ficar com a Nani como de costume? As duas irmãs eram populares entre as meninas da escola. Além de bonitas, vinham de um mundo diferente. A mãe deixava-as fazer muitas coisas que as outras mães não deixavam, podiam sujar-se, diziam algumas palavras de calão, não tinham horas certas para almoçar nem para jantar e às vezes faltavam muitos dias seguidos à escola. Os pais tinham uma pequena companhia de teatro, com a qual viajavam pela província. A Marta e a Sofia sabiam histórias divertidas e convidavam algumas das meninas para representarem com elas os papéis de algumas personagens dos teatrinhos que improvisavam no recreio. Ela sempre quisera ser convidada para aquela brincadeira fascinante e nessa manhã tinham-na chamado para fazer de Bela na história da Bela e o Monstro. E ela fora logo, sem pensar na Nani. Sim, a culpa tinha sido sua. Podia ter feito as coisas de outra maneira, podia ter disfarçado a felicidade no fim do recreio, pelo menos ao pé da Nani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBXJALmMI/AAAAAAAAAs4/QdFH-2CB40M/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203699760259373250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBXJALmMI/AAAAAAAAAs4/QdFH-2CB40M/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou levantar-se. As pernas continuavam a não lhe obedecer. Olhou os pulsos vermelhos e marcados. Aquelas mãos em que se entregara para ser afagada!... O barço que ele lhe torcera atrás das costas doía-lhe muito. Experimentou mexê-lo. Não estava partido. Mas doía-lhe como se estivesse. Os gritos dele formavam ainda uma onda sonora presente, que a atordoava. Queria pedir-lhe que se calasse, tapara os ouvidos para não o ouvir mas isso só o irritara ainda mais. Não sabia o que fazer para não o irritar. A culpa fora sua. Fechou os olhos. As primeiras lágrimas começaram a correr. Se a mãe soubesse olharia para ela com um ar cansado e diria, entre dois suspiros: «Continuas a não saber escolher as companhias!...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBSJALmLI/AAAAAAAAAsw/titFgN6ZI0o/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203699674360027314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBSJALmLI/AAAAAAAAAsw/titFgN6ZI0o/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBN5ALmKI/AAAAAAAAAso/TanPKPm5Pfk/s1600-h/1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203699601345583266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBN5ALmKI/AAAAAAAAAso/TanPKPm5Pfk/s400/1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Há alguns dias, o bastonário da Ordem dos Advogados defendeu publicamente que a violência doméstica deve deixar de ser um crime público. Disse que existe na actual lei "uma espécie de feminismo impertinente" e que, depois de agredida, a mulher deve poder escolher livremente se quer ou não apresentar queixa. Disse ainda que as mulheres que apresentam queixa normalmente querem vingança e não justiça.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quem deu a este senhor o direito de dizer estas coisas em público? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E o que pensam as advogadas que ajudaram a elegê-lo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1134121288658354510?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1134121288658354510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1134121288658354510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/05/boneca.html' title='A boneca'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SDdBmpALmQI/AAAAAAAAAtY/y44z79nhO3A/s72-c/7.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-827584054116988087</id><published>2008-05-16T22:13:00.008+01:00</published><updated>2008-05-17T10:07:39.463+01:00</updated><title type='text'>X Files</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC36DpSv_UI/AAAAAAAAAsg/CyVC3LnA3FE/s1600-h/Foto0030.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201088085213838658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC36DpSv_UI/AAAAAAAAAsg/CyVC3LnA3FE/s400/Foto0030.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enfim, o regresso! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pousaram-me hoje, às primeiras horas da manhã, ainda o sol não tinha nascido. Viajámos durante a noite e por isso não pude apreciar a paisagem durante o caminho. Estava escuro e aproveitei para dormitar mais um pouco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC358pSv_TI/AAAAAAAAAsY/YJVQgvc4tGc/s1600-h/Foto0024..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201087964954754354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC358pSv_TI/AAAAAAAAAsY/YJVQgvc4tGc/s400/Foto0024..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estava bastante cansada da estadia prolongada em terras estranhas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mal eu sabia, quando empurrei o gato para o lado e me instalei confortavelmente sobre as páginas do livro para descansar um bocadinho, o que me esperava. Em poucos minutos, a luz verde do candeeiro foi aumentando de tamanho. Julguei que já estava a sonhar. Mas não. Senti-me logo a seguir elevada no ar como se estivesse a ser puxada por um aspirador gigante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC35z5Sv_SI/AAAAAAAAAsQ/Rh3wyhtVX_Q/s1600-h/Foto0022B.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201087814630898978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC35z5Sv_SI/AAAAAAAAAsQ/Rh3wyhtVX_Q/s400/Foto0022B.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá do outro lado, as coisas não eram muito diferentes. Talvez no tom mas não na essência. Passámos umas semanas agradáveis. Fiz bons amigos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá não é proibido fumar em locais nenhuns e já resolveram o problema do cancro do pulmão. Toma-se umas pílulas cor-de-laranja todos os dias e resolvem-se vários problemas de uma vez: eliminam toxinas, cancros, excesso de açúcar no sangue e baixam a tensão arterial. E sabem a tangerina.&lt;br /&gt;Estão a desenvolver rapidamente o sistema de teletransporte, apesar de enfrentarem alguns problemas com os funcionários das agências de viagens, que têm feito manifestações de protesto e ameaçam emigrar massivamente para cá, diminuindo drasticamente o número de contribuintes fiscais. Ainda não encontraram uma alternativa eficaz ao fisco. Mas têm desenvolvido estudos nesse sentido. Queriam saber como é que por cá tratávamos do assunto e ficaram muito desiludidos com o que lhes contei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC35aZSv_QI/AAAAAAAAAsA/mM9AdhavKTw/s1600-h/Foto0027..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201087376544234754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC35aZSv_QI/AAAAAAAAAsA/mM9AdhavKTw/s400/Foto0027..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram-me pelo Aldous. Primeiro não os percebi mas depois explicaram-me que o levaram lá de visita aqui há uns bons anos mas que não tinham gostado muito dele. «O Huxley?», perguntei. «Esse mesmo !», responderam. Parece que era muito indiscreto e queria saber tudo o que eles planeavam para o futuro, mesmo os planos mais secretos. Então resolveram divertir-se um pouco e contaram-lhe umas tretas sobre produzir populações fabris em série dentro de provetas, com umas gotinhas de álcool para não serem demasiado inteligentes. Parece que o Aldous acreditou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não gostei do clima. É muito cinzento e a mim faz-me falta o sol. As esplanadas não têm graça nenhuma e os pedidos fazem-se num terminal de computador que existe em cada mesa. Convidei-os logo para virem uma noite destas aos fados de Alfama e ficaram entusiasmados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Expliquei-lhes que os pastéis de bacalhau com arroz de feijão temperados com tinto da casa são muito melhores do que os filetes de fitorrinomanso com salada de alvéolos acidificados que por lá servem. Mas o tokie que eles bebem é muito bom, isso vos garanto. Não quis perguntar de que é feito para não parecer mal educada mas pareceu-me uma coisa de alta qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, estou cansada. Foram dias muito cheios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a sensação de como é bom, apesar de tudo, o regresso ao lar e às coisas familiares, fiquei a acenar-lhes enquanto os via teletransportarem-se para longe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Despediram-se prometendo que andarão por aí.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC35OZSv_PI/AAAAAAAAAr4/LbhNBB5ni_g/s1600-h/Foto0039.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201087170385804530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC35OZSv_PI/AAAAAAAAAr4/LbhNBB5ni_g/s400/Foto0039.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-827584054116988087?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/827584054116988087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/827584054116988087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/05/x-files.html' title='X Files'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SC36DpSv_UI/AAAAAAAAAsg/CyVC3LnA3FE/s72-c/Foto0030.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3328194629805308948</id><published>2008-04-26T22:42:00.012+01:00</published><updated>2008-04-26T22:49:01.411+01:00</updated><title type='text'>Work hard</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiwax0DFI/AAAAAAAAArw/JwbJvhAx7JY/s1600-h/10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193673747993988178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiwax0DFI/AAAAAAAAArw/JwbJvhAx7JY/s400/10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOipax0DEI/AAAAAAAAAro/aIXx23L194Y/s1600-h/9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193673627734903874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOipax0DEI/AAAAAAAAAro/aIXx23L194Y/s400/9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOieqx0DDI/AAAAAAAAArg/A8gbQnBukAs/s1600-h/8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193673443051310130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOieqx0DDI/AAAAAAAAArg/A8gbQnBukAs/s400/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193673339972095010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiYqx0DCI/AAAAAAAAArY/lH04VHhiYvk/s400/7.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiTKx0DBI/AAAAAAAAArQ/ixZ9r9ae-k8/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193673245482814482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiTKx0DBI/AAAAAAAAArQ/ixZ9r9ae-k8/s400/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiNax0DAI/AAAAAAAAArI/L5eSsySA0lI/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193673146698566658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiNax0DAI/AAAAAAAAArI/L5eSsySA0lI/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiHKx0C_I/AAAAAAAAArA/UplNSxi0Nf4/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193673039324384242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiHKx0C_I/AAAAAAAAArA/UplNSxi0Nf4/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiAqx0C-I/AAAAAAAAAq4/bTdKVqA8iPw/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193672927655234530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiAqx0C-I/AAAAAAAAAq4/bTdKVqA8iPw/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOh66x0C9I/AAAAAAAAAqw/SliVKT57UDo/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193672828870986706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOh66x0C9I/AAAAAAAAAqw/SliVKT57UDo/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOh06x0C8I/AAAAAAAAAqo/S8653gaC_UQ/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193672725791771586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOh06x0C8I/AAAAAAAAAqo/S8653gaC_UQ/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3328194629805308948?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3328194629805308948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3328194629805308948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/04/work-hard.html' title='Work hard'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SBOiwax0DFI/AAAAAAAAArw/JwbJvhAx7JY/s72-c/10.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-8521052415052011076</id><published>2008-04-18T22:46:00.007+01:00</published><updated>2008-04-19T09:50:33.277+01:00</updated><title type='text'>Águas mil</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Chuva insidiosa. Dobra nas calças. Ilha vermelha.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkYQouuwuI/AAAAAAAAAqg/d8jHRGmlWi8/s1600-h/CHUVA-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190706719611601634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkYQouuwuI/AAAAAAAAAqg/d8jHRGmlWi8/s400/CHUVA-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;À espera. Surgirá um cavaleiro escocês de entre a bruma, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;montado no cavalo branco de D.Sebastião?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Quem me dera um sopro. Directamente no fogo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ver iluminarem-se frágeis labirintos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkYC4uuwtI/AAAAAAAAAqY/unPcthgG0Ls/s1600-h/Rosa+pristina-1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190706483388400338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkYC4uuwtI/AAAAAAAAAqY/unPcthgG0Ls/s400/Rosa+pristina-1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Talvez se possa sonhar com sóis perfeitos e redondos como planetas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Com árvores a nascerem-lhes no pólo norte.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkX0ouuwsI/AAAAAAAAAqQ/QNTnM_a7BCc/s1600-h/Ana+Balboa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190706238575264450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkX0ouuwsI/AAAAAAAAAqQ/QNTnM_a7BCc/s400/Ana+Balboa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ou planetas brilhantes como estrelas, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;onde o sol se põe a todas as horas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkXQYuuwrI/AAAAAAAAAqI/nTmwIVnK3n0/s1600-h/principezinho.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190705615805006514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkXQYuuwrI/AAAAAAAAAqI/nTmwIVnK3n0/s400/principezinho.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Será? Não... São é horas de ir para casa... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkXCIuuwqI/AAAAAAAAAqA/KCYti6zUEcg/s1600-h/chuva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190705370991870626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkXCIuuwqI/AAAAAAAAAqA/KCYti6zUEcg/s400/chuva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-8521052415052011076?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8521052415052011076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8521052415052011076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/04/guas-mil.html' title='Águas mil'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SAkYQouuwuI/AAAAAAAAAqg/d8jHRGmlWi8/s72-c/CHUVA-2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-787252116321088329</id><published>2008-04-07T22:40:00.010+01:00</published><updated>2008-04-07T22:50:45.283+01:00</updated><title type='text'>O nome das margaridas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVtf3wWwI/AAAAAAAAApw/jNG1yvvm9Yg/s1600-h/10.JPG"&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186622529752554242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVtf3wWwI/AAAAAAAAApw/jNG1yvvm9Yg/s400/10.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mudar de nome teve sempre um evidente poder de sedução. Pode-se mudar também de personalidade, recriar aquilo que parecia irreversivelmente criado ou adequar o nome à verdadeira personalidade, quando se pensa que aquele que escolheram por nós não exprime realmente aquilo que somos. A mudança de nome supõe que acreditamos na existência de uma ligação forte entre aquilo que somos e o nome que usamos. Se o mudamos, era porque não nos servia e achamos que sabemos quem somos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVm_3wWvI/AAAAAAAAApo/Mr6cODSoIVY/s1600-h/9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186622418083404530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVm_3wWvI/AAAAAAAAApo/Mr6cODSoIVY/s400/9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Margarida tinha todas as razões para ser feliz. Menina de nobres famílias, educada com esmero e dotada de invejável beleza. Foi-lhe escolhido um noivo a condizer e marcado o casamento. Margarida dispôs-se a casar como todas as meninas da sua idade e condição. Não havia muitas alternativas. Era o casamento ou o convento. As bodas foram preparadas com o fausto adequado à nobreza das famílias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVg_3wWuI/AAAAAAAAApg/XkqVxHYs4FM/s1600-h/8.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186622315004189410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVg_3wWuI/AAAAAAAAApg/XkqVxHYs4FM/s400/8.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Passa-se isto no séc.III e, nessa época de final da Antiguidade, os costumes eram um pouco bizarros. Erguia-se um enorme leito nupcial, profusamente engalanado e devidamente encortinado, no local da boda e os convidados festejavam alegremente a perda da virgindade da noiva, depois de terem conduzido os noivos ao leito e de os terem deixado lá dentro a sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVXP3wWtI/AAAAAAAAApY/QB5OUA97NYU/s1600-h/7.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186622147500464850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVXP3wWtI/AAAAAAAAApY/QB5OUA97NYU/s400/7.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assim foi feito com a Margarida. Bela e enfeitada, foi conduzida com o noivo ao tálamo nupcial. Mas aí parece que resolveu decidir ela a sua vida: fugiu antes que houvesse consumação. Percebendo que seria perseguida pelas duas famílias e obrigada a cumprir as suas obrigações de esposa, pensou num modo de encontrar a paz vivendo sem ser forçada a fazer o que não queria. Por isso, cortou o cabelo, vestiu-se de homem e foi procurar um mosteiro de monges onde pediu acolhimento. O nome que deu foi Pelágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVQf3wWsI/AAAAAAAAApQ/1OOzQd7ntxE/s1600-h/6.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186622031536347842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVQf3wWsI/AAAAAAAAApQ/1OOzQd7ntxE/s400/6.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, tornou-se o melhor e mais virtuoso monge do mosteiro e tantas qualidades suas foram apreciadas que foi eleito abade. Perto havia um outro mosteiro, feminino, que estava também sob a sua gestão e responsabilidade. Um dia, uma das monjas desse mosteiro apareceu grávida e, com medo de confessar que tinha pecado com um qualquer, disse que tinha sido forçada pelo abade Pelágio, pai do seu filho. Pelágio caíu em desgraça. Foi expulso do mosteiro e condenado a fazer penitência pelo resto da vida numa caverna das montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVJ_3wWrI/AAAAAAAAApI/BzmYZ00BNE0/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186621919867198130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVJ_3wWrI/AAAAAAAAApI/BzmYZ00BNE0/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; Uma vez por mês, um dos monges trazia-lhe um pão. Não protestou a sua inocência. Viveu aqueles anos em busca de outras dimensões, mais profundas, da existência. Quando pressentiu que morreria em breve, escreveu um bilhete onde pedia que o seu corpo não fosse lavado nem vestido por mãos masculinas e sim femininas. Quando o monge que o visitava o encontrou morto e viu o bilhete, transportou-o para o mosteiro das monjas e, depois de despido, Pelágio revelou-se Margarida, causando grande admiração pela capacidade de sofrer heroicamente tanta injustiça.&lt;br /&gt;Escusado será dizer que a Margarida passou a ser venerada como santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVDf3wWqI/AAAAAAAAApA/XJyvf6Rfz8Y/s1600-h/4.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186621808198048418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVDf3wWqI/AAAAAAAAApA/XJyvf6Rfz8Y/s400/4.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma história de nomes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A margarida (= pérola) mundana, bela e rica, não se reconheceu no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, ao procurar uma dimensão mais profunda de si, encontrou na solidão o lugar (pelágia = do pélago = da profundeza do mar)  onde as verdadeiras pérolas se colhem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186621662169160338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qU6_3wWpI/AAAAAAAAAo4/8kl8zrNXinE/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qU1P3wWoI/AAAAAAAAAow/zkMd6fdYJ6I/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186621563384912514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qU1P3wWoI/AAAAAAAAAow/zkMd6fdYJ6I/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-787252116321088329?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/787252116321088329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/787252116321088329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/04/o-nome-das-margaridas.html' title='O nome das margaridas'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R_qVtf3wWwI/AAAAAAAAApw/jNG1yvvm9Yg/s72-c/10.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-7839093449855096659</id><published>2008-03-28T20:52:00.009Z</published><updated>2008-03-28T21:07:28.114Z</updated><title type='text'>A TORRE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1cGf3wWnI/AAAAAAAAAoo/z6ekqdH-49U/s1600-h/contar+histÃ³rias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182900012877634162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1cGf3wWnI/AAAAAAAAAoo/z6ekqdH-49U/s400/contar+hist%C3%B3rias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Houve tempos em que as histórias se contavam para proveito e exemplo dos que as ouviam. E havia uma que ensinava aos jovens mancebos como deviam precaver-se das mulheres, seres de desconfiar porque há nelas uma maneira de lhes atalhar o raciocínio que os deixa sempre sem palavras. E reza assim&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Era uma vez um rapaz que queria casar. E como era jovem prudente e avisado, antes que casasse, foi pedir conselhos a um velho sábio. E o velho disse-lhe: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;- Cautela, meu filho, com as mulheres! Farás assim: manda construir uma torre mui alta e estreita e só com uma fresta por onde entre a luz e só uma porta de que guardarás sempre a chave. E, logo que cases, fecha a tua mulher dentro dela e não a deixes sair nem convides nunca visitas para a tua mesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1b-_3wWmI/AAAAAAAAAog/JqNMlIIu2_g/s1600-h/Torre-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182899884028615266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1b-_3wWmI/AAAAAAAAAog/JqNMlIIu2_g/s400/Torre-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;O rapaz assim fez. A mulher, logo que viu o sítio onde ia morar e o viu sair de manhã e levar a chave que trancava a porta, encostou um banquinho à parede e assomou à fresta. E, quando o marido não estava, passava todo o seu tempo na fresta, a ver quem passeava na rua. E ali viu passar um mancebo mui formoso que se pagou do seu bom parecer e todos os dias conversavam naquela fresta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1bu_3wWlI/AAAAAAAAAoY/vUck_M0qsP4/s1600-h/JANELA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182899609150708306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1bu_3wWlI/AAAAAAAAAoY/vUck_M0qsP4/s400/JANELA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1bqP3wWkI/AAAAAAAAAoQ/9QjfbN69xFg/s1600-h/JANELA-2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;A mulher começou a pensar como conseguiria chegar à chave e, vindo o marido à noite, ela tratava-o mui bem e dava-lhe comida salgada e muito vinho sem restrição. E, logo que ele caía de sono, ela tirava-lhe a chave e saía da torre a ver o seu amigo. O marido, que era prudente e avisado, começou a estranhar o bom trato da mulher e o vinho que ela lhe dava e um dia fingiu que bebia mas deitava fora o vinho e fingiu que adormecia e deixou-a tirar-lhe a chave. E logo que ela saíu, ele trancou a porta por dentro e pôs-se na fresta à espera dela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1bkP3wWjI/AAAAAAAAAoI/zq4P0UfUdq0/s1600-h/chave.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182899424467114546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1bkP3wWjI/AAAAAAAAAoI/zq4P0UfUdq0/s400/chave.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Quando ela voltou e quis entrar e deu com a porta trancada, ele gritou-lhe da fresta: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;- Ó má mulher! Nem fechada numa torre tu deixaste de achar modo de fazeres teus enganos? Ficarás aí fora e, quando for manhã, mandarei chamar os teus parentes e lhes direi que má mulher tu és e como saíste de noite a pecar com um qualquer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Percebendo ela que dali lhe poderia vir a morte, correu para junto de um poço que estava perto e disse-lhe: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Antes que isso faças, eu me atirarei neste poço e tu darás conta da minha morte aos meus parentes! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agarrou numa grande pedra e atirou-a para dentro do poço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1a9_3wWiI/AAAAAAAAAoA/Me47loDTBs8/s1600-h/poÃ§o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182898767337118242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1a9_3wWiI/AAAAAAAAAoA/Me47loDTBs8/s400/po%C3%A7o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;O marido, que não via nada porque estava escuro mas ouviu o barulho da queda, com medo de ser responsabilizado pela morte da mulher saíu da torre a correr para a salvar. Assim que ela viu a porta aberta, correu para dentro da torre, trancou a porta por dentro, subiu para a fresta e gritou-lhe:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;- Ó mau marido! Amanhã mandarei chamar os meus parentes e vou mostrar-lhes como tu passaste a noite fora, como fazes sempre, a dormir com as más mulheres, e me deixas aqui sozinha nesta torre. E eles te acusarão e me levarão de volta para a minha casa!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1a0_3wWhI/AAAAAAAAAn4/rfWBAwKW08E/s1600-h/rir-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182898612718295570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1a0_3wWhI/AAAAAAAAAn4/rfWBAwKW08E/s400/rir-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Moral da história&lt;/strong&gt;: Se te vires numa torre de pedra, procura outra para atirares a um poço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-7839093449855096659?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7839093449855096659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7839093449855096659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/03/torre.html' title='A TORRE'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-1cGf3wWnI/AAAAAAAAAoo/z6ekqdH-49U/s72-c/contar+hist%C3%B3rias.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-6710231894569526921</id><published>2008-03-20T19:09:00.006Z</published><updated>2008-03-20T19:22:17.385Z</updated><title type='text'>Passagens</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#33ccff;"&gt;&lt;strong&gt;Está na hora. Passaram as luas necessárias.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K3Of3wWgI/AAAAAAAAAnw/ZdjJ14oVP3I/s1600-h/9.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903981130897922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K3Of3wWgI/AAAAAAAAAnw/ZdjJ14oVP3I/s400/9.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt; &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Chegaram as coisas efémeras&lt;br /&gt;mas de eterna beleza no instante  em que as olhamos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K3Hv3wWfI/AAAAAAAAAno/NPzTp2mqmwQ/s1600-h/8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903865166780914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K3Hv3wWfI/AAAAAAAAAno/NPzTp2mqmwQ/s400/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt; Já espreitam os frutos da intensa inevitabilidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K3CP3wWeI/AAAAAAAAAng/3kqJG0_I9Ko/s1600-h/7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903770677500386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K3CP3wWeI/AAAAAAAAAng/3kqJG0_I9Ko/s400/7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Soa-nos  o vento a desvanecer o verde pino &lt;br /&gt;que um rei cantou (Ai, frores...).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K27P3wWdI/AAAAAAAAAnY/brrkEzQxyts/s1600-h/6.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903650418416082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K27P3wWdI/AAAAAAAAAnY/brrkEzQxyts/s400/6.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;strong&gt;Pomos os óculos escuros&lt;br /&gt;porque as cores são intensas e brilhantes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2yv3wWcI/AAAAAAAAAnQ/V7kUR_DnXTI/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903504389528002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2yv3wWcI/AAAAAAAAAnQ/V7kUR_DnXTI/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Mandamos caiar de novo os muros.&lt;br /&gt;Ou plantar de novo as paredes?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2sf3wWbI/AAAAAAAAAnI/THaOApBCQlo/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903397015345586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2sf3wWbI/AAAAAAAAAnI/THaOApBCQlo/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Sentamo-nos e estendemos a mão,&lt;br /&gt;os cálices  estão postos e oferecidos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2l_3wWaI/AAAAAAAAAnA/U8gxGEJoJ9c/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903285346195874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2l_3wWaI/AAAAAAAAAnA/U8gxGEJoJ9c/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Se &lt;span style="color:#33ffff;"&gt;olharmos&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;para&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt; trás,&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;vemo&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;-la.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2ev3wWZI/AAAAAAAAAm4/X_53gDlrGXQ/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903160792144274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2ev3wWZI/AAAAAAAAAm4/X_53gDlrGXQ/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt; Juntamo-nos ao cortejo. &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;É ela.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;A Primavera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2Yv3wWYI/AAAAAAAAAmw/PtNs3jCutfc/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179903057712929154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K2Yv3wWYI/AAAAAAAAAmw/PtNs3jCutfc/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-6710231894569526921?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6710231894569526921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6710231894569526921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/03/passagens.html' title='Passagens'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R-K3Of3wWgI/AAAAAAAAAnw/ZdjJ14oVP3I/s72-c/9.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-5147248515858205966</id><published>2008-03-15T19:50:00.011Z</published><updated>2008-03-15T20:07:57.416Z</updated><title type='text'>A peregrina</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wqoz02hLI/AAAAAAAAAmo/g5eRVE-jBAQ/s1600-h/9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178060552164246706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wqoz02hLI/AAAAAAAAAmo/g5eRVE-jBAQ/s400/9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chamava-se Maria Martins. As crónicas que dela falam não a adornam com pais ilustres nem fortunas de berço. Falam de uma vida solta pelo mundo, ao sabor das inspirações. Gostava de viajar. Podemos imaginá-la soldadeira, companheira de jogral, de corte em corte pousando nas estalagens, o adufe na albarda da égua, as castanholas à distância de uma mão.&lt;br /&gt;Um dia viu-se numa aflição (que muitas passava quem vivia neste modo jograleiro) e fez uma promessa: saindo salva do aperto, iria à Terra Santa, que era a peregrinação maior e mais importante que um cristão podia fazer. Salvou-se.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wqaz02hKI/AAAAAAAAAmg/ZuuybTHMeWI/s1600-h/8.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178060311646078114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wqaz02hKI/AAAAAAAAAmg/ZuuybTHMeWI/s400/8.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Um dia cansou-se da vida que levava. Há idades que fazem pensar no futuro e vidas que não deixam criar laços nem afectos seguros. Pensou em procurar um refúgio e uma irmandade com quem vivesse de mão dada. Decidiu fazer-se monja. Escolheu o mosteiro do Lorvão, que era mosteiro misterioso pela sua antiguidade envolta em lendas e incertezas, construído no alto de uma montanha por onde se sobe entre densa e silenciosa floresta. Mais de um dia de caminhada serra acima, como se trepasse ao céu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wqNT02hJI/AAAAAAAAAmY/-f7b1OwZnQ4/s1600-h/7.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178060079717844114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wqNT02hJI/AAAAAAAAAmY/-f7b1OwZnQ4/s400/7.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há pouco tempo tomara conta do mosteiro, Teresa, filha del-rei D. Sancho e mulher de Afonso IX de Leão (bela história a dela também, para um dia ser contada!), que a acolheu de braços calorosos. Maria encontrou o que procurara e foi vivendo feliz entre as monjas pelos anos fora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wp7T02hII/AAAAAAAAAmQ/RKt_r4nhGT0/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178059770480198786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wp7T02hII/AAAAAAAAAmQ/RKt_r4nhGT0/s400/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;Com o avançar da idade, Maria lembrou-se do voto que tinha feito em momento aflito e que nunca cumprira. Não podia morrer com esta falta! Confessou-a ao padre e dispunha-se a partir para os Santos Lugares, a pagar a dívida que contraíra. O padre não a encorajou. Uma viagem daquelas era coisa para demorar um ano, padecendo muitas dificuldades e perigos pelo caminho. Para as mulheres, pobres e simples como ela, que não podia viajar com grande comitiva de damas e cavaleiros protectores, como faziam as endinheiradas, a viagem podia ser fatal. Havia os salteadores de estrada, havia os turcos, havia os violadores de mulheres... Não, não era aconselhável!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wpvj02hHI/AAAAAAAAAmI/30nHbdTW0HY/s1600-h/5.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178059568616735858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wpvj02hHI/AAAAAAAAAmI/30nHbdTW0HY/s400/5.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pendente a dívida, resolveu-se o problema com a comutação da penitência numa outra equivalente: durante o ano que duraria a viagem, Maria peregrinaria em volta do mosteiro. Assim foi. Preparou-se para a viagem. Despediu-se comovida das irmãs, que lhe fizeram um farnel para os primeiros dias. Pôs-se ao caminho, sempre em círculo, em volta do mosteiro.&lt;br /&gt;Durante um ano cumpriu a viagem. Não falava com as outras porque estava sozinha a caminho de Jerusalém. Elas também não falavam com ela porque ela estava ausente. Às horas devidas, deixavam-lhe no caminho as refeições, que ela comia em silêncio. Quando caía a noite, procurava um lugar ao relento onde se encostava para dormir. Na manhã seguinte, retomava o caminho, sempre em círculo, em volta do mosteiro. Assim se cumpria o ano, com o cansaço que normalmente têm os peregrinos que fazem grandes viagens a pé.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wpgj02hGI/AAAAAAAAAmA/CoIOkJT-xcg/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178059310918698082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wpgj02hGI/AAAAAAAAAmA/CoIOkJT-xcg/s400/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Aproximando-se a data da sua chegada, prepararam as irmãs o mosteiro para a receber. Abraçaram-na à chegada, com grandes festejos e lágrimas de saudade. Também ela ficou feliz por revê-las e lhes falar. Depois da festa, deitou-se um pouco na sua cama, a descansar. Foram encontrá-la com um sorriso nos lábios. Compreenderam que tinha morrido feliz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wpJj02hFI/AAAAAAAAAl4/lsZLn4cDJXE/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178058915781706834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wpJj02hFI/AAAAAAAAAl4/lsZLn4cDJXE/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As exéquias foram de grande tristeza. Agora, sim, partia de vez Maria, a peregrina. Acabados os últimos cânticos, depostas sobre o túmulo as últimas flores, iam as irmãs recolher-se quando tocou o sino do portão do mosteiro. A irmã porteira foi assomar. Viu à porta um velho de longas barbas e chapéu de abas largas. A capa estava desbotada e suja de muita poeira do caminho. Encostava-se a um bordão e trazia uma pequena cabaça de água como usam os viajantes. Espantada pela presença de tal figura à porta de um mosteiro sem homens, em lugar que não era de passagem para nenhum  caminho, a irmã porteira mandou chamar a abadessa. A que vinha?, perguntou-lhe. Visitar o túmulo de Maria Martins, disse o velho. Espantou-se a abadessa: e como sabia que ela tinha morrido se ainda agora a tinham acabado de enterrar ? Sabia que assim havia de ser, disse ele. E de onde a conhecia, à irmã Maria Martins, que há tantos anos ali entrara naquele mosteiro e nunca mais saira? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wo6j02hEI/AAAAAAAAAlw/77ah8NeEEJ4/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178058658083669058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wo6j02hEI/AAAAAAAAAlw/77ah8NeEEJ4/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;- Não dizes a verdade, madre – disse o velho – porque bem sabes que ela veio há pouco de Jerusalém e eu conheci-a no caminho e com ela viajei durante um ano e os dois juntos visitámos os Santos Lugares e regressámos pelo mesmo caminho. E disse-me ela que havia de vir aqui despedir-se das irmãs e que nos havíamos de encontrar de novo se eu a viesse procurar onde ela havia de estar à minha espera. E cá estou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wooT02hDI/AAAAAAAAAlo/XhBXfZSsx1w/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178058344551056434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wooT02hDI/AAAAAAAAAlo/XhBXfZSsx1w/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-5147248515858205966?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5147248515858205966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/5147248515858205966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/03/peregrina.html' title='A peregrina'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9wqoz02hLI/AAAAAAAAAmo/g5eRVE-jBAQ/s72-c/9.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-2789951461475373729</id><published>2008-03-07T22:16:00.010Z</published><updated>2008-03-08T13:07:21.847Z</updated><title type='text'>Isabel dos alemães no coração dos portugueses</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9HAkT02hCI/AAAAAAAAAlg/UHr8fT1qheU/s1600-h/8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175129176855184418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9HAkT02hCI/AAAAAAAAAlg/UHr8fT1qheU/s400/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mal despontava o séc.XIII quando a Isabel nasceu, em terra dos magiares, filha do rei da Hungria. Preparava-se então cedo o futuro das meninas e ao rei André pareceu bem reforçar os laços do seu pequeno reino com os poderosos senhores germânicos, por isso tratou logo de acordar o casamento da menina princesa com o herdeiro da Turíngia (Alemanha). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9HAXz02hBI/AAAAAAAAAlY/Nhgu7I8mMa0/s1600-h/7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175128962106819602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9HAXz02hBI/AAAAAAAAAlY/Nhgu7I8mMa0/s400/7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feito o pacto, ainda só com quatro anitos, lá vai a Isabel para a corte de Herman I, em Wartburgo, para ser educada pela futura sogra, Sofia. A menina era doce e a Sofia tratou-a como uma filha, de modo que aquele era o regaço de que se lembrava quando pensava na mãe. O pequeno Luís, seu prometido, puxava-lhe pela mão nos jardins do palácio, para a proteger do irmão, Henrique, invejoso e de maus fígados. Brincavam os dois não sabemos a quê mas é de crer que aprenderam juntos muitas coisas que não quereriam que nós soubéssemos. O amor que os uniu toda a vida cresceu com eles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9HAJD02hAI/AAAAAAAAAlQ/XRFOuY3mXMc/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175128708703749122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9HAJD02hAI/AAAAAAAAAlQ/XRFOuY3mXMc/s400/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Luís e a Isabel casaram em 1221, tinha ela 14 anos. Ao contrário dos senhores da época, o Luís não teve filhos fora do casamento e olhou sempre para a Isabel com admiração, mesmo quando ela queria fazer coisas que as outras senhoras não faziam. Deu-lhe inteira liberdade para agir, dotando-a de uma renda que lhe permitiu assumir a sua vocação para a assistência social: a Isabel estendia a mão aos pobres, fundou um hospital e criou meninos órfãos. Quando os ia visitar levava o regaço cheio de brinquedos e o povo chamava-lhe Mãe dos Pobres. Seus, teve três filhos.&lt;br /&gt;Em 1226, na ausência do Luís, ocorreu um terrível período de fome. Sem hesitar, a Isabel mandou abrir os celeiros reais e distribuir todo o pão aos famintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G_3z02g_I/AAAAAAAAAlI/fmrTM1GNJcA/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175128412351005682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G_3z02g_I/AAAAAAAAAlI/fmrTM1GNJcA/s400/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1227, tudo mudou. A peste, a terrível peste, matou o Luís. Sem a sua protecção, a Isabel e os seus filhos ainda pequenos ficaram à mercê da cobiça do cunhado Henrique. Foi expulsa da corte, despojada do dote a que tinha direito. Encontrou-se com a lama dos caminhos da Turíngia. Abandonada pelos grandes, pediu esmola entre o povo, para si e para os seus filhos, e dele recebeu o que ainda havia do pão do seu celeiro. Ao fim de um ano, foi recolhida por um tio, bispo de Bamberg, que resolveu dar-lhe a utilidade que se dava às mulheres jovens: voltar a casar. Mas a voz do Luís ainda no peito não a deixou obedecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G_lT02g-I/AAAAAAAAAlA/UX0qvycbXnk/s1600-h/4.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175128094523425762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G_lT02g-I/AAAAAAAAAlA/UX0qvycbXnk/s400/4.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com a intervenção do papa, a Isabel conseguiu recuperar o dote e usou-o para construir um hospital em Marburgo, onde viveu o resto da sua vida tratando dos doentes e dos pobres. Em 1231, com 24 anos, partiu ao encontro do Luís. Em 1235 foi proclamada santa. Anos mais tarde, um franciscano da Toscânia escreveu-lhe uma biografia e, querendo exprimir de forma poética (como os franscicanos gostam) a beleza do espírito transformador de Isabel, inventou-lhe o milagre das rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G_Pz02g9I/AAAAAAAAAk4/CZkQmxrw_kU/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175127725156238290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G_Pz02g9I/AAAAAAAAAk4/CZkQmxrw_kU/s400/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim, o mesmo milagre das rosas que, muitos anos mais tarde, foi atribuído à nossa Rainha S.Isabel. Eram tia e sobrinha. Isabel da Hungria era irmã da avó da nossa Isabel. A esta, o nome foi-lhe posto em honra daquela tia-avó, que morava na memória de toda a Europa como a Mãe dos Pobres. A Isabel de Aragão cresceu a ouvir falar nela e imitou-lhe o exemplo de vida. Não teve a sorte de crescer amantemente com o futuro marido, que nunca lhe foi leal nem amoroso. Mas pôde ao menos trazer para Portugal o gesto de estender a mão aos pobres. Era um bocadinho do coração da Isabel dos alemães que vinha morar no coração dos portugueses, guardada no coração da Isabel de Aragão, a que costumamos chamar nossa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G-4T02g8I/AAAAAAAAAkw/iv9EcsH631I/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175127321429312450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G-4T02g8I/AAAAAAAAAkw/iv9EcsH631I/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G-xj02g7I/AAAAAAAAAko/J5DY2lk_aik/s1600-h/1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175127205465195442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9G-xj02g7I/AAAAAAAAAko/J5DY2lk_aik/s400/1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-2789951461475373729?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2789951461475373729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2789951461475373729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/03/isabel-dos-alemes-no-corao-dos.html' title='Isabel dos alemães no coração dos portugueses'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R9HAkT02hCI/AAAAAAAAAlg/UHr8fT1qheU/s72-c/8.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-6616756219217903294</id><published>2008-03-04T00:24:00.011Z</published><updated>2008-03-04T00:47:10.183Z</updated><title type='text'>Sua Alteza Imperial</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZxMVfZxI/AAAAAAAAAkg/qFctFBXYNRI/s1600-h/castelo-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173679142345860882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZxMVfZxI/AAAAAAAAAkg/qFctFBXYNRI/s400/castelo-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Glosando as diferenças entre povos encetadas pela Lizzie, depois da minha classificação dos ingleses como deslavados, trago uma boa notícia: mais vale deslavado e civilizado como os ingleses, do que grosseiro como os povos do norte da Europa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZqMVfZwI/AAAAAAAAAkY/jda0o61uS8E/s1600-h/casamento+Leonor-Frederico.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173679022086776578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZqMVfZwI/AAAAAAAAAkY/jda0o61uS8E/s400/casamento+Leonor-Frederico.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1451, o nosso rei Afonso V, homem delicado, culto e cortês, entregou em casamento sua irmã Leonor ao imperador alemão Frederico III. Às grandiosas festas que celebraram, em Lisboa, o casamento realizado por procuração, seguiu-se a partida da infanta, acompanhada de uma comitiva de 3000 pessoas que a levou ao encontro do seu esposo. Nessa comitiva ia um diplomata português chamado Lopo de Almeida, com o encargo de ir relatando por carta ao rei tudo o que se passasse na viagem, mormente o encontro com o imperador. Nas suas cartas, Lopo descreve pormenorizadamente a corte do imperador, a sua pessoa e os seus fidalgos alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZjsVfZvI/AAAAAAAAAkQ/cx4-igAf8D4/s1600-h/Frederico+III.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173678910417626866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZjsVfZvI/AAAAAAAAAkQ/cx4-igAf8D4/s400/Frederico+III.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Diz que o imperador é um bananas: «nunca cuidei de ver homem tão pouco estar em seus pés, que somente a dizer-lhe um homem que se quer ir com sua mercê, nom lhe dá resposta senão que primeiro fale com três ou quatro do Conselho».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZEsVfZuI/AAAAAAAAAkI/-QbSgqFwZaw/s1600-h/brocado.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173678377841682146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZEsVfZuI/AAAAAAAAAkI/-QbSgqFwZaw/s400/brocado.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Além disso, é avarento: «Juro-vos Senhor que ele é muito escasso, sem nenhuma comparação e avarento, e vereis que fez: ele queria comprar em Florença um damasquim de brocado branco e mandou-o vir para o ver e esteve regateando com os homens de Cosme de Medicis mercador, de guisa que não chegaram a acordo e eles foram-se com o pano; a cabo de espaço, mandou dizer a Cosme que aqueles seus homens estavam muito caros com aquele pano e rogou-lhe que lhe fizesse dele um bom preço. E o dito Cosme disse aos seus homens que bem sabia ele o mercado que o imperador queria e mandou que lho levassem de graça; e ele tomou-o e não se importou! A nenhum destes vossos fidalgos que se despediram dele não deu um só ducado, nem um pão, nem a mim !». A prodigalidade para com os servidores era uma das maiores virtudes dos senhores civilizados do sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yY5MVfZtI/AAAAAAAAAkA/v1ddkjWy-K4/s1600-h/brocado-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173678180273186514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yY5MVfZtI/AAAAAAAAAkA/v1ddkjWy-K4/s400/brocado-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Diz que os alemães são rudes como selvagens: ao receberem a nova imperatriz «assentaram-se em um banco com uma alcatifa, sem o vedor ter cuidado de prover onde havia de estar a infanta, nem lhe fazer pôr ali um pano de brocado ou de seda, de que tantos lhe destes; e assim outros desaviamentos e bestearias, que cada hora fazem como canários», ou seja como os selvagens habitantes das Canárias, descobertas há pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yYzsVfZsI/AAAAAAAAAj4/AbNcNgTAxdw/s1600-h/brocado+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173678085783905986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yYzsVfZsI/AAAAAAAAAj4/AbNcNgTAxdw/s400/brocado+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não sabem pôr uma mesa: «achámos a mesa posta que não lhe chegavam as toalhas ao cabo e ficava descoberto da mesa acerca de dois palmos, e puseram primeiro quatro ou cinco coutos de pães de cera por castiçais na dita mesa e parece que viram que não estava como devia e trouxeram um castiçal de prata que parecia de ferro e tiraram os que estavam nos pães».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yYWcVfZrI/AAAAAAAAAjw/FNMoQAUiqCw/s1600-h/castiÃ§al-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173677583272732338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yYWcVfZrI/AAAAAAAAAjw/FNMoQAUiqCw/s400/casti%C3%A7al-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; São pouco asseados: chegando o imperador para almoçar com outros fidalgos alemães, lavaram as mãos «em pé, em tal maneira que não pudemos enxergar se lavaram ou não».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yYFsVfZqI/AAAAAAAAAjo/cHJzHlJimYM/s1600-h/lavar-mÃ£os.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173677295509923490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yYFsVfZqI/AAAAAAAAAjo/cHJzHlJimYM/s400/lavar-m%C3%A3os.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Depois de muitas outras descrições desdenhosas, eis o diagnóstico final do Lopo: «Não tomem os vossos oficiais daqui ousadia, porque estes homens são bárbaros e bestas, mas tomem do bom servir dos vossos reinos e dos de Inglaterra e de França, que são reinos de homens e não de bestas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yWu8VfZpI/AAAAAAAAAjg/AJtAj9b70w0/s1600-h/selvagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173675805156271762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yWu8VfZpI/AAAAAAAAAjg/AJtAj9b70w0/s400/selvagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-6616756219217903294?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6616756219217903294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6616756219217903294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/03/sua-alteza-imperial.html' title='Sua Alteza Imperial'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8yZxMVfZxI/AAAAAAAAAkg/qFctFBXYNRI/s72-c/castelo-2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3245471175254585076</id><published>2008-02-24T00:02:00.009Z</published><updated>2008-02-25T22:32:57.908Z</updated><title type='text'>Pós de texugo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C1VLlp_yI/AAAAAAAAAjY/wCwpZ2k_Gck/s1600-h/peste_negra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170331747713941282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C1VLlp_yI/AAAAAAAAAjY/wCwpZ2k_Gck/s400/peste_negra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Todas as épocas tiveram as suas epidemias. A que mais séculos atravessou foi, provavelmente, a da peste bubónica, transmitida pelas pulgas que viajavam nos ratos e que proliferavam sobretudo nas cidades, onde a população se acotovelava e o lixo se atirava para a rua. D.Manuel foi o primeiro rei português a mandar construir uma lixeira fora dos muros da cidade de Lisboa e só depois disso os surtos de peste começaram a diminuir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C1Iblp_xI/AAAAAAAAAjQ/-iLbx1I_MQA/s1600-h/peste.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170331528670609170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C1Iblp_xI/AAAAAAAAAjQ/-iLbx1I_MQA/s400/peste.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Filipa de Lencastre morreu dela. O seu primogénito, homem culto e curioso pelas ciências, tinha um caderninho onde apontava várias coisas de que queria guardar lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0_7lp_wI/AAAAAAAAAjI/3EeikjM_Nuk/s1600-h/Duarte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170331382641721090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0_7lp_wI/AAAAAAAAAjI/3EeikjM_Nuk/s400/Duarte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim uma espécie de Moleskine régio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C03Llp_vI/AAAAAAAAAjA/rJWu8wl3GkA/s1600-h/moleskine.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170331232317865714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C03Llp_vI/AAAAAAAAAjA/rJWu8wl3GkA/s400/moleskine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nele apontou o Duarte a seguinte receita para preparação do mais usado remédio contra a peste:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0trlp_uI/AAAAAAAAAi4/RT2tzFGGUus/s1600-h/almofariz1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170331069109108450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0trlp_uI/AAAAAAAAAi4/RT2tzFGGUus/s400/almofariz1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;«Toma um texugo vivo e ata-lhe os pés e as mãos em maneira que lhe possas dar a beber isto que te aqui dirão: aljôfar e corais vermelhos e cânfora, de cada um meia onça; ouro, três coroas bem limadas. Tudo isto bem moído num almofariz, mistura-o num quartilho de vinho branco e depois de muito bem misturado dá-o a beber ao texugo por um corno pequeno, furado, mantendo-lhe a cabeça alçada e a boca aberta. Depois de ter bebido tudo, deixem-no estar um pouco e degolem-no e tirem-lhe o sangue e tomem-lhe quatro ou cinco dentes e do fígado e do coração e dos miolos e da pele queimada, de cada um meia onça e seja tudo bem pisado e misturado com o sangue. Mistura-lhe mais canela, genciana, gengibre, cravos e mirra. Tudo isto misturado com o sangue, seja bem peneirado e posto a secar onde não lhe dê o sol e lhe dê o ar. Depois de seco, pisem-no bem e guardem-no para quando for preciso».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0e7lp_tI/AAAAAAAAAiw/KtFjmoQcSUA/s1600-h/farmÃ¡cia-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170330815706037970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0e7lp_tI/AAAAAAAAAiw/KtFjmoQcSUA/s400/farm%C3%A1cia-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Suspeito de que deve ter sido ali, por volta de 1437, que alguém terá inventado a frase "Mais vale morrer do mal do que da cura". É que o tratamento do doente empestado com estes «pós de texugo» também exigia procedimentos exóticos que seria longo descrever mas que me faz olhar com simpatia a farmácia do meu bairro, cheia de antibióticos em cápsulas coloridas e sintetizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0V7lp_sI/AAAAAAAAAio/o38LIQalGmk/s1600-h/farmacia_antiga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170330661087215298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C0V7lp_sI/AAAAAAAAAio/o38LIQalGmk/s400/farmacia_antiga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3245471175254585076?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3245471175254585076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3245471175254585076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/02/ps-de-texugo.html' title='Pós de texugo'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R8C1VLlp_yI/AAAAAAAAAjY/wCwpZ2k_Gck/s72-c/peste_negra.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-312219481760159698</id><published>2008-02-17T19:10:00.023Z</published><updated>2008-02-17T20:11:19.034Z</updated><title type='text'>Prazeres liquefeitos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Flor de anis. Grão de café. Casca de canela. Raíz de gengibre. Damasco e chocolate. Limão, rosa e flor-de-laranjeira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Arnaldo aspirava longamente os aromas pensando que um dia ainda haveria de inventar um modo de os liquefazer para transportá-los sempre, guardados em frasquinhos de vidro.&lt;br /&gt;Aos serões, Arnaldo de Vilanova discutia filosofia mística com o seu compatriota Raimundo Lúlio mas durante o dia dedicava-se à prática da medicina, tal como ela se fazia lá pelos anos 70 e 80 do 13º século. Antes de regressar à sua pátria aragonesa, estudou numa das mais famosas escolas de medicina da época, a de Montpellier. Também teve os seus sonhos de espiritualismo visionário porque também passou uns quantos serões com o famoso Joaquín de Fiore. Acabou até por ter alguns problemas com umas teorias demasiado excêntricas e, em 1299, chegou a ser preso em Paris por uns doutores da Sorbonne de vistas estreitas. Mas safou-se.&lt;br /&gt;Um dia descobriu como poderia trazer sempre consigo os aromas preferidos e como poderia extrair das ervas curativas as suas propriedades. Fez os primeiros ensaios de destilação do álcool. Em 1311, naufragou junto a Génova, deixando-nos um legado inestimável: os licores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apurado o processo de fabrico, hoje temo-los para todos os gostos, alguns em frasquinhos tão bonitos que deixariam o Arnaldo encantado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O mais português de todos: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iLPblp_rI/AAAAAAAAAig/1bRvyNzT3pM/s1600-h/licor_beirao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168033669627641522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iLPblp_rI/AAAAAAAAAig/1bRvyNzT3pM/s320/licor_beirao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O sensual:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iLJLlp_qI/AAAAAAAAAiY/z2-WK22kgvk/s1600-h/licor-de-qq.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168033562253459106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iLJLlp_qI/AAAAAAAAAiY/z2-WK22kgvk/s320/licor-de-qq.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O enganador Hpnotic: de aspecto leve e jovem, esconde uma bomba de vodka, cognac e frutas tropicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKtblp_pI/AAAAAAAAAiQ/dG8AqN7Ivq0/s1600-h/licor-azul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168033085512089234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKtblp_pI/AAAAAAAAAiQ/dG8AqN7Ivq0/s320/licor-azul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o adulto e requintado: nada como o café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKnblp_oI/AAAAAAAAAiI/q2GyhD978j0/s1600-h/licor-cafÃ©-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168032982432874114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKnblp_oI/AAAAAAAAAiI/q2GyhD978j0/s320/licor-caf%C3%A9-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O barroco, feito com limões corsos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKQrlp_mI/AAAAAAAAAh4/9gZpakhecug/s1600-h/licorc-edratine.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168032591590850146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKQrlp_mI/AAAAAAAAAh4/9gZpakhecug/s320/licorc-edratine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O majestoso Chambord: o preferido de Luís XIV:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKF7lp_lI/AAAAAAAAAhw/k575pCt_HE8/s1600-h/licor-Chambord-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168032406907256402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iKF7lp_lI/AAAAAAAAAhw/k575pCt_HE8/s320/licor-Chambord-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O muito antigo anisado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJ97lp_kI/AAAAAAAAAho/GNmuIQT6tV0/s1600-h/licor-de-ANIS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168032269468302914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJ97lp_kI/AAAAAAAAAho/GNmuIQT6tV0/s320/licor-de-ANIS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mediterrâneo e caseiro, de azeitona verde:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJ17lp_jI/AAAAAAAAAhg/iwClKp2q7Sk/s1600-h/licor-de-azeitonaverde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168032132029349426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJ17lp_jI/AAAAAAAAAhg/iwClKp2q7Sk/s320/licor-de-azeitonaverde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O infantil:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJlrlp_iI/AAAAAAAAAhY/OFSbXmjEIQc/s1600-h/licor-de-banana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168031852856475170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJlrlp_iI/AAAAAAAAAhY/OFSbXmjEIQc/s320/licor-de-banana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O campestre: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJYblp_hI/AAAAAAAAAhQ/jN5aeEws6Fw/s1600-h/licor-de-blackberry.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168031625223208466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJYblp_hI/AAAAAAAAAhQ/jN5aeEws6Fw/s320/licor-de-blackberry.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O café como se gosta nas Caraíbas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJN7lp_gI/AAAAAAAAAhI/q_vwQnLuU30/s1600-h/licor-de-cafÃ©-kalua.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168031444834582018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJN7lp_gI/AAAAAAAAAhI/q_vwQnLuU30/s320/licor-de-caf%C3%A9-kalua.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O inesperado e redundante, de cerveja:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJDblp_fI/AAAAAAAAAhA/6PueWJwhbfQ/s1600-h/licor-de-cerveja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168031264445955570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iJDblp_fI/AAAAAAAAAhA/6PueWJwhbfQ/s320/licor-de-cerveja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O clássico:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIj7lp_eI/AAAAAAAAAg4/a1Dj7nInfrQ/s1600-h/licor-de-drambuie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168030723280076258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIj7lp_eI/AAAAAAAAAg4/a1Dj7nInfrQ/s320/licor-de-drambuie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O medicinal e preferido do Arnaldo, de ervas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIa7lp_dI/AAAAAAAAAgw/SY_UkSAO2X0/s1600-h/licor-de-ervas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168030568661253586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIa7lp_dI/AAAAAAAAAgw/SY_UkSAO2X0/s320/licor-de-ervas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O hilariante:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIU7lp_cI/AAAAAAAAAgo/CJF8pouuznk/s1600-h/licor-de-leite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168030465582038466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIU7lp_cI/AAAAAAAAAgo/CJF8pouuznk/s320/licor-de-leite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O clássico feminino, de menta:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIMblp_bI/AAAAAAAAAgg/EzjYC-sUNk4/s1600-h/licor-de-menta.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168030319553150386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIMblp_bI/AAAAAAAAAgg/EzjYC-sUNk4/s320/licor-de-menta.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O escatológico. Português, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIGblp_aI/AAAAAAAAAgY/c1vAKKlc44U/s1600-h/licor-de-merda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168030216473935266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iIGblp_aI/AAAAAAAAAgY/c1vAKKlc44U/s320/licor-de-merda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O clássico masculino, de whisky:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iH_7lp_ZI/AAAAAAAAAgQ/I37IZu5EmyE/s1600-h/licor-Eblana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168030104804785554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iH_7lp_ZI/AAAAAAAAAgQ/I37IZu5EmyE/s320/licor-Eblana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O preferido dos budistas, de gengibre:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHgLlp_XI/AAAAAAAAAgA/2U4W7-90xkg/s1600-h/licor-gengibre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168029559343938930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHgLlp_XI/AAAAAAAAAgA/2U4W7-90xkg/s320/licor-gengibre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O maternal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHYblp_WI/AAAAAAAAAf4/iZTYyAbiW9Q/s1600-h/licor-Guaycura.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168029426199952738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHYblp_WI/AAAAAAAAAf4/iZTYyAbiW9Q/s320/licor-Guaycura.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O elegante, de laranja e chocolate :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHO7lp_VI/AAAAAAAAAfw/DRKqO0bUAJA/s1600-h/licor-laranja-chocolate.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168029262991195474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHO7lp_VI/AAAAAAAAAfw/DRKqO0bUAJA/s320/licor-laranja-chocolate.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O apolíneo, de pera williams :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHFblp_UI/AAAAAAAAAfo/gkBo17Q0E74/s1600-h/licor-pera.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168029099782438210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iHFblp_UI/AAAAAAAAAfo/gkBo17Q0E74/s320/licor-pera.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De como a pera williams também pode ser lunar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iG57lp_TI/AAAAAAAAAfg/JkDWcCr67fo/s1600-h/licor-pera-williams.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168028902213942578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iG57lp_TI/AAAAAAAAAfg/JkDWcCr67fo/s400/licor-pera-williams.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O violento mezcal, primo da tequila, é servido com uma larva de borboleta dentro da garrafa. Só mesmo para corajosos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iGxrlp_SI/AAAAAAAAAfY/fjRdjk_4dEc/s1600-h/licor-Mezcal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168028760480021794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iGxrlp_SI/AAAAAAAAAfY/fjRdjk_4dEc/s400/licor-Mezcal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-312219481760159698?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/312219481760159698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/312219481760159698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/02/prazeres-liquefeitos.html' title='Prazeres liquefeitos'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R7iLPblp_rI/AAAAAAAAAig/1bRvyNzT3pM/s72-c/licor_beirao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-2937431281271661963</id><published>2008-02-09T15:29:00.001Z</published><updated>2008-02-09T16:28:41.391Z</updated><title type='text'>Acordada e Regressada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63KVblp_RI/AAAAAAAAAfM/kvn2FWUQMjc/s1600-h/catorze.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165006817195588882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63KVblp_RI/AAAAAAAAAfM/kvn2FWUQMjc/s400/catorze.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63KOLlp_QI/AAAAAAAAAfE/SICRg9eSNkQ/s1600-h/treze.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165006692641537282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63KOLlp_QI/AAAAAAAAAfE/SICRg9eSNkQ/s400/treze.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Tempo, aquela rede por cujas malhas queremos escapar-nos, recorta-nos a vida. Mostra-nos constantemente os quadrados em que devemos correr pela sobrevivência, ganhar o pão com manteiga, pagar a dívida à espécie. Cada desenrolar da rede só tem 24 quadradinhos, quase todos já previamente etiquetados. Felizmente que uns sete ou oito estão reservados à experiência sublime - ainda que efémera - da escapadela pelas malhas dos quadrados. Aí as malhas são fofas como algodão doce, suaves e disparatadas, e deixam-nos escorregar e ficarmos a baloiçar-nos nelas.&lt;br /&gt;Era onde eu estava até há pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63JwLlp_OI/AAAAAAAAAe0/FeY3sZ5x3D8/s1600-h/doze.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até que a Nnanna - querida amiga! -&lt;br /&gt;preocupada com a minha excessiva sonolência, resolveu acordar-me, pedindo-me no final de A Pedra, delicada mas insistentemente, que regressasse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63KF7lp_PI/AAAAAAAAAe8/PD8AJus8hDE/s1600-h/doze.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165006550907616498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63KF7lp_PI/AAAAAAAAAe8/PD8AJus8hDE/s400/doze.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63JwLlp_OI/AAAAAAAAAe0/FeY3sZ5x3D8/s1600-h/doze.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não foi nada fácil fazer-lhe a vontade! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63JJLlp_MI/AAAAAAAAAek/stUkzQmQdIs/s1600-h/onze.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165005507230563522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63JJLlp_MI/AAAAAAAAAek/stUkzQmQdIs/s400/onze.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Senti-me como uma nobre e ilustre personagem, afeita às maciezas da vida, que fosse por alguma partida do destino de repente obrigada a olhar de frente os duros contornos da realidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63JCrlp_LI/AAAAAAAAAec/qXO86O4WUg8/s1600-h/dez.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165005395561413810" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63JCrlp_LI/AAAAAAAAAec/qXO86O4WUg8/s400/dez.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63Inblp_JI/AAAAAAAAAeM/jVTJ3kIwfW4/s1600-h/nove.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165004927409978514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63Inblp_JI/AAAAAAAAAeM/jVTJ3kIwfW4/s400/nove.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi uma coisa repentina.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fiquei entalada num dos quadrados da rede. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Presa ainda entre o lá e o cá, indecisa sobre para que lado é que havia de saltar, hesitando em regressar e não regressar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63Igblp_II/AAAAAAAAAeE/dQymoPSgnnE/s1600-h/oito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165004807150894210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63Igblp_II/AAAAAAAAAeE/dQymoPSgnnE/s400/oito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É que a viagem por entre as malhas da rede tinha sido particularmente paradisíaca. Tinha tudo o que se pode desejar para uma vida feliz:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63IZLlp_HI/AAAAAAAAAd8/Cj3qa2PDNrA/s1600-h/sete.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165004682596842610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63IZLlp_HI/AAAAAAAAAd8/Cj3qa2PDNrA/s400/sete.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Espreitava para um dos lados e via a rede com as malhas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;sobrelotadas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do outro, continuava tudo azul flutuante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63IRrlp_GI/AAAAAAAAAd0/uO8GNk4lY8Q/s1600-h/seis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165004553747823714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63IRrlp_GI/AAAAAAAAAd0/uO8GNk4lY8Q/s400/seis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Via o regresso pesado e cheio de agrestes exigências. Coisa mais para heróis. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63IKblp_FI/AAAAAAAAAds/PNqs3kVxP14/s1600-h/cinco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165004429193772114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63IKblp_FI/AAAAAAAAAds/PNqs3kVxP14/s400/cinco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas fiz um grande esforço! Temperado com café forte que, pouco a pouco, me devolveu o sentido do dever.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63H-blp_EI/AAAAAAAAAdk/ZKvpywZWv48/s1600-h/quatro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165004223035341890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63H-blp_EI/AAAAAAAAAdk/ZKvpywZWv48/s400/quatro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Obrigada, Nnanna, por me recordares de que depende o encanto da vida!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63HRLlp_DI/AAAAAAAAAdc/4Fg4HoZCYp0/s1600-h/trÃªs.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165003445646261298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63HRLlp_DI/AAAAAAAAAdc/4Fg4HoZCYp0/s400/tr%C3%AAs.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já me sinto outra, acordada e regressada para as laboriosas tarefas do dia-a-dia, para as alegrias da existência entre as malhas da colmeia. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vai um potezinho de mel ?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63HArlp_BI/AAAAAAAAAdM/xiq-th073VY/s1600-h/Um.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165003162178419730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63HArlp_BI/AAAAAAAAAdM/xiq-th073VY/s400/Um.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-2937431281271661963?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2937431281271661963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2937431281271661963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/02/acordada-e-regressada_09.html' title='Acordada e Regressada'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R63KVblp_RI/AAAAAAAAAfM/kvn2FWUQMjc/s72-c/catorze.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-9134595351092926603</id><published>2008-02-01T21:54:00.000Z</published><updated>2008-02-01T22:37:48.414Z</updated><title type='text'>A Pedra</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OZneB8tbI/AAAAAAAAAaI/vAaHUwVP1xk/s1600-h/DSCF3161.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162138501251904946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OZneB8tbI/AAAAAAAAAaI/vAaHUwVP1xk/s400/DSCF3161.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt; Primeiro o silêncio. A espera. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OZJOB8taI/AAAAAAAAAaA/_RqTkHlzn28/s1600-h/DSCF3162.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162137981560862114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OZJOB8taI/AAAAAAAAAaA/_RqTkHlzn28/s400/DSCF3162.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Depois a queda.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Recta, invisível, cortante&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;da pedra.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OYIOB8tZI/AAAAAAAAAZ4/9x3QWEp4a1U/s1600-h/DSCF3163.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162136864869365138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OYIOB8tZI/AAAAAAAAAZ4/9x3QWEp4a1U/s400/DSCF3163.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Depois o nervo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;As vértebras dobradas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;O chão que estremece.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;O grito.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Depois as lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;A luta. Os dedos e os braços. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Fios emaranhados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OXfOB8tYI/AAAAAAAAAZw/YN_KBhPPUrA/s1600-h/DSCF3172.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162136160494728578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OXfOB8tYI/AAAAAAAAAZw/YN_KBhPPUrA/s400/DSCF3172.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;De onde vinha o silêncio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;a respiração. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;&lt;br /&gt;onde ficou a pedr&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;a. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OWw-B8tXI/AAAAAAAAAZo/lPYkWH7h9nI/s1600-h/DSCF3173.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162135365925778802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OWw-B8tXI/AAAAAAAAAZo/lPYkWH7h9nI/s400/DSCF3173.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;Aberta&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OWOeB8tWI/AAAAAAAAAZg/oynRNk1EnJU/s1600-h/DSCF3140.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162134773220291938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OWOeB8tWI/AAAAAAAAAZg/oynRNk1EnJU/s400/DSCF3140.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;Regressa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OVs-B8tVI/AAAAAAAAAZY/eS2UP_9uXfc/s1600-h/DSCF3141.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162134197694674258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OVs-B8tVI/AAAAAAAAAZY/eS2UP_9uXfc/s400/DSCF3141.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-9134595351092926603?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/9134595351092926603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/9134595351092926603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/02/pedra.html' title='A Pedra'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R6OZneB8tbI/AAAAAAAAAaI/vAaHUwVP1xk/s72-c/DSCF3161.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1169155284390401384</id><published>2008-01-24T22:40:00.000Z</published><updated>2008-01-24T22:48:52.575Z</updated><title type='text'>IN TABERNA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kVYeB8tUI/AAAAAAAAAZQ/IIOSeqGWEh8/s1600-h/2-+taberna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159178358251894082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kVYeB8tUI/AAAAAAAAAZQ/IIOSeqGWEh8/s320/2-+taberna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kVOOB8tTI/AAAAAAAAAZI/EFFvoV7qslY/s1600-h/2-+taberna-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159178182158234930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kVOOB8tTI/AAAAAAAAAZI/EFFvoV7qslY/s320/2-+taberna-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos na taberna&lt;br /&gt;não nos importamos com a sepultura,&lt;br /&gt;mas atiramo-nos ao jogo,&lt;br /&gt;sobre as quais sempre suamos.&lt;br /&gt;O que acontece na taverna,&lt;br /&gt;onde o dinheiro é o anfitrião,&lt;br /&gt;se quiseres saber&lt;br /&gt;ouve o que eu te falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns jogam, outros bebem,&lt;br /&gt;outros se comportam indiscretamente.&lt;br /&gt;Mas dos que se entregam ao jogo,&lt;br /&gt;uns ficam nus,&lt;br /&gt;outros vestem-se,&lt;br /&gt;alguns se vestem com sacos.&lt;br /&gt;Lá ninguém teme a morte,&lt;br /&gt;Mas, por Baco, lançam os dados à sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro pela conta do vinho,&lt;br /&gt;do qual bebem os libertinos;&lt;br /&gt;bebem de novo pelos cativos,&lt;br /&gt;depois bebem três vezes pelos vivos,&lt;br /&gt;quatro vezes por todos os cristãos,&lt;br /&gt;cinco vezes pelos fiéis defuntos,&lt;br /&gt;seis vezes pelas freiras infiéis,&lt;br /&gt;sete vezes pelos ladrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito vezes pelos frades depravados,&lt;br /&gt;nove vezes pelos monges dispersos,&lt;br /&gt;dez vezes pelos navegantes,&lt;br /&gt;onze vezes pelos discordantes,&lt;br /&gt;doze vezes pelos penitentes,&lt;br /&gt;treze vezes pelos viajantes.&lt;br /&gt;Tanto pelo papa como pelo rei&lt;br /&gt;bebem todos sem lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebe a dona da casa, bebe o dono,&lt;br /&gt;bebe o soldado, bebe o clérigo,&lt;br /&gt;bebe ele, bebe ela,&lt;br /&gt;bebe o servo com a serva,&lt;br /&gt;bebe o ágil, bebe o preguiçoso,&lt;br /&gt;bebe o branco, bebe o negro,&lt;br /&gt;bebe o persistente, bebe o instável,&lt;br /&gt;bebe o rude, bebe o meigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebe o pobre, bebe o doente,&lt;br /&gt;bebe o exilado e o desconhecido,&lt;br /&gt;bebe o menino, bebe o velho,&lt;br /&gt;bebe o bispo e o deão,&lt;br /&gt;bebe a freira, bebe o frade,&lt;br /&gt;bebe a avó, bebe a mãe,&lt;br /&gt;bebe esta, bebe aquele,&lt;br /&gt;bebem cem, bebem mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco duram seis moedas&lt;br /&gt;onde imoderadamente&lt;br /&gt;todos bebem sem medida,&lt;br /&gt;ainda que bebam com alegria.&lt;br /&gt;Assim todos dizem mal de nós&lt;br /&gt;e assim seremos pobres.&lt;br /&gt;Que vão para o inferno os que nos censuram&lt;br /&gt;e que seus nomes não sejam escritos com os dos justos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kUqeB8tSI/AAAAAAAAAZA/XaWQmOXhE6I/s1600-h/carmina-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159177567977911586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kUqeB8tSI/AAAAAAAAAZA/XaWQmOXhE6I/s320/carmina-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os goliardos diziam-se clérigos, que era a designação corrente dos estudantes universitários nos séculos XII e XIII, mesmo daqueles que nunca viriam realmente a tomar ordens. Alguns viviam até muito tarde essa doce condição de estudantes boémios, cultos (às vezes iam às aulas), divertidos, irónicos e devotados à vida alegre e despreocupada. Viviam de expedientes. Jogavam aos dados. Às vezes ganhavam, às vezes perdiam. Lembravam-se da Senhora Fortuna, que comanda a Roda (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nqw3KWb9bH4&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=nqw3KWb9bH4&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; ). Mas a maior parte das vezes preferiam esquecer quase tudo numa caneca de vinho. Quando voltavam a lembrar-se escreviam belos poemas, reencontrados em 1803, no Mosteiro beneditino de Beuren. A tradução para português não lhes faz justiça mas Carl Orff fez:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JI8AYMF17pk&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=JI8AYMF17pk&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kUWeB8tRI/AAAAAAAAAY4/Xs4zfIiF5yE/s1600-h/-CARMINA-BURANA-7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159177224380527890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kUWeB8tRI/AAAAAAAAAY4/Xs4zfIiF5yE/s320/-CARMINA-BURANA-7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1169155284390401384?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1169155284390401384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1169155284390401384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/01/in-taberna.html' title='IN TABERNA'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R5kVYeB8tUI/AAAAAAAAAZQ/IIOSeqGWEh8/s72-c/2-+taberna.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-8854702417632174450</id><published>2008-01-13T16:10:00.000Z</published><updated>2008-01-13T16:34:48.262Z</updated><title type='text'>A PAIXÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4xRKkaMI/AAAAAAAAAYw/CupJpNXTsXM/s1600-h/PaixÃ£o-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154995142551431362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4xRKkaMI/AAAAAAAAAYw/CupJpNXTsXM/s320/Paix%C3%A3o-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Tenho estado em grave coita &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;por um cavaleiro que tive, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;e quero que para sempre se saiba &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;como o amei excessivamente; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;agora vejo que sou traída &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;porque não lhe dei o meu amor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;e por isso tenho estado em grande angústia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;no leito e quando estou vestida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4XBKkaLI/AAAAAAAAAYo/ivUJmoG49lE/s1600-h/PaixÃ£o-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154994691579865266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4XBKkaLI/AAAAAAAAAYo/ivUJmoG49lE/s320/Paix%C3%A3o-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Quisera ter o meu cavaleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma noite, nu nos meus braços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que ele se tivera por ditoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só que eu lhe fizesse de almofada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois estou mais enamorada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que Floris esteve de Brancaflor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entrego-lhe o meu coração e o meu amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o meu juízo, os meus olhos e a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4SxKkaKI/AAAAAAAAAYg/2WjsT3YiE8I/s1600-h/PaixÃ£o-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154994618565421218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4SxKkaKI/AAAAAAAAAYg/2WjsT3YiE8I/s320/Paix%C3%A3o-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Formoso amigo, amável e bom,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando vos terei em meu poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oxalá pudesse dormir convosco uma noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e dar-vos um beijo amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabei que grande desejo teria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de ter-vos no lugar do marido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desde que me tivésseis jurado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fazer quanto eu quisera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4OxKkaJI/AAAAAAAAAYY/lGzFvw9sBIM/s1600-h/PaixÃ£o-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154994549845944466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4OxKkaJI/AAAAAAAAAYY/lGzFvw9sBIM/s320/Paix%C3%A3o-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A Condessa de Dia viveu na segunda metade do séc.XII. Foi a mais ilustre das trovadoras provençais. Há dúvidas quanto à sua exacta identidade mas uma tradição identifica-a com a esposa do Conde Guilherme II de Poitiers e explica que se apaixonou perdidamente pelo também trovador Raimbaut d’Aurenga, a quem teria dedicado as suas canções. Na Provença desse tempo, amar o marido era sinal de grande descortesia e de falta de elevação espiritual, pois a contratualidade e conveniência económica que o casamento envolve não poderia conviver com o sentimento nobre e desinteressado do verdadeiro amor. Por isso, a paixão dava-se e vivia-se sem receio, como coisa que só obedece às suas próprias regras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4KBKkaII/AAAAAAAAAYQ/_S2oqOZ80SU/s1600-h/PaixÃ£o-1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-8854702417632174450?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8854702417632174450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/8854702417632174450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/01/paixo.html' title='A PAIXÃO'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4o4xRKkaMI/AAAAAAAAAYw/CupJpNXTsXM/s72-c/Paix%C3%A3o-1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-6983189412649271356</id><published>2008-01-06T17:32:00.000Z</published><updated>2008-01-06T18:11:27.858Z</updated><title type='text'>AL-MUTAMID</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4EXfBKkaHI/AAAAAAAAAYI/RZXE_MaOjzA/s1600-h/Marrocos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152425270344706162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4EXfBKkaHI/AAAAAAAAAYI/RZXE_MaOjzA/s320/Marrocos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Solta a alegria! Que fique desatada! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Esquece a ânsia que rói o coração. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Tanta doença foi assim curada! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;A vida é uma presa, vai-te a ela! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Pois é bem curta a sua duração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4EXPRKkaGI/AAAAAAAAAYA/nmqpw0uHgFw/s1600-h/Silves+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152424999761766498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4EXPRKkaGI/AAAAAAAAAYA/nmqpw0uHgFw/s320/Silves+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;E mesmo que tua vida acaso fosse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;De mil anos plenos já composta &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Mal se poderia dizer que fora longa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Que seres triste não seja a tua aposta &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Pois que o alaúde e fresco vinho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Te aguardam na beira do caminho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4ERuRKkaFI/AAAAAAAAAX4/PRvXHoQRYoo/s1600-h/Silves+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152418935267944530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4ERuRKkaFI/AAAAAAAAAX4/PRvXHoQRYoo/s320/Silves+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;Que os cuidados não sejam de ti donos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;Se a taça for espada brilhante em tua mão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;Da sabedoria só colherás a turbação &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;Cravada no mais fundo do teu ser &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;É que, de entre todos, o mais sábio &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;É aquele que não cuida de saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4ERVhKkaEI/AAAAAAAAAXw/R6du2iXD8T0/s1600-h/Silves4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152418510066182210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4ERVhKkaEI/AAAAAAAAAXw/R6du2iXD8T0/s320/Silves4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Al-Mutamid nasceu em Beja em 1040 e morreu em Marrocos em 1095. Foi califa de Silves, onde se dedicou à poesia, à música e ao amor pelas belas mulheres. Evoca em muitos poemas os lugares daquela que foi a sua cidade do Al-Garhb preferida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Ai quantas noites fiquei, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Lá no remanso do rio, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Nos jogos do amor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Com a da pulseira curva &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Igual aos meandros da água &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Enquanto o tempo passava.. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;E me servia de vinho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;O vinho do seu olhar &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Às vezes o do seu copo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;E outras vezes o da boca. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Tangia cordas de alaúde &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;E eis que eu estremecia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Como se estivesse ouvindo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Tendões de colos cortados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Mas retirava o seu manto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Grácil detalhe mostrando:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Era ramo de salgueiro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Que abria o seu botão &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Para ostentar a flor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4ERFxKkaDI/AAAAAAAAAXo/Q0BoGgxCcbU/s1600-h/Marrocos3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152418239483242546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4ERFxKkaDI/AAAAAAAAAXo/Q0BoGgxCcbU/s320/Marrocos3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por essa altura, a Península cristã, de façanhudos e analfabetos cavaleiros, estava longe da sua elevação artística e civilizacional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-6983189412649271356?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6983189412649271356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/6983189412649271356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/01/al-mutamid.html' title='AL-MUTAMID'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R4EXfBKkaHI/AAAAAAAAAYI/RZXE_MaOjzA/s72-c/Marrocos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3862531793450760072</id><published>2008-01-02T13:20:00.000Z</published><updated>2008-01-02T14:35:54.447Z</updated><title type='text'>O DEUS DAS PORTAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ue0xKkaCI/AAAAAAAAAXg/1jnYh514wx8/s1600-h/CÃ¡ceres-Portas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150885228216346658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ue0xKkaCI/AAAAAAAAAXg/1jnYh514wx8/s320/C%C3%A1ceres-Portas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;Certos deuses guardam as entradas de costas voltadas para nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ueUBKkaBI/AAAAAAAAAXY/9vM7IJucEMc/s1600-h/DSCF2592.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150884665575630866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ueUBKkaBI/AAAAAAAAAXY/9vM7IJucEMc/s320/DSCF2592.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;Ele não. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;Bifronte, esguarda a paisagem de face virada para a frente e de face virada para trás. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;br /&gt;Mostra-nos portas que se fecham secamente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uc9BKkaAI/AAAAAAAAAXQ/51Q_FkQ8UqE/s1600-h/DSCF2355.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150883170927011842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uc9BKkaAI/AAAAAAAAAXQ/51Q_FkQ8UqE/s320/DSCF2355.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ff33;"&gt;E portas fechadas com exuberância.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ub3hKkZ_I/AAAAAAAAAXI/oDMc5XGmWn0/s1600-h/DSCF2356.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150881976926103538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ub3hKkZ_I/AAAAAAAAAXI/oDMc5XGmWn0/s320/DSCF2356.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;Saturno concedeu-lhe o dom da dupla ciência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;&lt;br /&gt;A do que já passou e a do que está para vir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ubNBKkZ-I/AAAAAAAAAXA/GU8tuAOJM0E/s1600-h/DSCF2349.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150881246781663202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ubNBKkZ-I/AAAAAAAAAXA/GU8tuAOJM0E/s320/DSCF2349.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccffff;"&gt;Diz-nos que, se estiverem fechadas, se abrem devagar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uaaBKkZ9I/AAAAAAAAAW4/fTYnnL9euZM/s1600-h/DSCF2344.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150880370608334802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uaaBKkZ9I/AAAAAAAAAW4/fTYnnL9euZM/s320/DSCF2344.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcccc;"&gt;E que certas coisas não podem ir na travessia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcccc;"&gt;&lt;br /&gt;É preciso deixá-las para trás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uZoRKkZ8I/AAAAAAAAAWw/DsBt6trj29g/s1600-h/DSCF2361.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150879515909842882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uZoRKkZ8I/AAAAAAAAAWw/DsBt6trj29g/s320/DSCF2361.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;Depois de atravessadas, mostra-nos a luz que se recorta na passagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uY1RKkZ7I/AAAAAAAAAWo/yxdAiu7Ie9A/s1600-h/DSCF2396.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150878639736514482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uY1RKkZ7I/AAAAAAAAAWo/yxdAiu7Ie9A/s320/DSCF2396.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;Jano. Janeiro. Boas entradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uYFhKkZ6I/AAAAAAAAAWg/Eue0H9ze-vc/s1600-h/DSCF2369.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150877819397760930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3uYFhKkZ6I/AAAAAAAAAWg/Eue0H9ze-vc/s320/DSCF2369.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3862531793450760072?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3862531793450760072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3862531793450760072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2008/01/o-deus-das-portas.html' title='O DEUS DAS PORTAS'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3ue0xKkaCI/AAAAAAAAAXg/1jnYh514wx8/s72-c/C%C3%A1ceres-Portas.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1553906128222680883</id><published>2007-12-25T10:40:00.000Z</published><updated>2007-12-26T10:38:40.841Z</updated><title type='text'>O POSTAL FILOSÓFICO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3Df7xKkZ4I/AAAAAAAAAWQ/GL-5-Z3cdcA/s1600-h/especulaÃ§Ã£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147860591987419010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3Df7xKkZ4I/AAAAAAAAAWQ/GL-5-Z3cdcA/s320/especula%C3%A7%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ultrapassada que está a asteriscal quadra (vede, Capitão, o respeito por vossas artérias) de positivas afirmações de valores, proponho-vos agora uma madura reflexão sobre os limites e os limiares da existência. Aproximamo-nos do dia em que olharemos para o caderninho do ano transcorrido, riscaremos as proposições alcançadas e transferiremos para o caderninho seguinte aquelas que ainda não foi desta.&lt;br /&gt;Decorridas, há postais atrás, tomadas de posição contra existencialismos literários, em que eu própria lancei sobre a sartreana náusea o anátema do ilegível, proponho agora chamar as consciências à crueza da meditação especulativa.&lt;br /&gt;Quantos de nós não pensámos já que a vida é inerentemente miserável e irracional? Não nos recordamos todos da angústia sentida quando a garrafa butano se acabava (na era pré-gás natural) a meio do gel de duche? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfjRKkZ3I/AAAAAAAAAWI/a01-pqeL9c0/s1600-h/Duche-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147860171080623986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfjRKkZ3I/AAAAAAAAAWI/a01-pqeL9c0/s320/Duche-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quantos não exclamámos já, pelo menos interiormente, «Ah, l'enfer, c'est les autres!», permitindo que o nosso vizinho de banco se deixasse descair sobre o nosso ombro, vencido por um dia de duro labor e pela barbárie injustificada da loucura quotidiana?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfZBKkZ2I/AAAAAAAAAWA/0sE5ru4woJ0/s1600-h/hora-ponta-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147859994986964834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfZBKkZ2I/AAAAAAAAAWA/0sE5ru4woJ0/s320/hora-ponta-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Quantos não lamentámos, pelo menos uma vez, o peso da responsabilidade de sermos livres e não increpámos Agostinho, o santo do livre arbítrio, murmurando: «Não tive culpa, puseram-me o cálice à frente...»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfPxKkZ1I/AAAAAAAAAV4/0HYEeBXygkw/s1600-h/CecÃ&amp;shy;lia+Ferreira-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147859836073174866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfPxKkZ1I/AAAAAAAAAV4/0HYEeBXygkw/s320/Cec%C3%ADlia+Ferreira-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E quantas vezes, na penumbra do silêncio e da solidão, não contemplámos a lua lançando-lhe as questões primordiais: Quem somos? O que fazemos? Para onde vamos? Quem nos move?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfIRKkZ0I/AAAAAAAAAVw/bL9BtVvzQNw/s1600-h/CecÃ&amp;shy;lia+Ferreira-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147859707224155970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DfIRKkZ0I/AAAAAAAAAVw/bL9BtVvzQNw/s320/Cec%C3%ADlia+Ferreira-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E não recorremos logo depois à providencial ajuda divina para aligeirar o questionamento? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3De1BKkZyI/AAAAAAAAAVg/FKQXpuVnNug/s1600-h/Alka.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147859376511674146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3De1BKkZyI/AAAAAAAAAVg/FKQXpuVnNug/s320/Alka.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ah! E sabei ainda que na literatura há excelentes romances existencialistas, sim senhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça Pina de Morais, &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Eulália e Jerónimo&lt;/span&gt;, 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DethKkZxI/AAAAAAAAAVY/QqX-lKSgRTA/s1600-h/DSCF3017.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147859247662655250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DethKkZxI/AAAAAAAAAVY/QqX-lKSgRTA/s320/DSCF3017.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fernando Sabino, &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O Encontro Marcado&lt;/span&gt;, 1956:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DeQhKkZwI/AAAAAAAAAVQ/LcB0ckp1Uf4/s1600-h/Fernando+Sabino-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147858749446448898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3DeQhKkZwI/AAAAAAAAAVQ/LcB0ckp1Uf4/s320/Fernando+Sabino-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os dois desenhos a pastel: Cecília Ferreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-1553906128222680883?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1553906128222680883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/1553906128222680883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/12/o-postal-filosfico.html' title='O POSTAL FILOSÓFICO'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R3Df7xKkZ4I/AAAAAAAAAWQ/GL-5-Z3cdcA/s72-c/especula%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-627107787674606085</id><published>2007-12-16T22:57:00.001Z</published><updated>2007-12-17T00:13:37.998Z</updated><title type='text'>PRESÉPIOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2W_JRKkZvI/AAAAAAAAASo/f2MH_8esG10/s1600-h/presÃ©pio-Rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144728315288119026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2W_JRKkZvI/AAAAAAAAASo/f2MH_8esG10/s320/pres%C3%A9pio-Rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Presépio vem da palavra latina que significa estábulo, que foi onde nasceu, diz S.Lucas, o menino Jesus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No princípio não era um tema muito tratado na arte iconográfica porque se dava mais importância à representação de outros momentos da vida de Jesus, como a Paixão ou a Epifania. Por isso, nas representações mais antigas do nascimento aparecia apenas Maria com o menino nos braços, apresentando-o aos pastores e aos magos. Nada de S.José, que era figura insignificante no acontecimento. A vaca e a burra também não entravam na história, nem as ovelhas.&lt;br /&gt;A partir do séc.XI, os magos passam a ser também reis, representados com coroa, e fixam-se em número de três, que era um número redondo para mostrar a globalidade das raças humanas. Portanto, um deles passou a ser preto. Aos poucos S.José foi aparecendo mas quase sempre num plano recuado em relação a Maria. No séc. XII, com a difusão dos evangelhos apócrifos, onde aparece a vaca e a burra, o presépio entra na moda e fazem-se representações ao ar livre, com mímica, nos adros das igrejas ou atrás do altar-mor. Aqui começava a história do teatro europeu. Como às vezes estas “peças” geravam desordens, a igreja proibiu-as.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Natal de 1223, S.Francisco de Assis obteve autorização papal para fazer um presépio, que montou em Greccio com figuras de tamanho natural feitas de madeira, palha e tecido, e juntou-lhes uma vaca e uma burra vivas. O presépio populariza-se definitivamente e difunde-se por toda a Europa, graças sobretudo à promoção que dele fizeram os franciscanos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No séc. XIV já aparece representado no túmulo de Inês de Castro em Alcobaça e não têm conta as iluminuras do séc.XV que trataram o tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Wu0BKkZuI/AAAAAAAAASg/0sHnu6acAO4/s1600-h/IL-18.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144710358029854434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Wu0BKkZuI/AAAAAAAAASg/0sHnu6acAO4/s320/IL-18.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Aqui, as regras de representação não incluíam o realismo, por isso, o estábulo é estilizado e preenchido com um manto púrpura e dourado que desce a acolher Maria e o menino. S.José fica de fora do manto.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca mais o presépio deixou de inspirar os grandes pintores portugueses. Por exemplo Grão Vasco (1475/80?-1542743?), com este quadro:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Wt1xKkZtI/AAAAAAAAASY/LIPZNTgObjA/s1600-h/presÃ©pio-GrÃ£oVasco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144709288582997714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Wt1xKkZtI/AAAAAAAAASY/LIPZNTgObjA/s320/pres%C3%A9pio-Gr%C3%A3oVasco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aproximando-se já da linguagem renascentista, com paisagem em perspectiva ao fundo e realismo nas figuras humanas, as vestes continuam a representar figuras da época do pintor, como se usava nos séculos anteriores, e a arquitectura do cenário continua evocativa e simbólica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste outro, Grão Vasco já adopta a representação realista do espaço e faz-nos sorrir com a particularidade da representação do mago negro como um índio brasileiro, em clara “actualização” do Natal vista por um pintor curioso pelas mais recentes novidades: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2WtvRKkZsI/AAAAAAAAASQ/xw3p7zYw31w/s1600-h/adoracao_dos_magos-GrÃ£oVasco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144709176913848002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2WtvRKkZsI/AAAAAAAAASQ/xw3p7zYw31w/s320/adoracao_dos_magos-Gr%C3%A3oVasco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No séc. XVII, Josefa de Óbidos (1630-1684) não esqueceu o presépio, por exemplo aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2WtohKkZrI/AAAAAAAAASI/yNkxx6BJ9lo/s1600-h/presÃ©pio-JosefaO-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144709060949730994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2WtohKkZrI/AAAAAAAAASI/yNkxx6BJ9lo/s320/pres%C3%A9pio-JosefaO-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou neste outro, de enorme intensidade dramática graças aos fortes contrastes de luz e de sombra e onde Maria e José são substituídos por Francisco e Clara, numa belíssima evocação romântica da ligação amorosa dos dois santos de Assis:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2WtiBKkZqI/AAAAAAAAASA/lAqrTnM6hiI/s1600-h/presÃ©pio-JosefaO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144708949280581282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2WtiBKkZqI/AAAAAAAAASA/lAqrTnM6hiI/s320/pres%C3%A9pio-JosefaO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-627107787674606085?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/627107787674606085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/627107787674606085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/12/prespios.html' title='PRESÉPIOS'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2W_JRKkZvI/AAAAAAAAASo/f2MH_8esG10/s72-c/pres%C3%A9pio-Rosa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-7394272766525835835</id><published>2007-12-12T22:07:00.000Z</published><updated>2007-12-12T22:53:25.433Z</updated><title type='text'>Cinco livros famosos ...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc66;"&gt;.... de que não gostei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Aviso prévio&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isto NÃO É uma corrente! É apenas uma confissão pública de desgosto, inspirada por uma recente onda de desgostosas confissões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não gostei d'&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;O Ano da Morte de Ricado Reis&lt;/span&gt; (José Saramago, 1984):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2BfQCTXplI/AAAAAAAAAR4/kqxt__H0qSI/s1600-h/Ano+da+Morte-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143215503557764690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2BfQCTXplI/AAAAAAAAAR4/kqxt__H0qSI/s320/Ano+da+Morte-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inesquecível, a descrição de Laura como uma criada de pensão, lubricamente desejada enquanto lavava as escadas, e os ressentimentos marxistas (?!) trazidos à mente do monárquico Ricardo Reis, enquanto passava pela sopa dos pobres. Tudo embrulhado em sintaxe gratuitamente desfeita e em oportunidade comercial de centenário comemorativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não gostei d'&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;O Velho e o Mar &lt;/span&gt;(Ernest Hemingway, 1952):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2BfKSTXpkI/AAAAAAAAARw/_a-QpZM5KIU/s1600-h/Velho+e+Mar.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143215404773516866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2BfKSTXpkI/AAAAAAAAARw/_a-QpZM5KIU/s320/Velho+e+Mar.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inesquecível, a patética ilusão humana de vitória sobre as forças da natureza e de desafio à divina providência pela morte de criaturas não racionais. A crueldade como elemento de qualificação do herói em meados do séc. XX ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não gostei de &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Capitães da Areia&lt;/span&gt; (Jorge Amado, 1937): &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Be_yTXpjI/AAAAAAAAARo/rhmTb9lLg84/s1600-h/CapitÃ£es+Areia-2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143215224384890418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Be_yTXpjI/AAAAAAAAARo/rhmTb9lLg84/s320/Capit%C3%A3es+Areia-2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inesquecível e mais patética ainda, a iniciação do herói através da perseguição e da violação de meninas indefesas e de rapazinhos estigmatizados. Insuportável a sugestão de que as vítimas se conformam com o seu destino de despojo de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não gostei d&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;'&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;A Náusea&lt;/span&gt; (Jean-Paul Sartre, 1938):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2BcJCTXpgI/AAAAAAAAARQ/UAme9svCOh4/s1600-h/NÃ¡usea.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143212084763796994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2BcJCTXpgI/AAAAAAAAARQ/UAme9svCOh4/s320/N%C3%A1usea.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita pena, porque sou admiradora entusiástica de todo o teatro sartreano. Mas nesta prosa encontro excesso de capacidade mimética: cada página desencadeia enjoos e tonturas angustiantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não gostei de &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Vale Abraão&lt;/span&gt; (Agstina Bessa-Luís, 1991):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Bb_CTXpfI/AAAAAAAAARI/gv7Noixv9bg/s1600-h/Vale+AbraÃ£o-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143211912965105138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Bb_CTXpfI/AAAAAAAAARI/gv7Noixv9bg/s320/Vale+Abra%C3%A3o-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita pena também, pelas gratas horas de Sibila e por ver um bom tema com grandes personagens esvair-se numa narrativa errática e inconsistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E agora que venham os moralistas da cultura indignar-se e protestar contra o atrevimento.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Bb2STXpeI/AAAAAAAAARA/WZ6QWxg0HAA/s1600-h/Vale+AbraÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143211762641249762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2Bb2STXpeI/AAAAAAAAARA/WZ6QWxg0HAA/s320/Vale+Abra%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-7394272766525835835?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7394272766525835835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7394272766525835835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/12/cinco-livros-famosos.html' title='Cinco livros famosos ...'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R2BfQCTXplI/AAAAAAAAAR4/kqxt__H0qSI/s72-c/Ano+da+Morte-2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-9116603519182763652</id><published>2007-12-09T11:27:00.000Z</published><updated>2007-12-09T11:43:00.812Z</updated><title type='text'>Os cinco de um certo topo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este post resulta de um supersticioso respeito pelas correntes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero que nada de mal aconteça aos meus amigos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os pedidos de eleição dos cinco filmes ou livros ou músicas ou pratos preferidos é sempre um bocadinho desconcertante. Escolher quais, entre tantos de que se gosta? As obras-primas? Os que, sem o serem, por alguma razão nos fizeram piegasmente chegar a lágrima ao canto do olho? Os que, sem nos arrepiarem o braço, nos deixaram porém a pensar durante as duas horas seguintes? Os que não mostravam nada de novo mas tinham uma magnífica banda sonora? Os que, sem uma grande história nem uma especial eficácia narrativa, tinham aquele brilhante  desempenho daquele brilhante actor? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquemos por aqui. Cheia de compaixão pelos jurados das Academias que oferecem palmas, óscares e outros troféus, apresento a minha lista, sem critérios. Só porque sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Inevitavelmente, os americanos. O único filme sobre o Vietnam que não é só um filme sobre o Vietnam: The Deer Hunter, Michael Cimino, 1978&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSdyTXpdI/AAAAAAAAAQ4/DZ-RE4RH-Bg/s1600-h/CaÃ§ador-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141934808734606802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSdyTXpdI/AAAAAAAAAQ4/DZ-RE4RH-Bg/s320/Ca%C3%A7ador-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme de evocações e trágicas grandezas: The Rose, Mark Rydell, 1979&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSYSTXpcI/AAAAAAAAAQw/JWh_kK5XL-I/s1600-h/Rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141934714245326274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSYSTXpcI/AAAAAAAAAQw/JWh_kK5XL-I/s320/Rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme sobre a posse: Out of Africa, Sydney Pollack, 1985&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSTyTXpbI/AAAAAAAAAQo/WE3QmYov_IQ/s1600-h/Africa-minha-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141934636935914930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSTyTXpbI/AAAAAAAAAQo/WE3QmYov_IQ/s320/Africa-minha-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dois italianos recentes (deixo as antiguidades para o Cuore):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSCCTXpaI/AAAAAAAAAQg/-QgFtQYIFss/s1600-h/cinema-paradiso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141934331993236898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSCCTXpaI/AAAAAAAAAQg/-QgFtQYIFss/s320/cinema-paradiso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore, 1988&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vR8CTXpZI/AAAAAAAAAQY/kB2J64BdHQ0/s1600-h/cinema-paradiso-poster-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141934228914021778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vR8CTXpZI/AAAAAAAAAQY/kB2J64BdHQ0/s320/cinema-paradiso-poster-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;La Vita è Bella, Roberto Benigni, 1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vRjCTXpYI/AAAAAAAAAQQ/r1rdswBGLxA/s1600-h/Vida-Bela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141933799417292162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vRjCTXpYI/AAAAAAAAAQQ/r1rdswBGLxA/s320/Vida-Bela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma vez que os cortes de corrente nos deixam às escuras, aqui vai o convite:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lizzie&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Musashi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Around These Words&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Capitão Haddock&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Madame Maigret&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-9116603519182763652?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/9116603519182763652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/9116603519182763652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/12/os-cinco-de-um-certo-topo.html' title='Os cinco de um certo topo'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1vSdyTXpdI/AAAAAAAAAQ4/DZ-RE4RH-Bg/s72-c/Ca%C3%A7ador-3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-917643571485205045</id><published>2007-12-03T00:22:00.001Z</published><updated>2007-12-06T00:14:29.640Z</updated><title type='text'>Reviver a moda em cabelos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois de um século inteiro a reciclar a moda do século XX, está na hora de assumirmos corajosamente reviver modas mais antigas. Em vez de recuperarmos mais uma vez as calças à boca de sino dos anos 70, as saias evasé dos anos 50 ou as cinturas descaídas dos anos 30, proponho que pugnemos por uma moda verdadeiramente revivalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comecemos pelo regresso a uma merecida atenção prestada aos cabelos e à arte de os acondicionar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No século XV, como nos anteriores, uma autêntica senhora não mostrava os cabelos. Poderoso atributo erótico, devem manter-se escondidos ou domados sob toucas e toucados, nos quais se exprime o status e a personalidade de quem os usa. Lamentavelmente, os nossos estilistas têm descurado este importante adereço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eis um modelo simples e discreto, que poderíamos usar numa ocasião formal onde não ficasse bem dar demasiado nas vistas, por exemplo num almoço de convívio com a família do namorado. Assim fez a Infanta D.Leonor, filha de D.Duarte, quando foi pela primeira vez ao encontro (1451) do seu esposo, o Imperador Frederico III da Alemanha, com o qual já tinha casado por procuração, em Lisboa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMxyTXpXI/AAAAAAAAAQI/UHqIc3Kd15U/s1600-R/Infanta+Leonor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139536017960183154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMxyTXpXI/AAAAAAAAAQI/tNtBaoum9Rk/s320/Infanta+Leonor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para uma festa mais extravagante, por exemplo uma nocturna ida ao Lux, poderíamos colher muito boa inspiração neste magnífico toucado de Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, esposa de Filipe o Bom, com o qual casou em 1430: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMtyTXpWI/AAAAAAAAAQA/crRbvAGtA0Y/s1600-R/Isabel+de+Borgoha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139535949240706402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMtyTXpWI/AAAAAAAAAQA/6U-r7XOIKp0/s320/Isabel+de+Borgoha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Pessoalmente, confesso que prefiro este modelo sóbrio e requintado da sua neta, Maria de Valois, que teve fama de ser mulher de personalidade forte e determinada. Fácil de combinar com um tailleur de corte executivo, é o mais adequado para reuniões profissionais movimentadas e dinâmicas:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMpiTXpVI/AAAAAAAAAP4/rJXgdyUz8x0/s1600-R/Maria+de+Valois,+Duq-Borgonha.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139535876226262354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMpiTXpVI/AAAAAAAAAP4/ddxKz6rxqAA/s320/Maria+de+Valois,+Duq-Borgonha.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Numa tarde de Verão, passada entre amigos, esta touca de Isabel a Católica, rainha de Castela, possui leveza e sensualidade. As tranças, ao mesmo tempo que sugerem sedução, permitem encarar com confiança o vento de uma esplanada sobre as praias da Linha:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMhSTXpUI/AAAAAAAAAPw/yE7vCnSWz9I/s1600-R/Isabel-a+CatÃ³lica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139535734492341570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMhSTXpUI/AAAAAAAAAPw/Ur5z9D-LngI/s320/Isabel-a+Cat%C3%B3lica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Para as mais ousadas e temerárias, aqui fica a sugestão da filha, Joana, a Louca, de Castela. O cognome veio-lhe do indecoroso costume de se apresentar em cabelos, por isso este interessante e arrojado penteado deve guardar-se para aquelas noites especiais, de encontros íntimos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMdCTXpTI/AAAAAAAAAPo/8ONLZNYWwSc/s1600-R/Joana-alouca-de+Catela.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139535661477897522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMdCTXpTI/AAAAAAAAAPo/hBXWDl93-eQ/s320/Joana-alouca-de+Catela.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por fim, uma touca em pedras preciosas, ajustando os cabelos bem penteados da Princesa Santa Joana, que morreu em Aveiro em 1490, sublinhará em qualquer olhar feminino um certo tom de mistério que deixará fascinado o sexo oposto num primeiro encontro:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMWyTXpSI/AAAAAAAAAPg/4ZyY1b1pfh8/s1600-R/Santa+Joana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139535554103715106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMWyTXpSI/AAAAAAAAAPg/PemwxgeNLBw/s320/Santa+Joana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-917643571485205045?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/917643571485205045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/917643571485205045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/12/reviver-moda-em-cabelos.html' title='Reviver a moda em cabelos'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R1NMxyTXpXI/AAAAAAAAAQI/tNtBaoum9Rk/s72-c/Infanta+Leonor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4186567147910251381</id><published>2007-11-28T19:30:00.000Z</published><updated>2007-11-28T19:55:11.955Z</updated><title type='text'>O RATO. Última Parte.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03CytW3LDI/AAAAAAAAAPY/UGuI9lcSv6M/s1600-h/ratinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137976926324337714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03CytW3LDI/AAAAAAAAAPY/UGuI9lcSv6M/s320/ratinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Resolvera ceder no fim-de-semana seguinte a uma ida à praia. Estava o bom tempo de um Abril generoso e ela estivera ocupada toda a semana em compromissos profissionais. Nas raras vezes em que se haviam avistado no tribunal só a linguagem dos olhos os ligara. Sentira-se no topo da escada da Sala Magna elevado por fios invisíveis de comoção. Apetecera-lhe contar aos colegas, aquela mulher lindíssima, Laura Peres, que ali vai, é minha. O Rodrigues teria corado de vergonha pelo seu carro desportivo, pelos risinhos da Celeste. Mas não podia. O silêncio era a chave do sucesso, mesmo que fosse capaz de prever que com o tempo aquele segredo tornar-se-ia insuportável. Não poderia continuar a olhá-la do patamar de baixo da escada eternamente. Os sentimentos confundiam-no. Precisava de estar a sós com ela, voltar a sentir-se reflectido na íris azulada dos seus olhos. Por isso resolvera ceder quando lhe ligara a convidá-la para sair no sábado e ela propusera a praia. Era preciso alimentar a chama, vencer a distância da semana. Escolheram a Roca Velha, uma pequena enseada de areia quase deserta no fundo de uma escarpa que se descia de mão dada, para a proteger das quedas. Fora uma boa escolha. Não esqueceria nunca o momento em que ela poisara a mochila e correra para a borda de água, a tomar-lhe a temperatura. Ele olhava-a cá de cima. O gesto prolongado com que ela desabotoara o vestido e na contraluz de um sol magnífico e escultor se lhe revelara, nascida de um bikini vermelho como uma concha rosada, provocara-lhe um choque. Estremeceu. Tinha de ter aquela mulher. O desejo de lhe tocar, de ser ele a despi-la, e a recomendação de prudência secavam-lhe a boca, humedeciam-lhe as mãos. Lutou com a emoção correndo para a água e mergulhando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dia decorreu com a liquidez de uma tela de Hollywood. Comeram uvas à sombra dos rochedos, perseguiram-se dentro de água, deitaram-se ao sol de mãos dadas, falando de quase nada. Não ousavam falar do futuro mas pareciam ter mergulhado no tranquilo entendimento de quem tinha um longo passado em comum. Ele notou, sorrindo de felicidade, que ela nunca mais mencionara o documento, não voltara a pedir-lhe que o procurassem, parecia ter esquecido completamente o assunto. Quase não era, ali recortada pelo sol e pela moldura dourada de areia, a mesma Laura Peres entronizada em finos saltos altos profissionais. Era verdade. Uma mulher apaixonada rende-se ao braço que a ampara. Com o tempo e com a consumação da paixão, ele acabaria por ser o seu esteio. Claro, nunca poderia pedir-lhe que deixasse de trabalhar porque o seu ordenado de oficial de justiça não seria suficiente mas, quando tivessem filhos e ela fosse solicitada pelas atenções da maternidade, fixariam um limite com o qual poderiam esperar viver aceitavelmente sem ter de a ver subir a toda a hora a escadaria do tribunal. Lá em cima tinha-a menos e regressava invariavelmente ao primeiro dia em que ficara cá em baixo a achá-la inacessível.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03CsNW3LCI/AAAAAAAAAPQ/dy4bQUBOkVg/s1600-h/rato-esperto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137976814655188002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03CsNW3LCI/AAAAAAAAAPQ/dy4bQUBOkVg/s320/rato-esperto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Chegava o tempo. As semanas tinham passado numa felicidade calma com que ele vestia a impaciência do seu desejo. Quando sugeriu um jantar em sua casa ela nem se sobressaltou. Aceitou imediatamente como o passo naturalmente à frente dos que tinham dado. E agora ali estava a tocar à campainha e ele a recebê-la de braços abertos, uma taça de vinho na mão, a música calma, o aroma adocicado das velas, o jantar quente na mesa. Tudo perfeito. Ela sorria. Olhou em volta, parecia acolher com agrado os preparativos. Desculpou-se pelo atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venho do médico – disse – não, nada de mais – apressou-se a explicar perante o seu ar preocupado – é só um princípio de gripe. Poisou em cima da mesa um saco de supermercado e tirou de lá umas latas de coca-cola. – Não posso beber vinho, por causa dos medicamentos, trouxe isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma pena, o vinho com que tivera tanto cuidado. Mas o importante era que ela se sentisse bem. E afinal a paixão era tão evidente que poderiam bem dispensar o atordoamento do álcool. Senti-la entregar-se com completa lucidez poderia mesmo ser mais inebriante do que qualquer outra coisa. E ela estava tão feliz!... Quis substituir as taças por copos, fez questão de ir ela mesma à cozinha e trouxe de lá a coca-cola já servida, depois de o ter empurrado para a mesa, onde a esperou, prevendo outros jantares, ela cuidando para que tudo estivesse ao gosto dele. E ela despida pela penumbra das portadas do quarto entreabertas e ela acordando tranquila em manhãs sucessivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversaram como sempre, disto e daquilo. Contou-lhe como encontrara aquela casa, como a decorara sozinho, falou da vida dos vizinhos, das boas relações com a porteira, enfim coisas do seu mundo cujo limiar ela acabara de atravessar, coisas entrecortadas de risadas, de sorrisos, de mãos dadas sobre a mesa. Estava tudo perfeito. Sentia-se realmente inebriado, como se o vinho tivesse sido bebido. Fraquejavam-lhe as pernas, antevia a madrugada e sentia ir-se-lhe dos músculos uma muito antiga pressão, aquela vaga sensação de arrependimento que o acompanhava desde criança, aquele insidioso nó de garganta que lhe ficara desde o divórcio da Luísa. Tudo se lhe soltava num conforto novo, como se o corpo não lhe pesasse, como se o ar não precisasse de ser respirado para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegara a hora da recompensa. Ela merecia e ele queria definitivamente selar uma etapa e avançar para uma vida séria. Acabadas as sobremesas, levantou-se e procurou numa gaveta uma folha de papel azul. O documento do processo. Tinha uma certa pena de se desfazer dele. Afinal fora a sua carta secreta no jogo da felicidade, evocá-lo guardado numa gaveta da sala dava-lhe uma sensação de segurança semelhante à certeza da presença do Jeremias à sua espera todos as noites, a certeza das coisas bem feitas, a segurança das conquistas por mérito próprio. E ela nunca mais tocara no assunto, seria uma surpresa, embora suspeitasse de que a recuperação do documento tinha deixado de ser uma prioridade já há algumas semanas. Nem se lembrara de lhe perguntar como ia o andamento do processo. Talvez ela até tivesse encontrado uma solução alternativa e já não precisasse tanto do papel. Laura Peres, a advogada diligente, já devia ter resolvido o assunto. Assim o seu gesto seria mais um acto de amor, como a oferta de um ramo de rosas, inúteis mas simbólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele regressou ao sofá com a folha na mão, ela não parecia compreender. Ele sentou-se ao lado dela, pousou a folha na mesinha e pegou-lhe na mão. Aproximou-se para a beijar. Ela mostrou um sorriso disponível mas então reparou no papel e suspendeu o beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é isso? – interrogou, com curiosidade. Ele pegou na folha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto… Estive ontem a fazer umas arrumações lá no escritório e vê bem o que eu encontrei… o documento do caso Dias Nabais que tinha desaparecido…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A sério?... – A indiferença dela encheu-lhe a alma. Pôs-lhe o papel na mão. Ela varreu-o com os olhos e acenou com a cabeça, confirmando a identificação do documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora levantar-se-ia, abraçá-la-ia por trás, cingindo-lhe a cintura fina com as mãos, desapertar-lhe-ia a camisa. Pousou o copo de coca-cola que ela tinha enchido pela terceira vez e soergueu-se. Sentia-se esvaído de todas as forças, o coração batia-lhe aceleradamente, uma paixão afogueada impunha-lhe a necessidade de a beijar, de se perder nos recantos mais ignorados do corpo dela. Encostada à mesa ela olhava-o sorrindo. Não conseguiu levantar-se. Ela sorria. Chamou-a para junto de si com a mão. Ela não veio. Mas sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que se passa? – perguntou. Inquietou-se. Tinha a sensação de que algo estava errado mas não compreendia o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela começou a levantar da mesa o prato, copo e talheres com que tinha comido. Ele insistiu em levantar-se mas não foi capaz. Começou a ficar alarmado. O que estava ela a fazer? Porque continuava a sorrir quando ele não conseguia mexer as pernas? nem os braços?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Laura, vem cá! Passa-se qualquer coisa, acho que não me sinto bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cozinha, ouviu o barulho da água do lava-loiça, depois as portas dos armários a bater. Porque estava ela a lavar e arrumar a loiça em que tinha jantado? Porque não se preocupava com ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela voltou à sala ainda sorria e ele percebeu definitivamente que alguma coisa muito grave estava a acontecer. Sentiu-se alcançar pelo pânico. O instinto de fugir enlouquecia-lhe o coração e embatia nas suas pernas mortas, inertes, inúteis. Ela arrumou toda a sala, fez desaparecer as velas e a maior parte das latas de coca-cola num saco de plástico que colocou junto da porta. Calou a música e ligou a televisão. Tirou da mesa a toalha recolhendo as migalhas da sobremesa com cuidado. Procurou nas gavetas e encontrou um individual sobre o qual voltou a pôr o prato dele, espalhando em volta as migalhas recolhidas e duas latas de coca-cola vazias. Pegava em tudo protegendo a mão com um guardanapo de papel que depois guardou no bolso das calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virava-se agora para ele, enfim. O mesmo sorriso parecia gravado para sempre nos lábios maduros que ele não chegara a colher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, estás confortável? – olhou-a horrorizado. Compreendia finalmente. – Queres que te conte uma história para adormeceres? Era uma vez um ratinho. Que vivia num buraquinho escuro da floresta. Como tinha muito medo de sair porque se achava muito fraco perante os predadores, resolveu enriquecer a sua dieta e começar a comer insectos para ficar mais forte e poder encarar a vida com outros olhos. Caçava-os numa armadilha onde deixava todas as noites um pedaço de fruta para os atrair. Ficava à espreita e, quando o insecto poisava as patas na fruta pegajosa, zás! comia-o de uma dentada, misturado com a fruta, doce e inebriante. Um dia o indiozinho Araré passeava na floresta e viu a fruta. Viu também o ratinho, embora ele vivesse a maior parte do tempo escondido, com medo dos animais grandes da floresta. Mas sempre se conseguia ver o focinhito à espreita, por entre os troncos que disfarçavam a entrada da toca e o indiozinho tinha um olhar certeiro e fino. Vá-se lá saber porquê o ratinho achou Araré apetitoso e como ele não tinha garras nem presas afiadas achou que poderia caçá-lo como aos insectos e fornecer-se de carne fresca e tenra para muitos invernos. Ficaria forte e grande como a onça e poderia finalmente sair para passear na floresta sem receio. Nessa noite carregou para a armadilha toda a quantidade de fruta que pôde e esperou. Estava ansioso por fincar os dentinhos afiados na carne tenra e morena de Araré. Pensava tanto nisso que não reparou na flecha que o indiozinho trazia e que disparou mal chegou, antes de pegar na fruta. Os índios da Amazónia envenenam as pontas das setas com a seiva de uma planta que paralisa o sistema nervoso periférico das vítimas. Assim, os animais permanecem vivos e conscientes por muito tempo mas não conseguem mover qualquer músculo e os índios apanham-nos sem dificuldade. Só várias horas mais tarde é que morrem, por asfixia, porque os músculos não se contraem e impedem os movimentos respiratórios. É claro que o ratinho não sabia nada disto nem conhecia o curare, por isso foi com grande pena que viu o indiozinho levar a fruta que ele carregara toda a noite antes de morrer sufocado. Todos os índios conhecem esta história que explica por que razão não se deve tocar em nenhum alimento que tenha sido contaminado por urina de rato. É que depois deste dia, os ratos passaram a expelir pela urina um veneno semelhante. Quando o meu pai esteve na Amazónia, os índios explicaram-lhe que devia ter muito cuidado com a urina dos ratos e mostraram-lhe como se extrai o veneno da planta que o produz. O meu pai trouxe algum, que mandou analisar e que ainda guarda em casa. Mostrou-me o frasco recomendando-me que tivesse muito cuidado com ele porque bastam algumas gotas para produzir efeito. Nunca me esqueci do aviso e sou sempre muito cautelosa com latas de bebida que estiveram muito tempo guardadas em armazém. Nos armazéns há muitos ratos e é preciso limpar muito bem as latas antes de as abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura Peres levantou-se. O sorriso não se tinha alterado. Vestiu o casaco, pegou na folha azul do documento, guardou-a na mala e saiu devagar, fechando a porta silenciosamente e deixando-o só. Talvez tudo aquilo fosse apenas uma história para o atemorizar, para se vingar do incidente do documento. Sentia-se perfeitamente lúcido, só o corpo não respondia às suas ordens. Tinha de fazer um esforço para reagir, tentar levantar-se. Ela não o amava. Como uma seta, a evidência rasgava-lhe o coração. Ele tinha-lhe dado tudo de si, o melhor do que era e ela não o amava. Tinha de chegar ao telefone e pedir ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu um troc-troc conhecido. No canto da parede que o aparador deixara descoberto depois de ser arrastado, vislumbrou então um novo buraco no rodapé. Um narizito conhecido. O Jeremias encontrara uma alternativa para o buraco tapado. A casa era de construção antiga, devia ter túneis escavados por toda a parede, bastara-lhe roer uma nova saída. Aí vinha ele na sua direcção. Parou à sua frente esperando pelo pedaço de queijo que a sua mão não lhe estendia. Depois avançou, subiu heroicamente pela sua perna e, como não encontrasse oposição, trepou-lhe pelo peito até ao ombro. Não sentia nada mas percebeu que o Jeremias alcançara a sua orelha e começara a roê-la devagarinho, com pequenas dentadinhas certeiras. Como num sonho, viu-o instalar-se confortavelmente na sua cabeça e cofiar os bigodes, acariciando o rosto de rato com um gesto muito seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03Ce9W3LBI/AAAAAAAAAPI/rJXSXMoJm0o/s1600-h/rato-esperto-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137976587021921298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03Ce9W3LBI/AAAAAAAAAPI/rJXSXMoJm0o/s320/rato-esperto-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03CG9W3LAI/AAAAAAAAAPA/aBwsLJQiH5s/s1600-h/rato-esperto-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137976174705060866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03CG9W3LAI/AAAAAAAAAPA/aBwsLJQiH5s/s320/rato-esperto-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4186567147910251381?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4186567147910251381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4186567147910251381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/o-rato-ltima-parte.html' title='O RATO. Última Parte.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R03CytW3LDI/AAAAAAAAAPY/UGuI9lcSv6M/s72-c/ratinho.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-7937419825961369512</id><published>2007-11-27T23:00:00.000Z</published><updated>2007-11-27T23:14:16.066Z</updated><title type='text'>O RATO. Parte 3.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0yjUNW3K_I/AAAAAAAAAO4/kisDhxYHoIk/s1600-h/Fernando+Figueiredo-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137660842501155826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0yjUNW3K_I/AAAAAAAAAO4/kisDhxYHoIk/s320/Fernando+Figueiredo-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Entraram num barzito onde ele costumava passar todos os dias. Nunca entrara. Para quê? Que faria sozinho num bar? Vistas de fora as cores quentes das luzes interiores pareciam-lhe acolhedoras como as chamas de uma lareira a que não tinha direito. Mas agora não entraria sozinho. Escolheu uma mesa do fundo, mandou pedir cocktails e puxou a conversa. Primeiro falou do tempo, evasivo, a maldizer a chuva, a rir-se dos que já não teriam um fim-de-semana estendidos ao sol, na areia da praia. Depois introduziu-a numa confusão conveniente. Se ela não teria o papel em casa, se teria visto bem, porque essas coisas às vezes acontecem, o que queremos muito estar mesmo debaixo do nariz e não vermos. Ela sorria. Que não, que tinha revirado tudo e ele concordara que tinha visto o papel no processo… Ah, pois, claro, parecia-lhe que sim, certeza, porém, era difícil… Agora era importante falarem de si, por isso conduziu a conversa para as carreiras, uma mulher como ela gostaria do tema. Como ele costumava ter tudo sob controlo, nunca perdera um documento, por isso o chefe se apoiava nele, era preciso estar de olho também no trabalho dos outros, hoje em dia, já se sabe, ninguém quer saber da causa pública, bem se via pelos colegas, era um desleixo, uma indiferença… mas o chefe bem sabia que podia contar com ele. Ela concordava, começou a falar, aos poucos os olhos iluminavam-se e ele percebeu que estava a conquistá-la. Era altura de ir chegando a outros pontos. As mulheres admiram homens com filosofia de vida. O trabalho. O trabalho sério e honesto é que era o caminho. Para ele nada tinha sido fácil, tinha lutado pelo seu lugar. E não era pouco, toda a gente sabe como são as coisas no país, os lugares conseguem-se com cunhas, não há verdadeiro reconhecimento do mérito. Outros tinham a vida facilitada, o Rodrigues, por exemplo, toda a gente no tribunal sabia que ele tinha um tio no Ministério, por isso é que o chefe o promovera e não se permitia comentar-lhe as saídas antes da hora. Enfim, não era fácil singrar num país assim mas quando se tem princípios… Ela concordava com a cabeça que era isso mesmo, na advocacia também só singravam os grandes escritórios, onde os advogados de prestígio metiam os filhos e os sobrinhos. Por isso é que ela fazia tanto empenho na defesa do figurão do papel desaparecido, que estava inocente e a ser tramado por uma quantidade de corruptos, era uma questão de princípio… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irmanados pelo amor à causa pública, sorriram em uníssono, próximos da felicidade. E o que fazia ela nos tempos livres? Mal fez a pergunta arrependeu-se. Fora demasiado directo, demasiado óbvio e ela arrepiaria caminho. Ah, parece que não!... Que susto! A resposta vinha tranquila e banal, cinema, leituras em casa ou na praia, o costume. Ia ao ginásio, só às vezes. Ainda bem, que ele não tinha paciência para grandes correrias à revelia de tapetes electrónicos… Se ela gostava de um estilo de vida natural ele tinha alternativas. Contou-lhe que gostava de visitar o jardim zoológico. Fora barra em Ciências Naturais, no liceu. Sabia as espécies e as classes todas de cor e em latim! Nunca mais se esquecera. Desde os tempos em que o pai era director do liceu que lhe ficara aquilo, fora uma forma de impressionar o pai, mas claro que isso não lhe ia dizer, contara uma vez à Luísa e ela rira-se dele. E lá no fundo continuava a guardar a mágoa da época em que o pai não se calava com os louvores à Irene, a filha do senhorio do prédio em que moravam, que era aluna do pai a Português. Como ela cantava os verbos todos, nunca se enganava nos tempos compostos e no 5º ano sabia o canto I dos Lusíadas de cor, e papagueava aféreses e apócopes e toda aquela tralha linguística que não servia para nada. No dia em que a Irene o apanhara a olhar-lhe para as pernas no balneário da ginástica e lhe pregara um estalo ele jurara-lhe ódio mortal e eterno. Passara uma semana a decorar o latinório da zoologia, fizera uma corte discreta mas sólida à professora de Ciências porque sabia que nelas a Irene era mais fraca, tinha aversão a bichos. Fizera um trabalho de casa magnífico, com colagens dos animais, mas a glória tinha sido no dia da apresentação na aula, depois do trabalho fraquito da Irene, quando ele tinha ido ao quadro e explicado aquilo tudo à turma, com os nomes muito bem ditos em latim. A professora ficara encantada e fizera-lhe um elogio rasgado ao pai… Bem, não podia pôr-se agora com aquelas recordações, aproveitou para a convidar para ir ao jardim zoológico no dia seguinte. A alma estalou-lhe de alegria quando a viu aceitar sem hesitações. Não falou mais do documento, parecia ter esquecido o assunto e estar mais preocupada com a melhor hora para se encontrarem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O arroz estava pronto, só tinha que o deixar repousar para secar um pouco. Verificou mais uma vez a temperatura do vinho e pensou que não seria nada bom se o Jeremias resolvesse aparecer a meio do jantar. Algumas mulheres têm medo de ratos. Podia estragar tudo. Mais tarde, claro, haveria de lhe falar do Jeremias. Orgulhava-se dele e ela havia de perceber isso. Mas por enquanto recomendava-se prudência. Primeiro queria vê-la nua à sua frente, entregue aos seus beijos, disposta a tudo por ele. Parou, extasiado. Ela, nas suas mãos. Despi-la lentamente, abrir-lhe o desejo suavemente, entrar na doçura quente das suas curvas. Um barulhinho familiar acordou-o a tempo. Aí estava o Jeremias a olhá-lo com os seus olhinhos espertos e o focinho a aspirar vestígios de queijo. Não podia definitivamente arriscar-se. Cortou vários pedaços de queijo que empurrou para dentro do buraco na parede e, depois de ver o rato entrar atrás deles, puxou o aparador de modo a tapar o buraco. Talvez a Laura não achasse aquele mus musculos tão interessante como os bichos que ele lhe mostrara no zoo. Como ela rira nesse dia! Estava tão feliz! Deram as mãos pela primeira vez. Ela nem se apercebera quando ele lhe pôs o braço no ombro e não o afastara. Ria-se com as imitações dele: Sra. Peres, tenho o prazer de lhe apresentar o Sr. Panthera Tigris! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinham almoçado no restaurante do jardim. A vista era bonita. Ela falara-lhe do pai. Parecia gostar muito dele. Era um antropólogo, professor universitário já reformado, com uma vida cheia de aventuras. Fizera investigação entre os índios da Amazónia, vivera meses com eles completamente isolado do mundo, conhecia profundamente a sua cultura. Os seus olhos brilhavam ao falar do pai, o que o desconcertou um pouco. As mulheres que admiram o pai como herói têm dificuldade em render-se a outro homem. Uma pontinha de ciúme. Era difícil competir com um pai tão fascinante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolveu falar do seu pai. Contou como o pai fora perseguido pela pide e estivera preso por proteger estudantes contrários ao regime e se juntar com intelectuais rebeldes em tertúlias clandestinas. Na verdade, não fora preso, mas podia bem ter sido. A mãe, pelo menos, bem o avisava e dissera-lhe várias vezes que se deixasse de conversas perigosas. Mas o pai era esperto. Realmente, mantinha conversas comprometedoras com o Dr.Almeida Costa da livraria, e com outros dois ou três professores do liceu que estavam muito ligados ao Partido Comunista. Eles é que lhe tinham pedido abrigo num barracão de jardinagem do liceu para o Afonso Freitas, aquele do 7º ano que se tinha metido em confusões com uns panfletos e era filho de um farmacêutico comunista. O pai ficara aflito, não queria perder a admiração dos colegas a quem lia às vezes poemas seus mas também não queria problemas com a polícia nem com a mãe, que não era para brincadeiras. Pagara as viagens ao rapaz para ele fugir para França e o caso ficara assim encerrado. Pura sorte, porque a polícia podia ter sabido do assunto (eles não sabiam sempre tudo?) e o pai podia ter ido parar a Caxias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pai contara-lhe a história já depois do 25 de Abril, quando ser contra o regime se tornou uma forma de heroísmo que todos desejavam a ilustrar-lhes a linhagem. Explicara-lhe então que também tivera a sua parte nessa luta desinteressada pela liberdade e que a História é injusta quando só recorda os mártires porque é mais difícil resistir levando uma vida cívica activa e norteada por princípios do que entregar-se à polícia. Os fiéis veneram os que morreram entre as garras dos leões e mancharam as arenas de sangue e esquecem os que ficaram em casa a rezar por eles. Havia uma heroicidade diferente no seu pai, uma luta pela liberdade menos vistosa, é certo, mas nem por isso menos heróica. É claro que a Laura não perceberia isso porque não tinha conhecido o seu pai, por isso o melhor era falar-lhe de uma heroicidade mais fácil de perceber. E acertou em cheio. Ela ficou interessada, fez perguntas, como tinha sido a sua infância. Hesitou. Não sabia bem se lhe contaria aquela sensação de permanente e vago arrependimento, que o acompanhava desde pequeno. Seria bom obter dela alguma compaixão, um afago no rosto, talvez, as mulheres gostam disso, é o instinto maternal. Mas talvez fosse demasiado cedo, afinal tinha apostado tudo em fazê-la entender que era ele o homem que poderia protegê-la do mundo. A infância fora, portanto, feliz, entre um pai modelo de vida cívica e uma mãe tradicional que devotara a vida a educá-lo e a apoiar o marido. E era verdade, esses eram os factos. Não tinha razões concretas para justificar nenhuma infelicidade, nunca lhe faltara nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0yjOdW3K-I/AAAAAAAAAOw/KSIjG2ltcKA/s1600-h/Francisco+Garrett-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137660743716908002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0yjOdW3K-I/AAAAAAAAAOw/KSIjG2ltcKA/s320/Francisco+Garrett-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Continua...) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fotos: Fernando Figueiredo e Francisco Garrett&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-7937419825961369512?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7937419825961369512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/7937419825961369512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/o-rato-parte-3.html' title='O RATO. Parte 3.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0yjUNW3K_I/AAAAAAAAAO4/kisDhxYHoIk/s72-c/Fernando+Figueiredo-2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3714466732431213673</id><published>2007-11-26T16:53:00.000Z</published><updated>2007-11-26T17:07:57.558Z</updated><title type='text'>O RATO. Parte 2.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0r69NW3K9I/AAAAAAAAAOo/2urSqAMsDVI/s1600-h/DaJe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137194254433987538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0r69NW3K9I/AAAAAAAAAOo/2urSqAMsDVI/s320/DaJe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a abordara pela primeira vez usara uma desculpa idiota. Perguntara-lhe se precisava de ajuda ou de alguma informação, quando era evidente que ela não parecia nada perdida nem hesitante. Ela olhara-o de alto a baixo e respondera um “Não, obrigada!” desdenhoso que o ferira como um punhal que lhe rasgasse a garganta. Nessa altura, todo o encantamento se esvaíra num ápice e ficara-lhe só a pungente dor tão sua conhecida. Ela juntara-se ao imenso coro de olhares desdenhosos que por vezes riam cruelmente na sua memória e nas noites mais inquietas. Era como todas. Mas ao vê-la afastar-se, segura dos seus saltos altos, esguia no tailleur profissional, sorrindo ao juiz Fonseca que cruzava o seu caminho, percebeu que nunca encontraria outra mulher como aquela. Que ela teria que amá-lo por todas as que não o haviam feito. O Silvino, um companheiro de bairro, alguns anos mais velho e seu ídolo de infância, dissera-lhe uma vez: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Todas as mulheres dominadoras estão à espera de ser dominadas. - O Silvino entrara na Escola de Veterinária e, à medida que progredia nos estudos, estes ajudavam-no a clarear as suas ideias sobre o mundo: - As mulheres mostram-se dominadoras para atraírem o macho mais forte do grupo. Só o macho mais forte é que consegue dominar uma mulher dominadora e assim fazem a selecção natural e garantem a força e a saúde dos filhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na altura ele rira-se da tese do Silvino mas agora, perante aquela mulher, as palavras do velho companheiro começavam a fazer sentido. Encostado à parede, preso nos seus pensamentos e na sua muda admiração, nem dera pela chegada do Ramos, que, com uma cotovelada, o despertara do seu torpor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que é que estás aqui a fazer? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quem é aquela? Conheces? - perguntara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Aquela? Estás aqui por isso? Ó homem, estás doido! É a Dra.Laura Peres, não é fruta para o teu bico! É advogada e das boas, é infalível na barra, tem massa, tem talento e é uma brasa. Não percas o teu sono por causa dela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentiu que um duche frio o paralisava. Afinal era advogada. E talentosa. E rica. E, com toda a certeza, bem relacionada, habituada a escolher as companhias. Nessa noite começara a falar com o Jeremias. Enquanto ele lhe roía o queijo sobre os dedos, ia-lhe dizendo baixinho: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ela vai ser minha! Ouviste? Isto vai ser mais difícil do que eu pensava mas ela tem de ser minha! Podias dar-me umas ideias, Jeremias... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fora-lhe difícil adormecer. Dava voltas à cabeça à procura de ideias. Não podia ser como com as outras mulheres. Tinha que inventar um plano para a fazer reparar nele. A ideia surgiu-lhe dias mais tarde. Ao abrir um dos processos, o coração disparou ao encontrar o nome do advogado de defesa inscrito na folha à sua frente: Laura Peres. Olhou em volta temendo que algum rubor o tivesse traído. Mas não, todos conversavam em vez de trabalhar, como de costume. Nem davam por ele. Leu avidamente a instrução do processo. Era dos importantes, um crime de colarinho branco. Um figurão político era acusado de desvio de fundos públicos. Parece que a oposição estava empenhada em fazê-lo cair e apresentava documentos contabilísticos com grandes lacunas. Mas Laura argumentava que a contabilidade era forjada e apresentava um documento com a contabilidade correcta assinado pelo figurão. Que pena, pensara ele. Estes figurões da política são todos uns corruptos! Sabem que é difícil serem condenados e aproveitam para enriquecer à custa dos cargos. Grandes casas, bons carros, viagens... Ele fartava-se de trabalhar e nem conseguira ainda comprar um carrito... Mas este ia escapar-se graças à Laura! Que sorte a dele! Salvo por um único papel!... E se não existisse o papel? O figurão era condenado e a Laura perdia a causa. O figurão não acharia graça nenhuma! Era até capaz de acusar a Laura de sonegação de provas! Parou por momentos, com o dedo de folhear meio húmido no ar. Seria uma mancha na carreira dela. A Ordem instauraria um processo disciplinar. Um único papel... uma coisita de nada que qualquer golpe de vento arrebata janela fora... Olhou em volta. Estavam todos ansiosos pelo almoço. Combinavam animadamente a escolha do restaurante e, como de costume, não lhe diziam nada. Palermas! Deixou-se ficar concentrado no processo até todos sairem e depois, calmamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo, tirou a folha azul da capa de cartolina, dobrou-a cuidadosamente em quatro e guardou-a no bolso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O arroz a chiar no tacho soava alegremente. Provou e rectificou os temperos. Estava tão bom como o da Luísa. Nunca gostara de ter de cozinhar mas até que agora estava satisfeito por ter aprendido a fazer o arroz. A Laura ia achá-lo muito bom e ele sorriria modestamente como se não fosse nada. Como sorrira no dia em que finalmente a vira à sua frente, expectante e suspensa das suas palavras, finalmente. A coisa tinha dado grande confusão. A Laura falara do documento ao juiz Reis e este dissera que não o encontrava no processo. A Laura ficara espantada. Confirmaram, verificaram, procuraram, começaram a inquirir. Adiaram o julgamento. A Laura não parecia a mesma, o rosto toldado, cochichava pelos cantos com os outros advogados. Viera falar com o chefe. Do seu canto de sala, ele vira o chefe abanar repetidamente a cabeça. Depois apontara-o com o dedo. Ele esperara por aquele momento. Estava preparado. Na noite anterior tinha relatado pormenorizadamente ao Jeremias como tudo ia acontecer e dera-lhe uma ração suplementar de queijo. A Laura aproximara-se no alto dos seus saltos pretos e falara-lhe com uma suavidade muito diferente daquele “Não, obrigada!” de que ele já nem se lembrava. Parecia que o via pela primeira vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Boa tarde! Com certeza está ao corrente do que se passa com o processo Dias Nabais... Parece que o processo esteve nas suas mãos. Queria perguntar-lhe se se lembra de ter visto um documento... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, um documento em forma de folha dobrada em quatro dentro do bolso... sorria ele. Mas que não, não vira o documento. Não se lembrava de nada. Ela pareceu contrariada. Como se lhe viessem à memória recordações muito antigas, atirou-lhe: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah! Espere... Ela estremeceu e ele, com ela, sentiu-se tremer sobre aquele corpo frágil. Descreveu vagamente o documento, como se lhe tivesse passado rapidamente sob os olhos. O rosto dela iluminou-se: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso mesmo, isso mesmo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conclusão: ele vira mas não sabia o que lhe tinha acontecido depois. Não tinha nenhuma ideia de como desaparecera. E ela não podia apresentá-lo em tribunal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim, mas já é um começo. Vou estudar o assunto. Vou ver o que se pode fazer. Não se importa de se manter disponível para falar comigo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se se importava! Disponibilidade era tudo o que ele tinha. No dia seguinte não a viu no tribunal todo o dia. Devia estar a “estudar o assunto”. Ao fim da tarde, quase à hora da saída, viu-a finalmente chegar. Foi interceptada no corredor pelo juiz Reis, que a ocupou durante vários minutos. Resolveu sair um pouco antes da hora, como faziam os outros. Felizmente que o chefe não estava. Escusava de manchar a sua reputação impecável. Tinha que se apressar porque ela já tinha acabado a conversa com o juiz. Fez um percurso sinuoso para que ela não o encontrasse de frente mas que lhe permitisse vê-lo sair. Ela viria atrás dele. Apressou o passo na rua. Queria afastar-se rapidamente do tribunal. Pouco depois ouviu o martelar dos saltos dela. Corria atrás dele, quem diria! Sentiu-se glorioso, quando ela finalmente o alcançou e lhe pediu... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Espere, espere... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fez-se surpreendido, sorriu-lhe. Revelou-se-lhe em todo o seu encanto. Foi aí que ela primeiramente o viu, a ele como homem e não simples oficial de justiça. Ele amparou-a com o braço porque ela vinha ofegante e, enquanto aguardava que a respiração normalizasse, ela sentiu todo o calor da sua mão, uma mão forte e quente, de homem. Por momentos ficaram calados e ele acariciava-lhe o rosto com o olhar. Depois ela disse: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Desculpe atrasá-lo. Estive a pensar se não poderíamos fazer uma busca na sua secretária. Os dois juntos talvez tivéssemos possibilidade de passar tudo a pente fino. Sabe que, com todos aqueles papéis e pastas, pode ter passado por ele sem dar por isso... Nunca lhe aconteceu?... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois juntos. Foi aí que ele percebeu. Ela estava impressionada ou, pelo menos, atraída. Corava, parecia muito menos confiante do que lhe era habitual. Disse que sim. Que fariam isso, sem dúvida. E logo depois, disparou: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Porque não vamos tomar uma bebida primeiro? Parece-me que ainda precisa de recuperar dessa corrida... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fez o seu melhor sorriso, a que tentou juntar alguns sinais de preocupação que não chegassem ao paternalismo. As mulheres como ela não apreciam essa atitude. A leve hesitação que sentiu da parte dela fê-lo recear que tudo não passasse de uma ilusão sua. Na verdade, ela desprezava-o e ia rir-se-lhe na cara e ele morreria ali mesmo. Mas antes que a sua sensação de pânico se revelasse, ela respondeu: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Claro, vamos... – a voz era suave, quase doce. Então, ele soube. Ela rendia-se e talvez ainda não tivesse sequer dado por isso. Encaminhou-a com o braço, oferecendo-lhe protecção por entre os transeuntes apressados do fim de tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0r60tW3K8I/AAAAAAAAAOg/mWn-9LgCS30/s1600-h/Alexandre+Toresan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137194108405099458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0r60tW3K8I/AAAAAAAAAOg/mWn-9LgCS30/s320/Alexandre+Toresan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; (Continua...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: DaJe e Alexandre Toresan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3714466732431213673?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3714466732431213673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3714466732431213673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/o-rato-parte-2.html' title='O RATO. Parte 2.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0r69NW3K9I/AAAAAAAAAOo/2urSqAMsDVI/s72-c/DaJe.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-3747713965787436891</id><published>2007-11-24T16:07:00.000Z</published><updated>2007-11-24T16:37:57.863Z</updated><title type='text'>O  RATO. Parte I.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0hNV9W3K7I/AAAAAAAAAOY/89S9X1Hs9UA/s1600-h/Peter+M..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136440414659095474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0hNV9W3K7I/AAAAAAAAAOY/89S9X1Hs9UA/s320/Peter+M..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hoje vem! - murmurou entre dentes, acariciando o rosto num gesto muito seu e sem poder impedir-se de o dizer audivelmente, como se a emoção que sentia não pudesse caber-lhe na garganta. - É hoje! - repetiu e permitiu-se um leve sorriso, que não o trairia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Custara-lhe concentrar-se no trabalho. Receava ter confundido os processos ou ter errado no carimbo a apor. E na contagem do número de páginas, não teria saltado alguma? Esperava que não. Era um bom funcionário. Tomava sempre muito cuidado para não se enganar em nada, não só por ser de natureza meticulosa mas porque não suportaria que o repreendessem. Desde o primeiro dia naquele emprego jurara a si mesmo que nada correria mal. Estudara o chefe, os seus gostos e os seus hábitos, procurava sorrir-lhe descuidadamente e fazer tudo conforme ele desejaria sem que tivessem de lho dizer. Não gostava de receber ordens. Por isso procurava antecipar-se a elas. Sabia, no seu íntimo, que o chefe o apreciava, a sua eficiência, o seu feitio arrumado, organizado. Gostaria que, naquele emprego, não houvesse mais do que o chefe. Os colegas pareciam-lhe sempre estranhos. Ao princípio, quando viera, cheio de esperanças e boas decisões, tentara conviver. Acalentara mesmo a esperança de uma amizade, que nunca mais tivera desde os seus tempos de liceu em que era um rapaz como os outros, com o futuro pela frente. Depois, bem... era melhor não pensar nisso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arrumou os arquivos, alinhou as canetas e as borrachas e preparou-se para sair. Eram 5 horas. Espreitou a rua. Chuviscava. Felicitou-se por ter trazido a gabardina, apesar de o sol com que se anunciara o dia não fazer prever a noite chuvosa. Os colegas não se tinham prevenido. Claro, nenhum pensava no futuro, como ele. Uma onda de enorme satisfação acalentou-o ao pensar que iriam agora olhar com arrependimento para a sua gabardina. Os colegas já se tinham levantado. Nunca esperavam pelas 5 horas para se prepararem para sair. Olhou-os de soslaio. Antes, doera-lhe que tivessem respondido às suas tentativas de aproximação com uma meia distância, primeiro curiosa, indiferente logo depois. Agora, porém, isso já não o desgostava. Afinal, eles não sabiam... Viu o Rodrigues apontar os chuviscos à Celeste, rindo. E ela, tonta, aproveitava para se abrigar no braço que ele lhe oferecia... Deixá-la lá! O Rodrigues era um pedante! Pelo visto, ela gostava das gravatinhas janotas e dos perfumes caros que ele usava! E com certeza também dos amigos dele, do carro vermelho, das discotecas onde ele conhecia o porteiro, dos almoços nas esplanadas... E aquela gargalhada dele? Devia ser disso que a Celeste gostava, de barulho! Afinal, ela era como as outras. Ele já não se interessava por ela. Fora um disparate achá-la sedutora, só porque tinha um ar independente e era bonita. Ele deveria saber há muito que essas mulheres não sabem dar valor a um homem a sério, capaz de se dedicar. Gostam de mostrar que são mais do que os homens. Lembrava-lhe a Luísa, que ele decidira esquecer depois do divórcio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O céu escurecia. Foi andando devagar pela marginal. A chuvinha não o incomodava. Pensava na noite que o esperava. Conseguira. Como ele sempre soubera. Há já duas semanas que planeara tudo para quando ela viesse. Não tinha muito jeito para essas coisas de que as mulheres gostam, como velas e música romântica, mas fizera um esforço. Pedira até a ajuda da empregada da loja no dia em que comprara o vinho. Qual o melhor vinho para um jantar de noivado? Íntimo?, perguntara a rapariga, e ele sorrira cumplicemente. Estava tudo pronto. Restava-lhe esperar. Prolongou o caminho até casa. Parou na banca de jornais do costume. Comprava o semanário todas as sextas-feiras. Costumava lê-lo de uma ponta à outra nos seus enormes fins-de-semana. Não tinha mais nada para fazer. Mas ultimamente tudo mudara e os fins-de-semana eram diferentes. Não tinha tempo de ler o jornal. Por isso o acto de o comprar tinha um sabor especial que só ele conhecia. Olhou os transeuntes com uma certa pena. Caminhavam apressados para os seus fim-de-semanazinhos insignificantes, televisão, talvez futebol, talvez um passeio pelas esplanadas da praia... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomé, o cego, estava no seu posto. Conheceu-o logo pela voz quando ele deu as boas tardes. Tirou o jornal rindo-se intimamente da brincadeira que todas as semanas fazia. Pagava com muitas moedas pequenas, às quais faltavam sempre 2 cêntimos. O pobre cego nunca dera pela falta. Ainda agradecia no fim. Pobre diabo! Deixava-se enganar como um pato! Havia naquela brincadeira um gosto que o encantava. Quando seria que o cego notaria o engano? Quase apostava consigo mesmo. É hoje, não é hoje! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afastou-se pela marginal. O mar estava verde como se fosse Verão. O que não poderiam fazer nos próximos verões! Ele iria esperá-la ao escritório, ela viria ao seu encontro sorrindo, a aconchegar-se-lhe no braço. Ele protegê-la-ia na confusão dos peões de fim de tarde. Veriam o pôr-do-sol estendidos na areia da praia, como se fossem dois garotos. E ao sábado, se ele poupasse nos gastos durante a semana, poderia levá-la a jantar na esplanada, como fazia o Rodrigues. É claro que ela estava habituada a outra vida! Uma advogada não almoça uma sandes e uma cerveja, como ele fazia todos os dias. Mas afinal não fora por ele que ela se interessara? Ela sabia que no fundo ele valia muito mais do que o emprego como oficial de justiça. Ela sabia valorizar um homem. Percebera que ele era inteligente, que sabia levar a água ao seu moinho. As mulheres gostam de homens que conseguem aquilo que querem. E ela descobrira com surpresa que ele era um desses homens. E fora aí que se apaixonara por ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meteu a chave à porta com o coração aos pulos. Ainda lhe custava a crer que ela se tinha de facto apaixonado por ele. Ficava emocionado quando tomava consciência de que tinha mesmo acontecido. Quem lhe diria, naquele dia… Acariciou o rosto, com um sorriso triunfante. No dia em que a vira pela primeira vez ela nem sequer reparara nele. Mas ele, ao vê-la subir as escadas do tribunal, ficara paralisado. Era a mulher mais bela que conhecera. Ao pé dela, a Luísa, que sempre lhe parecera bonita, não passava de uma professorazinha simpática. E a Celeste? Uma caixeira de perfumaria, com toda aquela maquilhagem a esconder a vulgaridade dos traços. Mas esta... Não que tivesse alguma coisa de definivelmente superior! Era o conjunto. O corte de cabelo atrevido, a pele imaculada, o fato de corte caro, o andar seguro. Os olhos pareciam espalhar domínio à sua volta, enquanto falava de modo contraditoriamente sóbrio e caloroso com os advogados que a acompanhavam. Nunca a tinha visto ali. Conhecia os advogados, eram os habituais da comarca. Pensou que ela estivesse envolvida nalgum processo, testemunha ou queixosa. O que seria? Por algum tempo ficou parado na escada, com uma pasta de instrução de processo na mão, prestes a deixar cair os documentos. Levara a mão ao rosto, num gesto maquinal, enquanto a via afastar-se e desaparecer no bar. Pensara por algum tempo ir atrás dela, arranjar uma desculpa qualquer para lhe falar. Mas não lhe ocorria nenhuma e deixou-se ficar. Como fora tonto! Deixara-se paralisar, completamente apaixonado desde o primeiro momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pousou o jornal em cima do sofá e olhou para o relógio: 6 horas. Ela tinha dito que não estaria livre antes das 9. Tinha três horas à sua frente. Podia começar por recapitular tudo. A carne assada estava pronta no frigorífico. Era só ligar o forno e aquecê-la. Ela não era dada aos dotes culinários, por isso não notaria que a carne fora comprada já feita. A bavaroise de morango também. Abriu o frigorífico para confirmar a temperatura do vinho. Faltava fazer o arroz de ervilhas como antigamente via a Luísa fazer. Rezou para que saísse bem. Dizem que quando se está apaixonado tudo parece maravilhoso e, afinal, ela estava apaixonada por ele. Demorara o seu tempo... mas estava! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouviu um troc, troc... familiar que o irritou um pouco. Hoje não ficava nada satisfeito com a presença do seu habitual conviva. Sentou-se muito quieto e calado no sofá para que ele aparecesse. Em breve viu assomar o narizito e logo depois apareceu todo ele à espera do costumeiro presente de queijo. Jeremias, o rato. Não sabia bem porque lhe dera aquele nome mas parecia-lhe nome de rato. A sua amizade remontava aos primeiros tempos da sua estadia em Faro. Deslocado da sua cidade, num emprego novo que era a sua última oportunidade de uma vida e uma carreira como as de toda a gente, depois da longa série de falhanços, do divórcio, dos desentendimentos com a família, Jeremias parecera-lhe uma companhia aceitável e engraçada. Ocupara algumas horas da noite a estabelecer relações de cordialidade com o animal. Deixava-lhe primeiro presentes de queijo a hortas certas. Depois começara a aparecer muito quieto quando ele vinha buscá-lo e, por fim, depois de alguns meses de meticulosa paciência, conseguira que o rato viesse buscar-lhe o queijo à mão, vitória que o enchera de satisfação. Quem se poderia gabar de ter conseguido domesticar um rato? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ela percebera. Ela vira nele a força interior que ele tinha e por isso se apaixonara. Não fora fácil fazê-la entender, mas fora uma vitória!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0hNItW3K6I/AAAAAAAAAOQ/0Ilyoh1Mrdw/s1600-h/Francisco+Garrett.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136440187025828770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0hNItW3K6I/AAAAAAAAAOQ/0Ilyoh1Mrdw/s320/Francisco+Garrett.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Continua...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ccffff;"&gt;Fotos: Peter M. e Francisco Garrett&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-3747713965787436891?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3747713965787436891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/3747713965787436891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/o-rato.html' title='O  RATO. Parte I.'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0hNV9W3K7I/AAAAAAAAAOY/89S9X1Hs9UA/s72-c/Peter+M..jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-327682997667531587</id><published>2007-11-18T15:45:00.001Z</published><updated>2007-11-24T20:55:17.256Z</updated><title type='text'>O POLVO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Tenho viajado pelos mares de muitos continentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Neles tenho encontrado toda a espécie de criaturas. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A mais detestável é o tubarão. Nada silenciosamente pelas águas quentes, procurando passar despercebido, abocanha o que encontra pelo caminho numa luta fácil de tamanhos desproporcionados. Falta-lhe graciosidade e humor, acha que não precisa de inteligência porque conquista pelo peso e pela lei da vida e da morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Criatura muito diferente é o polvo. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;BAILARINO. Move-se com graça e elegância em qualquer mar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0Be9NW3K5I/AAAAAAAAAOI/RZu13ImpgSo/s1600-h/polvo-bailarino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207980852947858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0Be9NW3K5I/AAAAAAAAAOI/RZu13ImpgSo/s320/polvo-bailarino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;PERFORMER. Interpreta vários estilos e sensibilidades.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0Be4dW3K4I/AAAAAAAAAOA/_5D_nlt4bGI/s1600-h/polvo-bailarino-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207899248569218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0Be4dW3K4I/AAAAAAAAAOA/_5D_nlt4bGI/s320/polvo-bailarino-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;DECORATIVO. Combina bem com vários tons de pele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeytW3K3I/AAAAAAAAAN4/csEPeEUr8qY/s1600-h/polvo-sensual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207800464321394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeytW3K3I/AAAAAAAAAN4/csEPeEUr8qY/s320/polvo-sensual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;FLEXÍVEL. Adapta-se às circunstâncias mais variadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BetNW3K2I/AAAAAAAAANw/efVvWuqxehE/s1600-h/polvo-sensual-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207705975040866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BetNW3K2I/AAAAAAAAANw/efVvWuqxehE/s320/polvo-sensual-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;INTENSO. Estrutura-se sobre si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0Bem9W3K1I/AAAAAAAAANo/H7Ag870vCKA/s1600-h/polvo-intenso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207598600858450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0Bem9W3K1I/AAAAAAAAANo/H7Ag870vCKA/s320/polvo-intenso.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;POÉTICO. Aprecia um belo noctuno de Chopin.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeedW3K0I/AAAAAAAAANg/_-nSyIRiXZs/s1600-h/polvo-poÃ©tico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207452571970370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeedW3K0I/AAAAAAAAANg/_-nSyIRiXZs/s320/polvo-po%C3%A9tico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;SUBTIL. Não fere o olhar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeZdW3KzI/AAAAAAAAANY/o57kQsVJykA/s1600-h/polvo-subtil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207366672624434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeZdW3KzI/AAAAAAAAANY/o57kQsVJykA/s320/polvo-subtil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTELIGENTE. Estuda os hábitos dos outros habitantes dos mares e aprende com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207259298442018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeTNW3KyI/AAAAAAAAANQ/0mkllJo7rK0/s320/polvo-s%C3%A1bio.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;SÁBIO. Encosta-se a uma rocha e - imóvel - deixa passar os inimigos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeL9W3KxI/AAAAAAAAANI/kaErm7B4fOE/s1600-h/polvo-inteligente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134207134744390418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0BeL9W3KxI/AAAAAAAAANI/kaErm7B4fOE/s320/polvo-inteligente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Porém, há certos inimigos que até o calmo e paciente polvo abomina. Quando os encontra, enfrenta-os e - para muitos inesperadamente - combate-os e vence-os. O tubarão que o diga:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=F9Yl0VktAcQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=F9Yl0VktAcQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(como diria o Capitão, se eu fosse a vocês clicava) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-327682997667531587?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/327682997667531587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/327682997667531587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/o-polvo.html' title='O POLVO'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/R0Be9NW3K5I/AAAAAAAAAOI/RZu13ImpgSo/s72-c/polvo-bailarino.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-2574793568501512966</id><published>2007-11-14T20:19:00.000Z</published><updated>2007-11-14T20:48:07.429Z</updated><title type='text'>Play it  (again), Sam!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztZOWleHYI/AAAAAAAAANA/g7LPHkAO9ds/s1600-h/Ingrid-5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132794303434595714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztZOWleHYI/AAAAAAAAANA/g7LPHkAO9ds/s320/Ingrid-5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Algumas imagens, algumas músicas, algumas histórias, algumas palavras, ganham um lugar na nossa memória só possível porque não nos cansamos delas. Vamos buscá-las muitas vezes para cantar, olhar de novo, repetir e representar. Há aqueles momentos de decisivas separações que nos doem menos porque entramos no papel da rapariga a braços com ideais que se despede num aeroporto cinzento de uma noite enevoada. A kiss is just a Kiss... nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztZJmleHXI/AAAAAAAAAM4/74ezAK9ccoQ/s1600-h/Ingrid-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132794221830217074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztZJmleHXI/AAAAAAAAAM4/74ezAK9ccoQ/s320/Ingrid-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O seu rosto acompanha-nos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;os sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda não é Outono nem hora de dedilhar sonatas ao piano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztZEWleHWI/AAAAAAAAAMw/LXxCuwh7cPA/s1600-h/Ingrid-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132794131635903842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztZEWleHWI/AAAAAAAAAMw/LXxCuwh7cPA/s320/Ingrid-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O seu rosto acompanha-nos os momentos de fogueira, de nos lançarmos às chamas como Joanas convictas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztYoWleHVI/AAAAAAAAAMo/KHos22hl3Sw/s1600-h/Ingrid-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132793650599566674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztYoWleHVI/AAAAAAAAAMo/KHos22hl3Sw/s320/Ingrid-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Temo-la tão nossa que não queremos saber de onde veio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre o que sofreu ou não, o que amou ou foi desamada nunca saberemos verdades. Era uma mulher forte. Das que sofrem sem alarido. Das que regressam&lt;br /&gt;depois dos prantos privados. Das que se levantam sozinhas. Das que sorriem de novo, olham-nos de olhos enxutos e pousam a mão no ombro do pianista:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztYdGleHUI/AAAAAAAAAMg/4wWK5kdJjfU/s1600-h/Ingrid-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132793457326038338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztYdGleHUI/AAAAAAAAAMg/4wWK5kdJjfU/s320/Ingrid-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Play it again, Sam!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-2574793568501512966?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2574793568501512966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/2574793568501512966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/play-it-again-sam.html' title='Play it  (again), Sam!'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RztZOWleHYI/AAAAAAAAANA/g7LPHkAO9ds/s72-c/Ingrid-5.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-506577483940595033</id><published>2007-11-08T23:01:00.001Z</published><updated>2007-11-08T23:31:32.721Z</updated><title type='text'>Peixe Voador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Diziam-lhe: «Nunca mais tens juízo!» &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Fingia que não ouvia e sentava-se num canto a olhar para cima, para onde o sol produzia mil cores brilhantes, a calcular mentalmente quantas vezes por minuto seria preciso bater as asas para voar de uma árvore a outra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOZlVBphOI/AAAAAAAAAMY/tCo82sHMeE0/s1600-h/DSCF2626.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130613267083396322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOZlVBphOI/AAAAAAAAAMY/tCo82sHMeE0/s320/DSCF2626.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Não percebia muito bem o que queriam dele. Qual o juízo que devia ter? Todos pareciam ver perfeitamente o caminho que seguiam, traçado por rectas e curvas invisíveis mas que estavam lá, levando-os a um incessante rodopio cheio de significado. Ele, pelo contrário, tinha dificuldade em escolher o caminho. Tudo lhe parecia mais ou menos indiferente, mais ou menos igual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOY8VBphNI/AAAAAAAAAMQ/kPkal-hsTLc/s1600-h/DSCF2625.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130612562708759762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOY8VBphNI/AAAAAAAAAMQ/kPkal-hsTLc/s320/DSCF2625.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Gostava de certos pensamentos que lhe ocorriam sem querer. Parecia que a sua cabeça às vezes trabalhava sozinha e ficava ligada incansavelmente. Nessas alturas nunca ouvia o que lhe diziam e esquecia-se das coisas que era preciso fazer, como dizer «Bom dia» quando se cruzava com alguém ou sorrir adequadamente para demonstrar satisfação ou olhar os outros nos olhos para lhes assegurar que estava tudo bem. Era então que costumavam achá-lo estranho, ficavam a olhá-lo calados e embaraçados sem saber o que dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOYLVBphMI/AAAAAAAAAMI/7R23Xn9soB0/s1600-h/DSCF2622.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130611720895169730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOYLVBphMI/AAAAAAAAAMI/7R23Xn9soB0/s320/DSCF2622.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Percebeu muito cedo que embaraçava os outros. Por isso, com o tempo, habituou-se a pedir desculpa e a tornar-se explícito: «Não o ofendi, pois não?», perguntava. Assim desarmava-os e desembaraçava as situações complicadas. Abriam-se sorrisos que pareciam indicar que aquela pergunta também não era muito adequada mas pelo menos era tranquilizante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOXTlBphLI/AAAAAAAAAMA/vdiMulOkwbU/s1600-h/DSCF2620.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130610763117462706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOXTlBphLI/AAAAAAAAAMA/vdiMulOkwbU/s320/DSCF2620.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De qualquer modo já tinha desistido há muito de perceber o que era ou não adequado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOWsFBphKI/AAAAAAAAAL4/4osdOZpbDM0/s1600-h/DSCF2619.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130610084512629922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOWsFBphKI/AAAAAAAAAL4/4osdOZpbDM0/s320/DSCF2619.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Ouvira um dia baixinho uma coisa quando falavam dele: «Síndrome de Asperger». Percebeu que essas palavras deviam ter muita importância mas, mais uma vez, preferiu fingir que não tinha ouvido e pôs-se a calcular quantos metros mediria o prédio mais alto que avistava da janela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOV-lBphJI/AAAAAAAAALw/JmaU5oNrsU4/s1600-h/DSCF2618.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130609302828582034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOV-lBphJI/AAAAAAAAALw/JmaU5oNrsU4/s320/DSCF2618.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9966;"&gt;Um dia iria voar. Só não sabia ainda como.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-506577483940595033?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/506577483940595033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/506577483940595033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/diziam-lhe-nunca-mais-tens-juzo-fingia.html' title='Peixe Voador'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RzOZlVBphOI/AAAAAAAAAMY/tCo82sHMeE0/s72-c/DSCF2626.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4382786709580322018</id><published>2007-11-04T14:06:00.000Z</published><updated>2007-11-04T20:02:28.504Z</updated><title type='text'>Como eles crescem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Ry3VpSblnoI/AAAAAAAAALY/tvkOiUCRSjQ/s1600-h/Aula+Magna-4.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128990455943765634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Ry3VpSblnoI/AAAAAAAAALY/tvkOiUCRSjQ/s320/Aula+Magna-4.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Nunca sabemos se eles realmente cresceram até ao dia em que os vemos fazer bem uma coisa que não lhes ensinámos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Recordamos então o dia longínquo da infância deles em que, no Natal, lhes oferecemos uma bateria de brincar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sorrimos com nostalgia à lembrança do gosto com que, pelos meses fora, se entretiveram a destrui-la com carinho, batendo nos tambores até os romper, fazendo soar os pratos até nos enlouquecerem. Até só sobrarem as baquetas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Ainda conseguimos dizer que idade eles tinham no dia em que, por fim, às escondidas, deitámos para o lixo o que restava da bateria. Com algum alívio, e jurando nunca mais lhes oferecer brinquedos tão volumosos e barulhentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;E depois... um dia... cresceram, voltaram a levar para casa um par de baquetas e levam-nos a ir vê-los actuar na Aula Magna.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Ry3VVyblnnI/AAAAAAAAALQ/mXqTEiRX3bo/s1600-h/Aula+Magna-3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128990120936316530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Ry3VVyblnnI/AAAAAAAAALQ/mXqTEiRX3bo/s320/Aula+Magna-3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4382786709580322018?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4382786709580322018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4382786709580322018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/11/como-eles-crescem.html' title='Como eles crescem'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/Ry3VpSblnoI/AAAAAAAAALY/tvkOiUCRSjQ/s72-c/Aula+Magna-4.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-4136850222334352736</id><published>2007-10-30T21:58:00.001Z</published><updated>2007-10-30T21:58:57.648Z</updated><title type='text'>Ilhas, Faróis e Pecados</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/DEB7i8bSwNA' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/DEB7i8bSwNA'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pecado é... &lt;br /&gt;... cortar a mão que se estende&lt;br /&gt;... derrubar o farol que ilumina &lt;br /&gt;... arrancar as raízes às ilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6294663225786498933-4136850222334352736?l=breveviario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4136850222334352736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6294663225786498933/posts/default/4136850222334352736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://breveviario.blogspot.com/2007/10/ilhas-faris-e-pecados.html' title='Ilhas, Faróis e Pecados'/><author><name>Emma Larbos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578977527226254557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/SdY8utBjdAI/AAAAAAAABRs/S4L8qMZgT_Y/S220/DSCF1697.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6294663225786498933.post-1492247904080376792</id><published>2007-10-28T21:17:00.001Z</published><updated>2007-10-29T08:40:49.231Z</updated><title type='text'>CANDEEIRO DE ESQUINA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RyT8oyblnmI/AAAAAAAAAK8/eRBGkWxFvds/s1600-h/Alfama-cand.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126500053516918370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_J8e0PZJXtPA/RyT8oyblnmI/AAAAAAAAAK8/eRBGkWxFvds/s320/Alfama-cand.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordou, perto da hora do almoço, lembrou-se de que era sábado e as calças brancas tinham ficado para vincar em casa da Maria da Graça. Boa rapariga, a Graça, se não fosse a ajuda dela... Desde que a mãe morrera nunca mais tivera quem lhe vincasse as calças e lhe fritasse as pataniscas da mesma maneira. Não queria agora pensar nisso porque não era ainda sem dor que sentia a sombra da mãe a acompanhar-lhe os passos na casita de quarto-e-sala em que haviam vivido toda a vida. Em sua lembrança continuava a renovar de cravos brancos o pequeno altar da Senhora da Saúde em cima da cómoda do quarto, para o qual se mudara ao fim de muitos anos a dormir no divã da sala. Na cama que fora da mãe e onde agora acordava todos os dias, sentia-se abraçado e em paz, como no dia muito distante da sua infância em que vira o pai sair para sempre pela porta da entrada.&lt;br /&gt;Fez a barba com esmero, pendurou ao pescoço a grossa corrente de ouro com os amuletos preferidos, e rematou em abundância com o &lt;em&gt;after shave&lt;/em&gt; que comprara em promoção na mercearia do vizinho Américo. Olhou-se ao espelho. Talvez já não se pudesse dizer facilmente que fora o rapaz mais atrevido do bairro, e bem-parecido, e disputado pelas moças porque sabia segredar-lhes aos ouvidos melhor do que os outros. Os anos tinham passado quase sem dar por isso e as noites bem regadas traziam com a casa dos sessenta as suas indeléveis marcas. Mas continuava a pensar nos detalhes da aparência, na camisa de riscas com colarinho branco engomado (ai a Graça!...), no colete azul e no risco irrepreensível do cabelo, que se mantivera inesperadamente farto. Não era como os rapazes novos, de calças de ganga esfarrapadas e &lt;em&gt;t-shirt&lt;/em&gt; (no seu tempo chamava-se blusa...) desbotada.&lt;
